Ondas de choque tratam dores crônicas

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 17 de agosto de 2018

(divulgação)

Dores crônicas no joelho, ombro, cotovelo e tornozelo comprometem a qualidade de vida dos brasileiros. Dados do Ministério da Saúde apontam que a cada dez pessoas no país, quase quatro sofrem de alguma dor crônica – aquela que persiste por mais de três meses e atrapalha as atividades diárias. Na maioria dos casos, o problema resulta de uma dor aguda não tratada.

As pessoas que são acometidas pelo problema muitas vezes desanimam ao escutar que é difícil ou que não há tratamento para a doença ou que, em alguns casos, a única opção é buscar a cura por meio de cirurgia. A boa notícia é que existe uma terapia que soluciona o problema e livra a pessoa da dor. Trata-se do tratamento com ondas de choque.

O método consiste em uma onda acústica que transporta alta energia para o local doloroso. As ondas de choque penetram no tecido lesado provocando um fenômeno chamado cavitação. Com isso, são rompidas microbolhas, formando microrroturas no tecido inflamado, o que determina a liberação de substâncias anti-inflamatórias locais e estimula o aumento na microcirculação local. Esta energia provoca a regeneração e processos de reparação dos ossos, músculos e tendões. “Em alguns casos, haverá uma imediata redução da dor, resultando na melhora da funcionalidade.

Benefícios

A terapia apresenta poucos efeitos colaterais e o tratamento é duradouro. Sendo muitas vezes uma alternativa ao tratamento cirúrgico. O recurso não é invasivo, ou seja, é realizado sem cortes, de forma ambulatorial – não há necessidade de internação, oferece alívio rápido e eficiente da dor, melhora da funcionalidade da articulação, possui efeitos duradouros e é rápido, já que o tratamento leva em média de três a cinco sessões para dar resultado. Além disso, oferece baixa taxa de efeitos colaterais, pois não há contraindicações.

Problemas tratados

Tendinopatia do tendão de Aquiles, tendinopatia calcárea do ombro, epicondilite do cotovelo, cotovelo do tenista, cotovelo do golfista, tendinopatia do tendão patelar e do tendão quadríceps no joelho, fasceíte plantar (inflamação), conhecida popularmente como “esporão do calcâneo”, e dores miofasciais (dor muscular regional).

Etapas do tratamento

A terapêutica é realizada em três passos:

1) Localizar o ponto da dor;

2) Aplicar gel condutor sobre a região;

3) Aplicar as ondas de choque A sessão dura em torno de 10 minutos, sendo necessário de três a cinco sessões com intervalos semanais.

 

Dr. Bernardo Ferreira da Luz, ortopedista especialista em Traumatologia Esportiva

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Agosto Laranja: alerta para esclerose múltipla

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 10 de agosto de 2018

A campanha Agosto Laranja tem o objetivo de alertar a população sobre a esclerose múltipla (EM). A doença pode ocorrer em qualquer idade e atingir tanto homens como mulheres. No entanto, as mulheres mais jovens, entre 20 e 40 anos, são mais propensas a desenvolver o problema. A proporção é de um homem para cada três mulheres. Além do gênero, histórico na família, descendência caucasiana e já ter uma doença que afeta o sistema imune, como tireoide, diabetes ou doença inflamatória intestinal, são considerados os principais fatores de risco para se desenvolver o problema.

A esclerose múltipla afeta, principalmente, as populações de regiões mais frias. Na Europa e nos Estados Unidos, a doença é mais frequente do que no Brasil.

A EM é uma doença autoimune, que faz o sistema imunológico reagir ao próprio organismo do paciente, causando lesões graves no sistema nervoso central. A doença é difícil de ser diagnosticada precocemente, porque os sintomas aparecem em intervalos e a pessoa pode ficar meses sem qualquer sinal da doença. A EM pode causar cegueira unilateral, paralisia dos membros inferiores e até a lesão que se assemelha a um acidente vascular cerebral (AVC), deixando sequelas motoras e de equilíbrio.

Diagnóstico

Baseia-se nos sintomas clínicos característicos e na ressonância magnética nuclear, exame que se assemelha à tomografia computadorizada, exceto pelo uso da energia eletromagnética para produzir as imagens, no raio x. Em geral, não há dificuldade em identificar a doença, pois a imagens são bem específicas para o diagnóstico.

Tratamento

Diferente da esclerose lateral amiotrófica (ELA), que também é uma doença grave e com sintomas semelhantes, a esclerose múltipla têm inúmeros tratamentos eficientes. O tratamento da  EM é voltado para equilibrar o sistema imune e pode ser feito de algumas formas. Os mais antigos são os imunomoduladores (interferons, glatiramer), que consiste em medicações injetáveis. Já os mais modernos podem ser injetáveis, como natalizumab, alentuzumab ou aqueles que são de via oral, como o fingolimod e teriflunomida.

 

Equipe Hospital VITA

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Temperatura baixa favorece problemas cardíacos   

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 03 de agosto de 2018

(Imagem Pixabay)

Oito dicas para manter a saúde no inverno

A exposição a baixas temperaturas ocasiona várias mudanças fisiológicas no corpo, tais como: vasoconstrição (estreitamento da artéria), com consequente elevação da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e da viscosidade sanguínea decorrente de incremento do fibrinogênio plasmáticos, aumentando taxas de tromboses em vasos sanguíneos.

Em pacientes que já sofrem de problemas cardíacos, todas essas mudanças podem elevar o risco de algumas complicações cardiovasculares: infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e hipertensão arterial. Em estudo publicado pelo BMJ (British Medical Journal – Heart), em novembro de 2017, revelou o aumento de admissões hospitalares por doenças cardiovasculares em geral de 9%, de infarto agudo do miocárdio (IAM) em 29% e de AVC em 11% quando comparados a períodos com temperaturas brandas e quentes.

Os principais problemas que ocorrem são: aumento da pressão arterial (prejudicando o controle em pacientes hipertensos), elevando as chances de desenvolver IAM, AVC e angina do peito (dor torácica) decorrente da vasoconstrição da artéria coronária (artéria que irriga o miocárdio).

Os sintomas da elevação da pressão arterial podem, na grande maioria das vezes, ser silenciosos, ou seja, a pessoa não sente nada. Porém, caso atinja níveis tensionais muito elevados, pode gerar cefaleia, pressão torácica, tontura e mal-estar. A angina do peito e o IAM, cursam com dor forte em região torácica, que por vezes irradia para os braços e garganta, associado à falta de ar, com piora ao esforço e certo alívio ao repouso.

Prevenção

– Estudo publicado pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA), mostrou que alguns tipos de vírus causadores de gripe estão associados a um aumento da formação de eventos trombóticos (formação de coágulos no sangue). Portanto, a vacina da gripe, tem seu papel na prevenção de doenças cardiovasculares no frio;

– Mantenha o ambiente aquecido. Em pesquisa desenvolvida pela British Heart Foundation, o ideal é manter a temperatura acima de 18°C;

– Limite a exposição ao frio. Se assim for necessário, utilize roupas adequadas.

– Pratique atividades físicas em locais fechados, mantendo-se aquecido constantemente;

– Alimente-se de líquidos e comidas quentes, tanto para fornecer energia ao corpo, quanto para auxiliar no controle da temperatura;

– Cubra o rosto. Estudo publicado no veículo americano Medline Plus (U.S. National Library of Medicine), evidenciou que cobrir nariz e boca ao se expor a baixas temperaturas, permite o aquecimento do ar que adentra aos pulmões, evitando assim a manutenção de receptores de termorregulação;

– Evite o consumo de álcool antes de se expor ao frio. A bebida expande os vasos sanguíneos da pele, fazendo com que a pessoa se sinta aquecida enquanto na verdade retira o calor dos órgãos vitais,

– Mantenha o “coração em forma” ao longo do ano, com alimentação saudável, prática de atividades físicas e realizando, regularmente, consultas médicas de rastreio e identificação precoce de algum fator de risco cardiovascular. Isso permite ao paciente passar o inverno mais seguro.

 

Dr. Leonardo Piazza, cardiologista

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A coluna do idoso: um novo desafio para o cirurgião

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 20 de julho de 2018

Cada vez mais os idosos estão cheios de vida e expectativas, desejando estar saudáveis e ativos para aproveitar o que a vida tem para lhes oferecer. Não basta mais se contentar em ficar em casa e cuidar dos netinhos, as pessoas querem usufruir das tecnologias, passear, viajar, realizar uma atividade física e até praticar uma atividade esportiva com os amigos.

Até pouco tempo, a expectativa de vida era mais baixa, mas nos dias atuais vivemos mais e merecemos ter melhor qualidade de vida.

A cirurgia de coluna no idoso sempre foi um desafio e o médico deve estar atento a diversos aspectos que envolvem o cuidado destes pacientes. Fazer uma avaliação multidisciplinar, contando com o apoio de outros profissionais como geriatra, fisioterapeuta, nutricionista, endocrinologista que estejam envolvidos em todo o processo é fundamental.

A qualidade óssea é um desafio, por isso devemos nos preocupar com a osteoporose que atinge os ossos dos pacientes idosos. O problema é mais comum nas mulheres, mas cada vez mais homens são acometidos por esta doença silenciosa. A melhora da qualidade dos ossos por meio de tratamento adequado e recomendado pela equipe ajudam muito na recuperação e consolidação da cirurgia.

Além dos ossos, devemos nos preocupar com a qualidade da musculatura e é aí que tem papel fundamental – a equipe de fisioterapia e nutrição, que visam estimular a musculatura e prepará-la para o que se seguirá após a cirurgia. Muitos grupos musculares serão exigidos para que o paciente ande e inicie a sua reabilitação o quanto antes.

Em conjunto com o trabalho pré-operatório da fisioterapia, a nutrição avalia o risco de desnutrição e auxilia no aporte de proteínas no corpo, por meio da dosagem da albumina. Uma orientação para antes e para depois do procedimento é fundamental para que a musculatura esteja hígida e saudável.

Um dos problemas que mais atinge a coluna do idoso é a estenose de canal. Quando possuem este problema muitos pacientes referem uma dor na região lombar que desce até as pernas, fazendo com que sinta fraqueza para caminhar ou sensação de cansaço nos membros inferiores, que faz com que o paciente pare para descansar. Um fato que chama atenção é que, além de parar para descansar, cada vez com mais frequência, o paciente tenha que se inclinar para frente para obter um alívio mais rápido. Estes sintomas são frequentes e podem ocorrer por uma compressão na coluna, um problema que estreita a passagem dos nervos na região da coluna, chamado de estenose do canal.

Atualmente, muitos procedimentos menos agressivos foram desenvolvidos para estes problemas na coluna. A menor agressividade por meio de cirurgias minimamente invasivas é uma opção promissora para o tratamento deste paciente tão especial, que é o idoso. Uma das novas opções cirúrgicas é realizada pela técnica chamada de XLIF.

O XLIF é uma abordagem diferente da coluna. Com esta técnica se faz uma incisão na coluna pela parede lateral do abdômen, ao invés das cirurgias tradicionais que são realizadas pela parte de trás das costas. O XLIF oferece aos cirurgiões e seus pacientes uma opção menos agressiva para a cirurgia da coluna, que vem ganhando popularidade entre os cirurgiões de coluna do mundo todo.

 

A abordagem lateral minimiza os riscos de danos sobre a musculatura e sobre os nervos da região da coluna, tornando-se uma excelente opção para os pacientes idosos que apresentam fragilidade muscular e óssea, permitindo poupar estas estruturas de uma maior agressividade e permitindo uma recuperação mais acelerada.

 

Dr. Alynson Larocca Kulcheski, ortopedista especialista em coluna

 

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