​​​​Dores na coluna e no pescoço: o motivo pode estar na palma da mão

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 30 de março de 2018

Uso inadequado de smartphones e tablets podem causar incômodos e prejudicar a qualidade de vida​

Queixas de dores na região do pescoço e na coluna cervical estão cada vez mais frequentes. Segundo o ortopedista Álynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA, em Curitiba, um fato que vem chamando atenção dos médicos é o uso muito frequente do celular e de tablets. “Durante muito tempo o vilão foi o computador e agora passou para estes aparelhos”, destaca.

O médico explica que a cabeça humana pesa aproximadamente 5 kg, mas como o pescoço se movimenta muito, o peso gerado sobre a coluna cervical aumenta e acarreta muito impacto. Em um ângulo de flexão do pescoço (cabeça para baixo) de aproximadamente 15 graus, o peso é de pouco mais de 10 kg, a 30 graus é 18 kg, a 45 graus praticamente duplicada e chega a 22 kg, e a 60 graus alcança o peso de 27 kg. “Esse é o peso atingido ao se olhar para um smartphone, ação realizada por milhões de pessoas durante horas todos os dias”, ressalta o especialista. Ao longo do tempo essa má postura, também chamada de “pescoço de texto,” pode levar a um desgaste e lesões na coluna cervical, acelerando a degeneração e trazendo consequências à saúde.

 Atualmente é muito comum olharmos ao nosso redor e observarmos que todos ficam com a cabeça para baixo de olho nas mensagens de texto, aplicativos e jogos de celulares. As pessoas utilizam o celular de duas a quatro horas por dia em posição inadequada: curvados, lendo e-mails, enviando textos, acessando sites e redes socais. “Isso significa 700 a 1.400 horas por ano em que as pessoas colocam pressão sobre os discos da coluna e a musculatura que a envolve. O que nos preocupa é o uso cada vez mais frequente por crianças e jovens”, alerta o ortopedista.

Ao longo do tempo, esta posição faz com que a cabeça se incline para a frente, aumentando o peso sobre as articulações da coluna, determinando uma inversão da curvatura normal no pescoço.

Mandar mensagens é uma forma de comunicação que vem se tornando cada vez mais popular. Por isso, o médico destaca que é importante que as pessoas, independentemente da idade, mantenham uma boa postura para ter uma coluna saudável e prevenir possíveis problemas. Quando as medidas de prevenção não são seguidas e o tratamento conservador com medicação, fisioterapia e reabilitação física não obtêm o resultado desejado, opta-se pelo procedimento cirúrgico. “Alguns casos merecem maior atenção e são tratados com a realização de cirurgia precoce, é o caso da dor intensa intratável, isto é, quando há déficit motor acentuado (sinais neurológicos) com perda de força, exemplifica Kulcheski.  Ele conta que várias técnicas são utilizadas para o tratamento cirúrgico, dependendo de cada caso e grau de mobilidade e degeneração dos discos da coluna cervical.

Segundo o especialista, uma alternativa para discos com boa mobilidade e em que não há avançado grau de degeneração são as próteses de disco cervical (implantes que permitem a manutenção de mobilidade no segmento operado), diminuindo a sobrecarga dos níveis cervicais próximos ao local da cirurgia. “Hoje em dia é considerado o padrão de tratamento para procedimentos de hérnia de disco realizadas no Estados Unidos em até dois níveis e os resultados alcançados na experiência clínico-cirúrgica são muito satisfatórios”, complementa.

Outra alternativa menos invasiva é a cirurgia realizada por videoendoscopia, em que se utiliza uma câmera de vídeo para visualizar as estruturas nervosas. Esta técnica é muito difundida para o tratamento das doenças da coluna lombar e recentemente teve ampliada sua utilização para a coluna cervical. O médico explica que por esta técnica a musculatura é preservada e o tempo para recuperação é menor, proporcionando alta hospitalar precoce e retorno mais rápido às atividades de trabalho e a pratica esportiva.

“Existem alternativas diversas e eficazes no tratamento cirúrgico da hérnia de disco cervical, cada caso deve ser avaliado pelo médico, mas o mais importante é a prevenção e os cuidados para manter a saúde da coluna e prevenir dores, complementa o ortopedista.

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O outono chegou e com ele a gripe

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 23 de março de 2018

 

A gripe é uma infecção do sistema respiratório causada por vírus e altamente contagiosa. Pode ser espalhada de pessoa para pessoa pelo do ar através de gotículas, contato físico ou indireto e  por meio de objetos infectados. Febre alta, dores fortes pelo corpo, principalmente nas articulações, dor de cabeça, coriza, mal-estar geral, dor de garganta, tosse seca, prostração e, eventualmente, diarreia são os principais sintomas e duram em torno de três dias.

No outono, devido à queda da temperatura, aumentam os riscos de contrair gripes, principalmente a H1N1, conhecida também como influenza A, que pode causar graves complicações de saúde, levando, em alguns casos, à morte.

Após ser infectada pelo vírus, a pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas. No entanto, transmite de um a dois dias antes dos sintomas e até cinco dias após os sintomas. Em caso de diagnóstico de gripe a pessoa deve permanecer em casa para não infectar mais pessoas. Para evitar a transmissão deve-se ter alguns cuidados, como ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com um lenço de papel e higienizar as mãos com álcool em gel.

Prevenção
Indica-se lavar sempre as mãos com água e sabonete líquido ou utilizar álcool gel e evitar ambientes fechados e com aglomerações. É necessário ingerir bastante água, dormir bem e manter uma alimentação saudável. É importante lembrar  também que a imunização por meio de vacina é obrigatória anualmente para não correr o risco de contrair a gripe causada pelos tipos de vírus Influenza mais graves .

Fatores de risco

Como qualquer outra gripe, a H1N1 pode acometer indivíduos de todas as idades, mas, segundo estatísticas, pessoas entre 5 e 24 anos são as mais atingidas. Além disso, gestantes, doentes crônicos (como diabéticos), crianças, pessoas obesas e/ou com problemas respiratórios também estão no grupo de risco, isto é, mais vulneráveis a contrair gripe.

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista

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​​Endoscopia é utilizada para tratar obesidade

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 16 de março de 2018

Procedimento é realizado sem a necessidade de cortes

Dr. Giorgio Baretta (Divulgação)

​ Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de pessoas com índice de massa corporal (IMC) a partir de 30 aumentou significativamente nos últimos 10 anos. A população brasileira em situação de obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, ou seja, um aumento de 60%. Ao mesmo tempo, cresceu também a quantidade de hipertensos e diabéticos.

Segundo o médico Giorgio Baretta, especialista em cirurgia bariátrica do Hospital VITA, em Curitiba, atualmente, mais de 20 patologias estão associadas à obesidade e podem levar à morte. O obeso tem risco maior de morte cardiovascular do que a população em geral, por isso, é necessário reduzir o peso para diminuir as chances de complicações associadas, como quadros de hipertensão, enfarte e derrames. “Não se trata de uma questão estética, mas sim de qualidade de vida. Fato este que tem levado as pessoas a buscar maneiras para tratar a obesidade”, relata o médico.

Além das opções de cirurgias bariátricas, os pacientes contam cada vez mais procedimentos menos invasivos. “Uma das novidades é a endosutura gástrica, técnica realizada por endoscopia, ou seja, pela boca, sem cortes, que oferece rápida recuperação ao paciente, o qual recebe alta hospitalar no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte”, explica Baretta.

Ele conta que a técnica é utilizada em obesos grau I, isto é, com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 kg/m2 (resultado obtido pelo peso da pessoa dividido pelo quadrado da altura) e também em pacientes obesos nos graus II e III (mórbidos) que não desejam, ou não tenham indicação ou condição clínica para serem submetidos a cirurgia bariátrica. “A endosutura gástrica pode ser indicada também para pacientes já submetidos a cirurgia bariátrica tipo Bypass Gástrico e Sleeve (gastrectomia vertical), com reganho de peso e dilatação do reservatório gástrico (pouch e anastomose)”, complementa.

Segundo o médico, o procedimento é rápido, eficaz, pode ser repetido se necessário, a alta hospitalar é precoce e há baixíssimo índice de complicações. Além disso, “não é feita a retirada de nenhuma parte do estômago, apenas pontos internos reduzindo sua capacidade volumétrica. Já quanto ao resultado, a estimativa da perda de peso gira em torno de 15 a 30% do peso inicial’, destaca o especialista.

A técnica – O médico explica que a endosutura gástrica consiste em fazer pontos dentro do estômago por meio de endoscopia reduzindo sua capacidade e levando o paciente a uma sensação de saciedade mais precoce e duradoura.

Equipe multidisciplinar – Assim como nas cirurgias bariátricas, na endosutura gástrica o acompanhamento com nutricionista, psicológico, endocrinologista e a atividade física são fundamentais para ter um resultado melhor e mais duradouro na perda de peso.

Doenças relacionadas à obesidade: diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronária, osteoartrites, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação), asma grave não controlada, osteoartroses, hérnias discais, refluxo gastroesofageano com indicação cirúrgica, colecistopatia calculosa, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática, estigmatização social e depressão.

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Dor no ombro atinge 20% da população

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de março de 2018

 

Problema pode estar associado a atividades físicas e laborais e ao tabagismo

“A dor no ombro corresponde a 20% das queixas dos pacientes que procuram os consultórios ortopédicos e de fisioterapia, sendo superado apenas por problemas relacionados à coluna vertebral”, afirma o​ médico Guilherme Gonzalez, ortopedista e especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.

A articulação do ombro por apresentar anatomia peculiar e grande amplitude de movimento, torna-se mais vulnerável a processos microtraumáticos e degenerativos que levam a alterações das estruturas anatômicas que o compõe.

O ortopedista explica que as causas da dor no ombro são variadas, podendo estar associadas a falhas posturais e/ou movimentos repetitivos com o braço levantado durante a realização de atividades do lar, profissionais, recreacionais ou esportivas. “Esportes como tênis, natação, handebol e vôlei, que necessitam de giro do braço ou o movimento de arremesso, atividades realizadas em academias de ginástica e crossfit, se não bem orientados também predispõem os praticantes a lesões”, acrescenta o médico.

O especialista explica ainda que a dor no ombro pode estar ligada também ao tabagismo, que leva à redução do calibre dos vasos sanguíneos dos tendões, favorecendo o surgimento das lesões.

Dores musculares, bursites, tendinites/tendinopatias e lesões tendinosas (parciais e totais) são os problemas mais comuns que ocorrem no ombro. A dor surge lentamente e pode irradiar para braço e pescoço e aumentar com a repetição de movimentos. “Outra importante característica é a presença da dor noturna, que se torna mais intensa quando a pessoa se deita, independentemente da posição”, pontua o ortopedista.

De acordo com o médico, a quase totalidade das tendinites/tendinopatias ocorre no manguito rotador, um conjunto de quatro músculos e tendões (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor), responsáveis pela movimentação e estabilidade do ombro. Além disso, apresenta um caráter progressivo podendo evoluir para as rupturas dos tendões, caso um tratamento específico não seja realizado.

Precaução – Mudança de hábitos de vida, cuidados posturais e atividade física regular orientada contribuem para a prevenção das lesões de ombro.

As pessoas que apresentam um quadro agudo/crônico de dor no ombro devem ser tratadas com medicação e reabilitação fisioterápica para reestruturação de funcionamento do ombro, geralmente melhorando as bursites, tendinites/tendinopatias e lesões parciais dos tendões. “Para as lesões que não melhoram com tratamento clínico ou quando há rupturas completas pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos”, destaca o médico.

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