Artrose de quadril, um risco à qualidade de vida da população que pode resultar em cirurgia

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 28 de setembro de 2018

Dr. Christiano Saliba Uliana (Divulgação)

A artrose é o desgaste das cartilagens que revestem a articulação. No caso do quadril, a superfície do fêmur e da bacia sofrem uma degeneração que pode causar dores frequentes e limitação dos movimentos. Essas são as queixas mais comuns de quem sofre de artrose do quadril. O problema é mais comum em idosos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade.

Quando a doença é precoce, na fase inicial, geralmente os pacientes melhoram com medidas de fortalecimento muscular e medicação analgésica. Porém nos casos mais avançados (a artrose é uma doença progressiva), pode ser necessária uma prótese do quadril.

Quando comparada a outros procedimentos médico-cirúrgicos, a cirurgia de prótese do quadril é uma das modalidades que trazem maior benefício aos pacientes. Isso acontece porque a prótese substitui a articulação doente, eliminando todos os focos que podem originar dores. Além da vantagem de resolver a dor do paciente, a prótese permite que os movimentos que o paciente perdeu com o passar do tempo sejam progressivamente retomados.

Atualmente, depois de vários anos de estudo com foco no desenvolvimento dos materiais que compõem as próteses, os implantes mais utilizados são compostos de metal, cerâmica ou polietileno. Cada tipo de prótese tem uma indicação específica, baseada principalmente na idade e nível de atividade física de cada pessoa. Em outras palavras, não existe um tipo de prótese “ideal”, que atenda às necessidades de todas as pessoas. A escolha deve ser individualizada para cada paciente.

Após a cirurgia da prótese, permite-se que o paciente caminhe com auxílio de algum apoio, que na maioria das vezes é um andador. A fisioterapia deve ser iniciada de forma precoce, para que o paciente ganhe força muscular, equilíbrio e mobilidade desde os primeiros dias pós-operatório. Em média três meses após a colocação da prótese, a maioria dos pacientes caminha sem mancar e sem auxílio de apoio.

Como toda cirurgia, é necessário ressaltar que o procedimento envolve alguns riscos, como infecção, luxação, fratura, trombose e outros. Por isso, recomenda-se que a cirurgia seja realizada por especialista em cirurgia do quadril e hospitais que tenham estrutura para realização de procedimentos de grande porte.

 

Dr. Christiano Saliba Uliana, médico ortopedista especialista em quadril e trauma ortopédico.

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Bate, bate, bate, coração

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 21 de setembro de 2018

(Imagem: Pixabay)

Em setembro é celebrado o Dia do Coração. A data tem a finalidade de alerta à população para ter hábitos saudáveis e cuidar diariamente do órgão.

Você sabia?
Pesquisas apontam a importância da saúde bucal para a prevenção de doenças do coração. Um estudo da University College London com 11 mil adultos concluiu que pessoas que escovam os dentes menos de duas vezes por dia apresentam risco 70% maior de desenvolver problemas cardíacos.

Infarto do miocárdio
Conhecido popularmente como “enfarte”, “infarto do coração” e “ataque cardíaco”, o infarto agudo no miocárdio (músculo) ocorre quando o miocárdio sofre isquemia (não recebe oxigênio em quantidades suficientes).

Quais os principais grupos e fatores de riscos?
Pessoas com histórico familiar, fumantes, diabéticos, hipertensos, idosos, obesos ou com colesterol estão entre os maiores grupos de risco. No entanto, condições de vida e ambientais, como estresse, sedentarismo, fatores emocionais e má alimentação, também podem contribuir para tornar homens e mulheres vulneráveis.

O que fazer?
Ao sentir qualquer um dos sintomas citados acima procure imediatamente seu médico ou o atendimento emergencial em hospital que possua Unidade de Dor Torácica. Este local estará capacitado para diagnosticar, pois possui cardiologistas de plantão 24 horas e fará os exames necessários, que são fundamentais.

Homens e mulheres com mais de 40 anos devem consultar um cardiologista para uma avaliação preventiva.

A prevenção é sempre o melhor “remédio”!

 

Equipe Cardiologia

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Histeroscopia: uma aliada da mulher

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de setembro de 2018

(Imagem: Pixabay)

A histeroscopia é uma técnica que possibilita inspecionar a cavidade uterina por meio da endoscopia. O procedimento permite o diagnóstico de doenças intrauterinas e serve como método para intervenção cirúrgica.

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada de forma ambulatorial, ou seja, no consultório, e tem por objetivo apenas a visualização interna do útero; caso sejam encontradas quaisquer alterações, há necessidade de programar uma histeroscopia cirúrgica para o tratamento dessa alteração.

O exame é realizado com uma câmera fina que é introduzida por dentro do colo do útero, com uma anestesia local. As imagens captadas são ampliadas e transmitidas para um monitor, possibilitando o diagnóstico de lesões no útero. Todo o exame é filmado e fotografado. A maioria das mulheres tolera bem o procedimento, mas algumas podem sentir desconforto e até mesmo dor. Rotineiramente preferimos realizar o exame sob sedação no centro cirúrgico para evitar incômodos e aumentar a segurança do procedimento.

Já a histeroscopia cirúrgica é indicada nos casos em que existe alguma alteração comprovada dentro do útero para o tratamento de pólipos, miomas submucosos, espessamento endometrial, malformações da cavidade uterina, sinéquias (aderências intrauterinas), entre outros problemas.

As principais indicações para a histeroscopia incluem o exame da cavidade uterina para desordens menstruais e de fertilidade, acessos diretos para cirurgia intrauterina e parte inicial da trompa para a visualização ou realização de esterilização.

Procedimentos que podem ser realizados por histeroscopia:

  • Polipectomia – remoção de pólipos endometriais ou endocervicais;
  • Miomectomia – remoção de miomas submucosos (os miomas intramurais e subserosos não podem ser tratados por histeroscopia);
  • Avaliação de sangramento uterino anormal – principalmente nas mulheres próximo à menopausa ou nas mulheres menopausadas, com o intuito principal de avaliar o endométrio e coletar biópsias para excluir casos de doenças malignas ou pré-malignas;
  • Lise de sinéquias intrauterinas – consiste em desfazer aderências dentro do útero, que podem impedir a gravidez ou bloquear a saída da menstruação;
  • Esterilização – existe a possibilidade de se realizar um procedimento de esterilização por histeroscopia utilizando o dispositivo chamado de Essure.
  • Rotina pré-procedimento de fertilização in vitro – avaliar a cavidade endometrial antes de realizar procedimentos de FIV, para se ter certeza de que não há nenhuma alteração intrauterina que possa atrapalhar a FIV;
  • Tratamento de malformações uterinas – principalmente alguns tipos de septo uterino que podem dificultar a gravidez e provocar abortos.

Como o procedimento tem por objetivo visualizar e tratar alterações intrauterinas, ele não pode ser realizado no período menstrual, pois a cavidade uterina está com sangue em seu interior, impossibilitando a realização do exame.

Após o procedimento cirúrgico, a paciente acorda da anestesia geral em curto período de tempo e fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos. Assim que estiver bem acordada e sem sentir qualquer desconforto, pode ir para a casa.

 

Dra. Monica Zomer, ginecologista e responsável pelo Centro Avançado de Cirurgia Ginecológica do Hospital VITA Batel

 

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O que é sepse?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 07 de setembro de 2018

Imagem: Pixabay

A sepse, também conhecida como infecção generalizada, é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Ocorre quando um quadro de infecção é agravado, fazendo com que o organismo não consiga controlá-lo.

Não se trata da infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente, e em alguns casos, causar a morte. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos.

Fatores de risco

Pacientes com:

Pneumonia
Infecção abdominal
Infecção renal
Infecção da corrente sanguínea (bacteremia)
O risco também é maior se o paciente:

Pacientes que:

Fazem quimioterapia
Estão com o estado de saúde geral comprometido, em geral internado em unidade de terapia intensiva (UTI)
Têm feridas ou lesões, como queimaduras
Estejam utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios.
Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

Grupos que correm mais riscos de sofrer sepse:

Bebês prematuros
Crianças com menos de 1 ano
Idosos com mais de 65 anos
Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes
Usuários de álcool e/ou drogas

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista  

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