Acidentes com crianças: 90% dos casos podem ser evitados

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de Janeiro de 2018

O período das férias escolares está chegando ao fim, mas os cuidados com as crianças para evitar acidentes não encerram. Dados apontam que 90% das lesões ocorridas podem ser evitadas se houver prevenção e se os pais atentarem para os locais que oferecem mais riscos e seguirem algumas dicas:

Afogamento

Podem ocorrer até em 2,5cm de água, por isso os baldes, vasos sanitários e banheira são perigosos. Instale cercas de isolamento em todos os lados da piscina, com no mínimo 1,5m de altura. No caso de piscina infantil, deve ser esvaziada imediatamente após o uso.

Bicicleta, skate e patins

Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos é a lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir essas lesões é usar o capacete. Esta medida de segurança pode reduzir o risco, incluindo a possibilidade de traumatismo craniano em até 85%.

Os jovens devem também usar sapatos fechados, evitar cadarços folgados ou soltos e brincar em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, fora do fluxo de carros e longe de piscinas.

Parquinhos

As lesões mais graves resultam de quedas. O risco é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo mais alto que 1,5m. Verifique se os equipamentos são apropriados para a idade dela e fique atento aos perigos como ferrugem, pregos expostos, superfícies instáveis ou quebradas.

Rua

Ensine a criança a parar na calçada ou no canto da rua e olhar para os dois lados antes de atravessar. Crianças com menos de 10 anos não devem atravessar a rua sozinhas, e quando acompanhadas de um adulto, devem ser seguradas pelo punho.

Andador

Responsável por mais acidentes que qualquer outro produto infantil destinado a crianças entre 5 e 15 meses. A maior parte das lesões resulta de quedas em escadas ou simplesmente por tropeços quando estão no andador. Algumas características físicas podem favorecer as quedas, como o tamanho e o peso da cabeça em relação ao corpo, que facilitam o desequilíbrio. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria não recomendam o uso de andadores.

Asfixia

Ocorre, normalmente, por objetos. Por isso, é preciso evitar deixar objetivos pequenos no chão e tomar cuidado com fios e cordas ao alcance de crianças.

Intoxicações

Deve-se deixar medicamentos, produtos de limpeza e venenos trancados e fora do alcance de crianças. Além disso, recomenda-se manter esses produtos devidamente rotulados e em suas embalagens originais.

Alergia

Quando houver crianças com problemas alérgicos na residência, a recomendação é evitar ter flores, plantas, animais de estimação e outros possíveis causadores de reações alérgicas. Em caso de alergia, deve-se encaminhar a criança o mais rápido possível ao pronto-socorro e realizar o tratamento adequado seguindo apenas orientações médicas.

Queimaduras

Para evitar acidentes na cozinha, deve-se colocar protetores ao redor de objetos quentes, usar luvas antitérmicas para manusear utensílios e evitar que cabos de panelas e frigideiras projetem-se fora do fogão. Em relação às crianças, deixe-as longe da cozinha, do fogão e do ferro de passar roupas.

Choques elétricos

Deve-se colocar protetores nas tomadas para evitar acidentes com as crianças.

 

Dra. Lygia Coimbra de Manuel Petrini, pediatra e coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital VITA Curitiba 

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Buscar atendimento médico emergencial pode evitar 50% das mortes por infarto

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 19 de Janeiro de 2018

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que anualmente cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares no mundo. No Brasil, a média anual chega a 350 mil, o que corresponde a um óbito a cada 40 segundos – duas vezes mais que todas as mortes decorrentes de câncer no país.

Infarto e demais doenças cardiovasculares, assim como, outros problemas de saúde podem ser evitados com a realização de check-up anual. É fundamental que a partir dos 40 anos as pessoas tenham o hábito de consultar regularmente um médico e fazer exames para checar a saúde ao menos uma vez ao ano. Após os 40 anos, homens e mulheres estão mais suscetíveis às doenças do coração e ao infarto. Além disso, há alguns fatores de risco que estão associados ao problema, como hipertensão arterial, colesterol elevado e tabagismo.

Sintomas do infarto

Geralmente, a dor cardíaca está centrada da parte torácica e em alguns casos pode ser desencadeada a partir de atividades físicas. O caráter da dor é mais opressivo, é como um aperto, pacientes relatam que a sensação é a de como se tivesse um peso sobre o peito. Os sintomas do infarto são múltiplos, pode ocorrer dificuldade de respiração, sudorese (suor excessivo), náuseas e vômitos.

A dor permanece, em média, durante 20 minutos, podendo cessar e voltar. Em alguns casos, pode continuar por mais tempo, até 40 minutos”, explica o médico. Quanto à intensidade, segundo ele, pode ser de moderada a alta. “Em pacientes diabéticos e idosos, pode se apresentar de forma mascarada, isto é, não haver qualquer dor no peito, ocorrer apenas um incômodo, semelhante a uma indigestão”, ressalta.

Ao sentir dor ou algum desconforto, a pessoa deve ir imediatamente ao hospital, 50% das pessoas que morrem por infarto é porque não tiveram atendimento médico, muitas vezes por não dar importância à dor e achar que não é nada grave e que não há necessidade de buscar auxílio médico.

Dicas de prevenção:

– Controlar a pressão arterial;

– Monitorar os níveis de açúcar para que estes não fiquem elevados;

– Dieta saudável;

– Praticar atividade física regularmente;

– Evitar o tabagismo.

 

Dr. José Eduardo Marquesini, cardiologista e chefe do serviço de cardiologia do Hospital VITA, em Curitiba

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Praticar corrida de rua requer alguns cuidados para evitar lesões

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 12 de Janeiro de 2018

​A prática de corrida da rua está ganhando a preferência dos brasileiros. Pesquisa realizada pelo Ibope revela que o esporte é a atividade preferida de mais de 6 milhões de pessoas que estão em busca de uma vida mais saudável. Mas praticar a atividade requer alguns cuidados.

As lesões ocasionadas pela corrida de rua acontecem principalmente durante os dois primeiros anos da prática do esporte, considerada a fase inicial da atividade. É o momento onde o atleta começa a se conhecer e a experimentar o esporte. Um outro momento de risco para lesões é a mudança de distâncias alvo ou mudança de rendimento, quando saímos da nossa zona de segurança.

A pessoa deve ter paciência, pois é necessário um tempo para construir uma base sólida e se tornar um bom corredor. O médico revela também que a incidência dos problemas causados pela atividade é maior na população feminina. De acordo com a ciência, a mulher quando jovem, principalmente antes dos sete anos de idade, pratica menos atividades esportivas que o homem, gerando menos estímulo para a formação da massa muscular, resistência dos tendões e menor densidade óssea. Além disso, há o fator genético e hormonal envolvidos.

No consultório, vemos uma incidência de lesões  maior em mulheres, acima dos 35 anos, num momento de vida mais estável, por terem um pouco mais tempo aos cuidados com a saúde e às atividades físicas. A pessoa não deve ter pressa em melhorar seu desempenho na atividade. É preciso respeitar a orientação de treino, não basta ter roupas e tênis apropriados e não ter um controle e acompanhamento especializado para avaliar a possibilidade e com qual frequência deve ser realizada a atividade.

É importante, ao sentir dores, não esperar, procurar o quanto antes a avaliação médica ortopédica para que o profissional possa verificar se é uma lesão adaptativa do esporte ou se é algum problema mais grave.

Diferente do que ocorre no futebol, a corrida de rua ocasiona lesões crônicas, as quais iniciam com uma intensidade baixa e aumentam ao longo do tempo. É o caso das tendinites, em especial a que atinge a região lateral do quadril de glúteo e a de Aquiles. Doenças que vão sendo produzidas ao longo do tempo. Outro exemplo é a das fraturas por estresse, resultado da sequência de treinos e provas sem o descanso adequado.

Éé preciso atentar também para o planejamento, fundamental para o bom resultado, sem lesões e frustrações, pois o resultado virá mais rápido e não dependendo de vários fatores, mas sem dúvida alguma o cronômetro e o pace não devem sem os principais adversários. Acompanhando os resultados dos profissionais, vemos claramente que o rendimento ao longo do ano não é homogêneo, existem o cronômetro e o pace e as demais fazem parte do treino. Isso vale para nos amadores também.

Uma dica é que a pessoa pratique dois esportes, um principal e outro secundário, que sejam complementares, como por exemplo: corrida e musculação, pilates ou yoga, que auxiliam na prática da corrida de rua, fazendo com o corredor ganhe mais elasticidade, aumente a força muscular e evite o impacto nas pernas. Isso resulta na construção do corpo saudável ao longo do tempo. Sempre repito aos atletas: menos provas e melhores ciclos de treino, isso faz com que o atleta tenha menos chance de lesões e consiga chegar bem para a prova mais importante. A dor é sempre um sinal de alerta e deve ser investigada.

 

Dr. Luís Antônio Bauer, ortopedista e traumatologista do esporte    

 

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Você sabe no que consiste a Litotripsia Extracorpórea?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 05 de Janeiro de 2018

Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO) da marca DORNIER instalada no Hospital VITA Batel

A Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO) continua sendo, universalmente, o método de escolha para o tratamento da maioria dos cálculos nos pacientes com calculose urinária dos rins, ureteres e bexiga. A Litotripsia teve início no princípio dos anos 80 e desenvolveu-se tecnicamente e, atualmente permite localização por RX ou Ecografia no mesmo equipamento, tornando o procedimento mais rápido seguro.

O procedimento não é invasivo, com baixíssimo número de complicações, principalmente se o urologista do paciente acompanhá-lo durante e após o procedimento, pois a eliminação dos fragmentos ou a areia formada pela pulverização dar-se-á pelas vias urinárias. A Litotripsia é pouco dolorosa, dependendo do limiar de dor do paciente, do tipo de máquina, da intensidade utilizada (dureza do cálculo) e do número de impulsos.

Analgesia com sedação leve é utilizada nos pacientes que necessitarem, bem como em crianças, a LECO (Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque) deve ser realizada sob anestesia geral.

A duração de uma sessão de Litotripsia é de cerca de 30 a 40 minutos e o paciente pode exercer sua atividade habitual no mesmo dia, inclusive na maioria dos casos, é recomendável a deambulação e alguns exercícios para auxiliar na eliminação dos fragmentos.

Alguns cálculos não podem ou não devem ser tratados pela LECO, o seu Urologista opinará sobre as possibilidades de sucesso da Litotripsia Extracorpórea ou de outro procedimento endoscópico necessário para o seu tratamento, como os procedimentos minimamente invasivos a LASER.

 

Dr. Paulo de Almeida Rocha, Responsável técnico Urologia VITA Batel – Serviço de Litotripsia e LASER

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