Dia Mundial de Combate ao AVC

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de outubro de 2018

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Em 29 de outubro celebra-se o Dia Mundial do AVC. O acidente vascular cerebral ou acidente vascular encefálico (AVE), popularmente conhecido como derrame, constitui importante fator de mortalidade e incapacidade física na população e é um dos maiores problemas contemporâneos de saúde pública. Atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano, por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença.

No Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes por AVC anualmente. O problema representa a primeira causa de morte e incapacidade no país, gerando grande impacto econômico e social. 

O risco de AVC aumenta com a idade, sobretudo após os 55 anos. O aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Indivíduos da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame e segundo o Ministério da Saúde, o fumo é responsável por cerca de 25% das doenças vasculares. 

Há dois tipos de AVC: o isquêmico (85% dos casos), provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos, e o hemorrágico (15% dos casos), ligado a quadros de hipertensão arterial que causa sangramento dentro do tecido cerebral.

No AVC isquêmico (AVCI), os sintomas dependem da área do cérebro onde ocorre a insuficiência no fluxo sanguíneo e tem diferentes causas, sendo que o responsável, na maioria das vezes, é um êmbolo (trombo ou coágulo), que solto na corrente sanguínea vai ocluir um vaso à distância.

Por isso, no combate à doença são essenciais os programas de prevenção, uma vez que 90% dos casos podem ser evitados. No entanto, quando ocorre o AVCI, o paciente pode ser tratado se chegar rapidamente a um hospital preparado, inclusive com reversão total dos déficits. Para que isto seja possível, torna-se necessária a educação continuada das pessoas para reconhecerem quais sintomas possam ser indicativos de um AVC.

Sintomas: O AVCI apresenta fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e da sensibilidade de um lado do corpo. Já o tipo hemorrágico, o médico conta que traz avisos, como alteração motora, paralisia de um lado do corpo, distúrbios da fala e sensitivo, além de alteração no nível de consciência, mas todos os sinais dependem do local do cérebro que foi acometido. É o mais grave e tem altos índices de mortalidade. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do AVC.

O tratamento do AVC pela técnica endovascular foi possível pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos, o surgimento de novos materiais e medicamentos específicos, tornaram a realização dos procedimentos endovasculares para tratamento da etiologia do AVCI, menos desconfortáveis, precisos e fundamentalmente seguros. Tornaram-se uma prática diária no tratamento da doença vascular cerebral, nas mais variadas indicações e localizações. Dos tratamentos hoje reconhecidos pela comunidade médica, a terapia endovascular do AVC agudo por resgate do trombo (coágulo), é a forma menos agressiva e eficaz de minimizar o dano ao paciente e restabelecê-lo à sociedade.

Neste tratamento o neurorradiologista intervencionista se utiliza do acesso natural ao cérebro por meio dos vasos sanguíneos. Um microcateter (com diâmetros pequenos de até meio milímetro) é introduzido, por um cateterismo superseletivo, nos vasos cerebrais até chegar ao vaso ocluído para fazer a desobstrução, retirando o trombo e liberando fluxo sanguíneo para a área isquêmica.

 

Dr. Gelson Kopp, médico neurorradiologista intervencionista              

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Cálcio: um aliado contra a osteoporose

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 19 de outubro de 2018

Em 20 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Osteoporose 

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Disfunção é considerada o segundo maior problema de saúde mundial

O cálcio é um mineral essencial para a saúde dos ossos, dentes, músculos, nervos e bem-estar geral do corpo humano. Sua ausência ou uma dieta com baixa ingestão é um fator de risco para a ocorrência da osteoporose, doença em que a densidade e a qualidade dos ossos é reduzida, causando o enfraquecimento do esqueleto e, por consequência, o aumento do risco de fraturas.

A osteoporose é considerada o segundo maior problema de saúde mundial, por ser a principal causa de fraturas em idosos, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil, direta ou indiretamente, em decorrência dessas fraturas. Mesmo após uma fratura osteoporótica, o diagnóstico da doença acaba não sendo feito e o paciente não é encaminhado para tratamento.

O cálcio ainda atua na contração e relaxamento muscular, regula inclusive os batimentos cardíacos. O mineral também está envolvido em outros importantes processos como na coagulação sanguínea, ativação de enzimas responsáveis pela digestão de gorduras e metabolismo de proteínas, bem como na regulação e transmissão de impulsos nervosos.

O nutriente é encontrado em abundância no leite e demais produtos lácteos, como queijos e iogurtes. Além disso, nozes, amêndoas, sementes, leguminosas e proteína da soja são boas fontes de cálcio.

A falta ou o excesso de cálcio pode ser fatal. Sua concentração sanguínea é regulada fortemente pelo hormônio das glândulas paratireoides, o PTH. Discretas alterações da concentração de cálcio cursam com liberação do PTH, que é responsável por manter equilíbrio deste mineral através da absorção do cálcio depositado no osso. Em situações de carência prolongada desse nutriente, o osso fica depletado por esse processo, o que o deixa mais frágil.

Sintomas da osteoporose

É uma doença silenciosa, que dificilmente dá qualquer tipo de sintoma. Costuma se manifestar por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur e coluna. Outros sintomas podem surgir em decorrência das fraturas, como dor musculoesquelética, diminuição progressiva de estatura e deformidades ósseas com encurvamento da coluna tipo corcunda.

Osso com osteoporose

Osso com osteoporose

Diagnóstico

O ideal é que sejam feitos exames de rastreamento para que a osteoporose seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. Infelizmente, na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da osteoporose. Isso ocorre porque a doença não dá sintomas perceptíveis.

O principal método para diagnosticar essa patologia, tanto precocemente quanto após uma fratura, é a densitometria óssea – exame de imagem que mede a densidade do osso e reflete a atual situação do local estudado. Além da densitometria, o médico pode pedir exames para investigar outras possíveis doenças que podem causar a osteoporose, assim como radiografias e outras imagens para diagnóstico de fraturas e complicações.

Quem pode ter osteoporose

O problema atinge homens e mulheres, com predomínio do sexo feminino e indivíduos idosos. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas pois a falta do hormônio feminino, o estrogênio, diminui a formação óssea. Este fato torna os ossos porosos como uma esponja.

Principais fatores de risco para desenvolver osteoporose

Ser do sexo feminino;

História prévia de fratura por trauma mínimo;

Raça asiática ou branca;

Idade avançada em ambos os sexos;

Histórico familiar de osteoporose;

Vida sedentária;

Baixa ingestão de cálcio e vitamina D;

Fumar ou ingerir bebida alcoólica em excesso;

Imobilização prolongada;

Baixo peso corporal;

Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, corticóides, lítio e metotrexato;

Doenças crônicas.

É necessário ficar atento aos fatores de risco demonstrados acima. Na presença de algum deles, a pessoa deve agendar uma consulta com um profissional especializado na doença. Por meio da identificação dos fatores de risco, avaliação e exame clínicos detalhados, o médico poderá estimar o risco para osteoporose e, consequentemente, fraturas.

Tratamento

Existem tratamentos eficazes e simples de serem realizados, que têm como objetivo retardar ou interromper a perda óssea, prevenir fraturas e controlar a dor. A escolha do tratamento deve ser individualizada.

Prevenção

O risco de desenvolver a osteoporose pode ser reduzido quando algumas medidas como uma alimentação rica em cálcio e o aporte adequado de vitamina D forem proporcionados ao longo da vida. A realização de exercícios físicos regulares, de resistência, para fortalecimento muscular reduz o risco de quedas e fraturas, além de promover um modesto aumento da densidade óssea. Além das atividades físicas, segundo o ortopedista, uma estratégia de prevenção deve incluir a revisão de medicamentos psicoativos e outros associados ao risco de quedas, avaliação de problemas neurológicos, correção de distúrbios visuais e auditivos e medidas de segurança ambiental conforme protocolos de prevenção de quedas. Por fim, hábitos como tabagismo e etilismo devem ser rigorosamente desencorajados.

Principais sinais e sintomas da deficiência de cálcio

Dentes frágeis, unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo, pele seca com descamação e rachadura, câimbras, taquicardia, formigamento, contrações musculares contínuas, diminuição da memória, insônia, irritabilidade e agitação.

 

 

Dr. Jonas Lenzi, médico ortopedista

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Câncer de mama: importante tocar neste assunto

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 12 de outubro de 2018

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O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação das pessoas, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional de alerta e prevenção do câncer de mama.

A campanha Outubro Rosa divulga em todo o mundo a importância do autoexame, alerta sobre a necessidade de as mulheres realizarem exames preventivos e traz também novos dados para a população sobre o câncer de mama. A doença é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres (o primeiro é o câncer de pele não melanoma). O câncer de mama tem grandes possibilidades de cura quando detectado precocemente pela mamografia, que deve ser feita todos os anos.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal nas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

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Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com mudanças de hábitos alimentares e práticas saudáveis. Dentre elas estão a alimentação adequada, a prática de atividade física regular, manutenção do peso, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas.

 

Sinais e sintomas

É importante que as mulheres observem as mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
Alterações no bico do peito (mamilo);
Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
Saída espontânea de líquido dos mamilos
As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.

 

Serviço de Oncologia Hospital VITA

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Cuidado paliativo ameniza sofrimento de pacientes  

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 05 de outubro de 2018

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Conjunto de práticas de assistência visa diminuir sofrimento de doentes terminais

Se existe um tema que causa desconforto em muitas pessoas é a morte. Seja pelo valor que se dá à vida ou pela tristeza que a perda de um ente querido provoca. O fato é que não se fala e não se cuida do fim de vida. Mesmo que a cada dia todos nós estejamos morrendo, e nada se possa fazer para evitar o fim.

Esse pensamento de imortalidade é um dos resultados da ciência médica moderna, que visa a qualquer custo manter a vida, mesmo que seja de forma indigna, com sofrimento e sob circunstâncias extremas, o que gera na população uma falsa impressão de que morrer é errado ou evitável. Ledo engano que acentua a morte de má qualidade, com dor, isolamento, sofrimento, bem longe do que se imagina e deseja sob qualquer circunstância de vida ou de morte.

Segundo o índice de qualidade de morte de 2015, da Economist Intelligence Unit, o Brasil está em 42° lugar, em um grupo de 80 países avaliados. Na América Latina, o Chile ficou em 27° lugar, a Argentina em 32°, o Uruguai em 39° e o Equador na 40ª colocação. Estes números demonstram o quanto temos que melhorar, para ofertar uma qualidade de morte adequada para a nossa população.

Para isso, existe uma corrente de cuidado integral dentro da medicina que privilegia a assistência protetiva ao paciente e seus familiares que estejam vivenciando uma doença que não apresenta possibilidades de cura: cuidados paliativos.

A palavra paliativo deriva do latim pallium, que significa o manto que protegia os cavaleiros das intempéries durante as Cruzadas. Uma filosofia ainda pouco compreendida nos dias atuais, embora muito necessitada pela área de assistência em saúde, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), se refere a melhora da qualidade de vida de pacientes e familiares que estejam vivenciando uma doença que ameace a vida.

Trata-se de um conjunto de práticas de assistência que visa aliviar e prevenir o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual, respeitando o paciente e principalmente sua autonomia diante da doença, e é um fato raro na medicina praticada na atualidade. Em essência é uma filosofia que privilegia o conforto individual de cada ser humano, privilegiando as necessidades que cada um possui diante de uma doença incurável.

Essa prática de assistência integral e humanizada está sendo aplicada no dia-a-dia do cuidado aos pacientes. Por meio de uma equipe interdisciplinar, composta pela assistência médica, psicológica, fonoaudiológica, fisioterápica, farmacêutica e de enfermagem, propicia um cuidado intensivo aos pacientes clínicos e oncológicos durante o internamento e nos atendimentos ambulatoriais.

O serviço de cuidados paliativos preconiza melhorar a qualidade de vida da população de Curitiba de forma humanizada, com responsabilidade e dedicação, proporcionando uma assistência diferenciada para o paciente e seus familiares, durante esta fase mais complicada.

 

Dr. Thiago Bobato, coordenador da comissão de cuidados paliativos do Hospital VITA.

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