Histeroscopia: uma aliada da mulher

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de setembro de 2018

(Imagem: Pixabay)

A histeroscopia é uma técnica que possibilita inspecionar a cavidade uterina por meio da endoscopia. O procedimento permite o diagnóstico de doenças intrauterinas e serve como método para intervenção cirúrgica.

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada de forma ambulatorial, ou seja, no consultório, e tem por objetivo apenas a visualização interna do útero; caso sejam encontradas quaisquer alterações, há necessidade de programar uma histeroscopia cirúrgica para o tratamento dessa alteração.

O exame é realizado com uma câmera fina que é introduzida por dentro do colo do útero, com uma anestesia local. As imagens captadas são ampliadas e transmitidas para um monitor, possibilitando o diagnóstico de lesões no útero. Todo o exame é filmado e fotografado. A maioria das mulheres tolera bem o procedimento, mas algumas podem sentir desconforto e até mesmo dor. Rotineiramente preferimos realizar o exame sob sedação no centro cirúrgico para evitar incômodos e aumentar a segurança do procedimento.

Já a histeroscopia cirúrgica é indicada nos casos em que existe alguma alteração comprovada dentro do útero para o tratamento de pólipos, miomas submucosos, espessamento endometrial, malformações da cavidade uterina, sinéquias (aderências intrauterinas), entre outros problemas.

As principais indicações para a histeroscopia incluem o exame da cavidade uterina para desordens menstruais e de fertilidade, acessos diretos para cirurgia intrauterina e parte inicial da trompa para a visualização ou realização de esterilização.

Procedimentos que podem ser realizados por histeroscopia:

  • Polipectomia – remoção de pólipos endometriais ou endocervicais;
  • Miomectomia – remoção de miomas submucosos (os miomas intramurais e subserosos não podem ser tratados por histeroscopia);
  • Avaliação de sangramento uterino anormal – principalmente nas mulheres próximo à menopausa ou nas mulheres menopausadas, com o intuito principal de avaliar o endométrio e coletar biópsias para excluir casos de doenças malignas ou pré-malignas;
  • Lise de sinéquias intrauterinas – consiste em desfazer aderências dentro do útero, que podem impedir a gravidez ou bloquear a saída da menstruação;
  • Esterilização – existe a possibilidade de se realizar um procedimento de esterilização por histeroscopia utilizando o dispositivo chamado de Essure.
  • Rotina pré-procedimento de fertilização in vitro – avaliar a cavidade endometrial antes de realizar procedimentos de FIV, para se ter certeza de que não há nenhuma alteração intrauterina que possa atrapalhar a FIV;
  • Tratamento de malformações uterinas – principalmente alguns tipos de septo uterino que podem dificultar a gravidez e provocar abortos.

Como o procedimento tem por objetivo visualizar e tratar alterações intrauterinas, ele não pode ser realizado no período menstrual, pois a cavidade uterina está com sangue em seu interior, impossibilitando a realização do exame.

Após o procedimento cirúrgico, a paciente acorda da anestesia geral em curto período de tempo e fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos. Assim que estiver bem acordada e sem sentir qualquer desconforto, pode ir para a casa.

 

Dra. Monica Zomer, ginecologista e responsável pelo Centro Avançado de Cirurgia Ginecológica do Hospital VITA Batel

 

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O que é sepse?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 07 de setembro de 2018

Imagem: Pixabay

A sepse, também conhecida como infecção generalizada, é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Ocorre quando um quadro de infecção é agravado, fazendo com que o organismo não consiga controlá-lo.

Não se trata da infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente, e em alguns casos, causar a morte. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos.

Fatores de risco

Pacientes com:

Pneumonia
Infecção abdominal
Infecção renal
Infecção da corrente sanguínea (bacteremia)
O risco também é maior se o paciente:

Pacientes que:

Fazem quimioterapia
Estão com o estado de saúde geral comprometido, em geral internado em unidade de terapia intensiva (UTI)
Têm feridas ou lesões, como queimaduras
Estejam utilizando dispositivos invasivos, tais como cateteres intravenosos ou tubos respiratórios.
Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

Grupos que correm mais riscos de sofrer sepse:

Bebês prematuros
Crianças com menos de 1 ano
Idosos com mais de 65 anos
Portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes
Usuários de álcool e/ou drogas

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista  

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Combate ao fumo

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 31 de agosto de 2018

(Imagem Pixabay)

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, foi instituído em 1986 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com a finalidade de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. Diariamente, no mundo, cerca de 16 mil pessoas morrem devido ao tabagismo. E mais 8 milhões de indivíduos irão a óbito até 2018 se o número de fumantes continuar o mesmo.

O cigarro é responsável por uma série de problemas de saúde e é fator determinante das duas maiores causas de morte por doença em todo o mundo: problemas cardiovasculares e câncer. Estudos apontam que existem 56 doenças relacionadas ao tabagismo. Cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, 30% dos demais tipos de câncer, 85% das doenças pulmonares obstrutivas crônicas, 45% das doenças coronarianas e 25% das doenças cérebros-vasculares são atribuídas ao hábito.

O tabagismo é uma doença e segundo a OMS é classificada como dependência da droga nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco: cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé. A substância provoca dependência e chega ao cérebro mais rápido que a cocaína, entre 7 e 19 segundos, liberando substâncias químicas para a corrente sanguínea que levam a uma sensação de prazer e bem-estar. Essa sensação faz com que os fumantes usem o cigarro várias vezes ao dia. Por sentir prazer, a pessoa busca o cigarro em situações de estresse para relaxar.

Em cada tragada são inaladas 4.700 substâncias tóxicas, dentre elas, além da nicotina, destacam-se o monóxido de carbono e o alcatrão. O monóxido de carbono (CO) – o mesmo que sai do cano de escapamento dos carros – associado à hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio) acaba reduzindo a oxigenação sanguínea no corpo. É por causa da ação do CO que alguns fumantes ficam com dores de cabeça após passar várias horas longe do cigarro. No período de abstinência o nível de oxigênio circulando pelo corpo volta ao normal e o organismo da pessoa, que não está mais acostumado a esse “excesso”, reage por meio das dores de cabeça. Já o alcatrão reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Tratamento – Atualmente há métodos específicos e eficazes para tratar o tabagismo, como medicamentos, adesivos e chicletes que contêm nicotina. O tratamento medicamentoso consiste na diminuição dos sintomas de abstinência, os adesivos fazem a liberação lenta de nicotina e concomitantemente o paciente pode mascar e absorver a nicotina liberada.

 

Equipe Hospital VITA

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HPV é responsável virtualmente por todos casos de câncer de colo de útero

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 24 de agosto de 2018

Imagem Pixabay

O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as mulheres brasileiras, o primeiro é o câncer de mama e o segundo é o de intestino. Cerca de 99,7% dos casos são decorrentes do Papiloma Vírus Humano (HPV) – vírus sexualmente transmissível que acomete a maioria das mulheres. Acredita-se que até 80% da população feminina entra em contato com o vírus em algum momento da vida.

Na maioria dos casos, o HPV não apresenta sintomas e a mulher nem fica sabendo que tem o vírus. Sua presença é percebida somente quando aparecem verrugas ou quando ocorre alteração no exame Papanicolaou. O problema é que algumas lesões podem evoluir para o câncer de colo de útero.

A cura de uma infecção pelo HPV se dá quando o sistema imunológico neutraliza a infecção, mas isso, necessariamente, não será total e permanente. Frequentemente vemos mulheres de 50 e 60 anos que tiveram relações com apenas um parceiro ao longo da vida, apresentando somente nesta faixa etária, lesões pelo HPV adquirido aos 18/20 anos. A questão é que o HPV pode se manter no corpo da pessoa de forma latente por décadas, sem ser diagnosticado. 

Prevenção

A prevenção da infecção pelo HPV pode ser feita com a vacina e pelo uso regular da camisinha. Deve-se imunizar as meninas ainda virgens. Neste caso, indica-se que a proteção seja prescrita por um pediatra, ou seja, ainda quando criança, antes mesmo dela iniciar as consultas ginecológicas.

Vale lembrar que esta prevenção não é 100% eficaz, já que o vírus pode ser transmitido pelo contato da pele. Entretanto, nem o uso da camisinha nem a vacina são capazes de prevenir totalmente o contágio pelo vírus HPV.

Por isso, o foco deve ser não no diagnóstico do HPV, mas sim no diagnóstico precoce e correto das lesões que o HPV causa. Estas lesões são rastreados pela coleta do exame preventivo (Papanicolaou) e diagnosticadas pela colposcopia e biópsia do colo.

As lesões são divididas em dois tipos:

Baixo grau – Tendem a desaparecer espontaneamente. Quando isto não ocorre, devem ser tratadas pelo ginecologista.

Alto grau – São lesões precursoras do câncer de colo de útero. Por este motivo,  são removidas cirurgicamente para que a evolução para câncer não ocorra. Neste caso, as lesões são removidas, mas o vírus não.

As lesões de alto grau devem ser tratadas antes de virar câncer. Por isso, é importante realizar periodicamente o teste Papanicolau. Somente assim as lesões de alto grau podem ser diagnosticadas e tratadas antes de sua evolução para o câncer de colo de útero. O rastreio com Papanicolaou é capaz de prevenir até 98% do câncer de colo.

HPV

O comportamento do HPV é determinado por fatores que influenciam no sistema imunológico da paciente. O cigarro é o principal agente de risco para a mulher, ele compromete o sistema imunológico no colo, assim como o uso de corticoides ou medicamentos chamados imunossupressores. Pessoas que vivem com HIV também apresentam maior risco para lesões por HPV. O uso de anticoncepcional vem sendo questionado como fator de risco, entretanto, os estudos não são conclusivos.

Acredita-se que a maior frequência de lesões por HPV em usuárias de contraceptivos hormonais esteja também atrelada ao comportamento da mulher de deixar de usar a camisinha e assim contrair o HPV com maior frequência.

 

Dra. Cibele Maffini, ginecologista do Centro Avançado de Cirurgia Ginecológica do Hospital VITA Batel, em Curitiba.

 

 

Sobre o Centro Avançado de Cirurgia Ginecológica do Hospital VITA Batel – Realiza exames preventivos e de rotina visando à promoção da saúde feminina. Além de histeroscopias diagnósticas e cirúrgicas, o serviço oferece procedimentos como: retirada de DIU quando o fio não está visível, reposicionamento de DIU (Mirena e de Cobre), lise de sinéquias uterinas (aderências uterinas), miomectomia (retirada de miomas submucosos), endometrectomia (ressecção da camada endometrial), polipectomia (retirada de pólipo), entre outros.

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