O que é doença de Crohn?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 17 de novembro de 2017

A doença de Crohn é um problema crônico e provavelmente provocado por desregulação do sistema imunológico, isto é, do sistema de defesa do organismo. Trata-se de uma doença sistêmica que acomete todo o trato digestivo, em particular o revestimento mucoso, incluindo a cavidade oral. Inicia-se mais frequentemente na segunda e terceira décadas de vida, podendo acometer qualquer faixa etária.

A doença é responsável por causar diarreia – que pode se desenvolver lentamente ou começar de maneira súbita, dores articulares, lesões na pele, cólica abdominal, febre e, em alguns casos, sangramento retal. Pode ocorrer também perda de apetite e, por consequência, redução de peso. Lesões da região anal, como hemorroidas, fissuras, fístulas e abscessos também são alguns dos sintomas do problema.

A manifestação oral da doença pode vir antes de outros sintomas, que são indicadores precoces do problema em 60% casos. Dentre os sintomas orais da doença estão as lesões periodontais, da mucosa e do tecido dentário.

Outros sintomas da doença de Crohn:

Artrite: as articulações (normalmente os joelhos e os tornozelos) podem inchar, ficar doloridas e endurecidas. A artrite afeta cerca de 30% das pessoas com a doença de Crohn e 5% das pessoas com retocolite ulcerativa. O uso de medicamentos pode ajudar, mas, normalmente, os problemas desaparecem quando a inflamação intestinal é controlada.

Aftas: estas se assemelham a ferimentos ulcerativos. Desenvolvem-se normalmente durante os períodos de inflamação ativa do intestino. As feridas normalmente desaparecem quando a inflamação é tratada.

Febre: é um indicador de inflamação, de maneira que é comum ter febre durante o surgimento dos sintomas. Porém, pode estar presente por semanas ou até meses antes do aparecimento dos sintomas da doença. Quando a inflamação intestinal é tratada, a febre normalmente desaparece.

Sintomas oculares: os olhos podem ficar inflamados – vermelhos, feridos e sensíveis à luz. Esses sintomas aparecem normalmente antes de um agravamento da doença e desaparecem quando os sintomas intestinais são tratados.

Sintomas de pele: as pessoas podem desenvolver erupções cutâneas ou doenças fúngicas dolorosas e avermelhadas nas pernas. Na maioria dos casos, o tratamento dos sintomas intestinais melhora os sintomas de pele.

Para o tratamento, utiliza-se terapêutica inicial com corticoide tópicos e sistêmicos, além de imunossupressores.

 

Dr. João Henrique Lima, cirurgião do aparelho digestivo e endoscopista

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Médico d​o ​VITA realiza palestra em Congresso Mundial de Medicina Intensiva

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 10 de novembro de 2017

Dr. Rafael Deucher

De 8 a 11 de novembro o médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital VITA Batel, Dr. Rafael Deucher, participa do 13º Congresso Mundial de Medicina Intensiva e 23º Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. Esta é a primeira vez que o encontro internacional é realizado no Brasil, trata-se de um dos mais renomados eventos da área e resulta da parceria entre a World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine (WFSICCM) e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

No evento, que acontece no Rio de Janeiro, Deucher vai falar sobre Controle de danos no paciente grave, derivados sintéticos de hemocomponentes, cuidado a longo prazo no paciente imunossuprimido e colóquio de cuidados paliativos. Os profissionais de saúde participantes terão acesso à extensa programação científica e ao conteúdo mais atualizado em temas de Medicina Intensiva. Dentre os assuntos abordados ao longo do seminário, destacam-se cardiointensivismo, cirurgia de alto risco, sepse, traumas e emergências, neonatologia e pediatria.

Prof. Jean Louis Vincent (presidente da World Federation), Dr. Álvaro Réa (presidente do Congresso Mundial) e Dr. Rafael Deucher (coordenador da UTI do Hospital VITA Batel)

 

Fotos: Dvulgação 

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Novembro Azul alerta sobre riscos do câncer de próstata

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 03 de novembro de 2017
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Estatísticas apontam que ocorrem cerca de 50 mil casos por ano e que o problema mata um homem a cada 15 minutos.
O preconceito relacionado aos exames continua a ser uma barreira para o diagnóstico precoce, assim como, procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, além de dificultar o tratamento. Se identificado na fase inicial, isto é, quando não são apresentados sintomas claros, o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

Alguns desses tumores podem crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais.

A doença também é considerada um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Porém, é recomendado que se inicie a realização anual de exame aos 45 anos e, se o homem tiver histórico de câncer de próstata na família, o acompanhamento deve iniciar a partir dos 40 anos. Um homem cujo pai ou tio tiveram câncer de próstata tem o dobro de risco de desenvolver a doença. Esse risco torna-se maior ainda para os homens que têm um irmão com o problema. Se o paciente tiver menos de 65 anos e um parente com a neoplasia, a probabilidade aumenta de 6 a 11 vezes.

Incidência – Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as partes do Brasil, com 95,63 para cada 100 mil habitantes na Região Sul, 67,59/100 mil no Centro-Oeste, 62,36/100 mil no Sudeste, 51,84/100 mil no Nordeste e 29,50/100 mil na Região Norte.

Doenças do homem – Além do câncer de próstata, as doenças que acometem a população masculina com mais frequência são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual.

Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano. A proteção contra essas anomalias passa por hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, não fumar e praticar atividades físicas. Estas atitudes contribuem para a melhoria da saúde e prevenção de doenças.

 

Equipe Hospital VITA

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​AVC é primeiro no ranking de causas de mortes no Brasil

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 27 de outubro de 2017

 

Agilidade no atendimento reduz riscos e sequelas

“O acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE), popularmente conhecido como derrame, constitui importante fator de mortalidade e incapacidade física na população e é um dos maiores problemas contemporâneos de saúde pública. Atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano”, revela o médico neurorradiologista intervencionista Gelson Koppe, chefe do serviço de Neurologia do Hospital VITA. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença.

​Koppe relata que no Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes por AVC anualmente. O problema representa a primeira causa de morte e incapacidade no país, gerando grande impacto econômico e social.

​O risco de AVC aumenta com a idade, sobretudo após os 55 anos. O aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Indivíduos da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame e segundo o Ministério da Saúde, o fumo é responsável por cerca de 25% das doenças vasculares.

O médico explica que há dois tipos de AVC: o isquêmico (85% dos casos), provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos, e o hemorrágico (15% dos casos), ligado a quadros de hipertensão arterial que causa sangramento dentro do tecido cerebral.

No AVC isquêmico (AVCI), os sintomas dependem da área do cérebro onde ocorre a insuficiência no fluxo sanguíneo e tem diferentes causas, sendo que o responsável, na maioria das vezes, é um êmbolo (trombo ou coágulo), que solto na corrente sanguínea vai ocluir um vaso à distância.

Por isso, no combate à doença são essenciais os programas de prevenção, uma vez que 90% dos casos podem ser evitados. No entanto, quando ocorre o AVCI, o paciente pode ser tratado se chegar rapidamente a um hospital preparado, inclusive com reversão total dos déficits. Para que isto seja possível, torna-se necessária a educação continuada das pessoas para reconhecerem quais sintomas possam ser indicativos de um AVC.

Sintomas: O AVCI apresenta fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e da sensibilidade de um lado do corpo. Já o tipo hemorrágico, o médico conta que traz avisos, como alteração motora, paralisia de um lado do corpo, distúrbios da fala e sensitivo, além de alteração no nível de consciência, mas todos os sinais dependem do local do cérebro que foi acometido. “É o mais grave e tem altos índices de mortalidade. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do AVC”, ressalta Koope.

O tratamento do AVC pela técnica endovascular foi possível pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos, o surgimento de novos materiais e medicamentos específicos, tornaram a realização dos procedimentos endovasculares para tratamento da etiologia do AVCI, menos desconfortáveis, precisos e fundamentalmente seguros. “Tornaram-se uma prática diária no tratamento da doença vascular cerebral, nas mais variadas indicações e localizações. Dos tratamentos hoje reconhecidos pela comunidade médica, a terapia endovascular do AVC agudo por resgate do trombo (coágulo), é a forma menos agressiva e eficaz de minimizar o dano ao paciente e restabelecê-lo à sociedade”, destaca.

O especialista explica que neste tratamento o neurorradiologista intervencionista se utiliza do acesso natural ao cérebro por meio dos vasos sanguíneos. Um microcateter (com diâmetros pequenos de até meio milímetro) é introduzido, por um cateterismo superseletivo, nos vasos cerebrais até chegar ao vaso ocluído para fazer a desobstrução, retirando o trombo e liberando fluxo sanguíneo para a área isquêmica.

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