Qualidade de vida: A importância de manter um peso saudável

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 28 de outubro de 2016

 

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Daniele Tokars Zaninelli*

Muito se fala em manter um peso saudável, mas você conhece os motivos que tornam essa recomendação tão importante?

A manutenção de um peso saudável é considerada atualmente uma das principais medidas para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, que representam a causa de cerca de duas a cada três mortes no Brasil.

Estudos populacionais mostram que o excesso de peso leva quase que inequivocamente a complicações de saúde, pois aumenta o risco de doenças como diabetes, colesterol alto, problemas cardiovasculares e respiratórios, gordura no fígado, apneia do sono, hipogonadismo masculino (baixa produção de testosterona), infertilidade, depressão e diversos tipos de câncer, sem falar nas complicações ortopédicas e limitações para as diversas atividades simples do dia a dia. O aparecimento de complicações costuma ser uma questão de tempo.

Além de comprometer a qualidade de vida, o excesso de peso aumenta o risco de morte prematura. Nos Estados Unidos já se prevê que a atual geração será a primeira a ter uma expectativa de vida menor do que a de seus pais. Um estudo mostrou que pessoas com sobrepeso (IMC 25 a 30Kg/m2) podem perder até três anos de vida, enquanto obesos (IMC 30-35Kg/m2) perdem até seis anos, e os muito obesos (IMC  35Kg/m2 ou mais) podem perder até oito anos de vida.  Portanto, é importante que a obesidade seja reconhecida como uma doença crônica, e que seja tratada como tal.

Você pode calcular seu risco através do cálculo do IMC*:

* IMC (índice de massa corporal) = peso/altura x altura.

O tratamento da obesidade tem como pilares a redução do consumo energético e o aumento do gasto metabólico por meio da prática regular de exercícios físicos, porém mesmo recebendo essas orientações, grande parte dos pacientes não consegue perder e manter o peso de forma satisfatória. Infelizmente as mudanças comportamentais nem sempre são suficientes para vencer as barreiras biológicas ativadas no processo de emagrecimento. Nesses casos deve-se considerar o uso de medicamentos.

Sabemos que a perda de 5 a 10% do peso corporal reduz de forma significativa o risco de desenvolver complicações como o diabetes e as doenças cardiovasculares. Curiosamente, um estudo recente realizado nos Estados Unidos mostrou que menos de 1% das pessoas com indicação de uso de medicamentos para perda de peso recebe tratamento farmacológico. Isso pode demonstrar a resistência, ou talvez a falta de conhecimento, de que a obesidade é uma doença crônica, grave e progressiva, e que requer tratamento a longo prazo.

Uma parcela dos pacientes apresenta ainda indicação de tratamento cirúrgico da obesidade, que pode levar a um controle satisfatório do peso corporal e de suas comorbidades.

É importante ressaltar que pessoas com excesso de peso são constantemente expostas a propagandas de produtos que garantem resultados milagrosos. Deve-se estar atento para evitar o uso de substâncias que não foram submetidas à análise criteriosa dos órgãos regulatórios – o que ocorre com os tratamentos alternativos – que não se mostram seguros nem eficazes para o tratamento da obesidade.

A tendência atual é avaliar e tratar a obesidade como uma doença que apresenta várias nuances, seja com relação à magnitude do excesso de peso, seja pela presença de comorbidades específicas. Deve-se dar atenção às necessidades de cada paciente para a escolha do tratamento adequado.

Ser obeso não é uma opção de vida, mas o resultado da interação entre uma série de fatores genéticos e do meio ambiente que merece ser tratada com seriedade, durante toda a vida do paciente.

 

*Dra Daniele Tokars Zaninelli, endocrinologista do Hospital VITA – Curitiba/PR. Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, Residência em Clínica Médica, especialização em Endocrinologia e Mestrado no Serviço de Endocrinologia e Metabologia pelo Departamento de Clínica Médica do Hospital de Clínicas da UFPR; estágio no Serviço de Endocrinologia e Metabologia do HC/USP, estágio no Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Ospedale Maggiore di Milano (Itália) com área de atuação em Doenças da Tireoide, estágio no Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Ospedale Policlínico II (Napoli – Itália) com área de atuação em Neuroendocrinologia. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SOBEMON – Sociedade Brasileira para o estudo do Metabolismo Ósseo e da Sociedade Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO) e da Endocrine Society.

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Adultos podem transmitir meningite B para crianças sem ter conhecimento

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 21 de outubro de 2016

Disponível no Brasil desde 2015, a vacina contra a Meningite B é indicada a partir dos dois meses e pode ser aplicada até os 50 anos.

O vírus meningococo B (MenB) é um dos principais causadores de meningite bacteriana no mundo, sendo que de cada 10 casos, dois são fatais. As meningites bacterianas são consideradas as mais graves, representam de 20% a 40% das meningites, e precisam ser tratadas com antibióticos, necessitando de internação em UTI, devido ao alto índice de mortalidade.

Além disso, os sintomas são facilmente confundidos com os de uma virose o que acaba colocando a vida da pessoa em risco. O paciente, a princípio, pode ter cansaço, dor de cabeça, febre, irritabilidade, náusea e vômito. Na sequência, pode apresentar manchas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz.

A transmissão da doença acontece por meio de secreção respiratória (presente na saliva, espirro e tosse). Os adultos podem transmitir a Meningite B mesmo sem que a doença tenha se manifestado. Já que podem ser portadores da bactéria sem saber. Por isso, a vacina é indicada para pessoas com idade até 50 anos, principalmente para aquelas que tem criança em casa ou no convívio próximo. A imunização contra o MenB é a melhor forma de prevenção.

Já as meningites virais, que são a maioria, são mais leves e na maioria das vezes não requer hospitalização.

Meningite – Processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou também por processos não infecciosos. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e das virais no verão.

 

Dra. Marta Fragoso, médica infectologista do Hospital VITA e responsável pelo Centro de Vacinação VITA, em Curitiba

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Vem aí o Horário de Verão

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de outubro de 2016

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Neste fim de semana, começa mais um Horário de Verão. Como já é de costume, todos os relógios das regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além do Distrito Federal, são adiantados por uma hora.

Algumas pessoas sentem muitas dificuldades de adaptação com a mudança de horário. Segundo o médico neurologista Dr. Cleverson de Macedo Gracia, isso acontece porque a rotina estabelecida pelo nosso organismo, que já está adaptado a um horário, sente a necessidade de construir outro hábito.

Alterações no sono, ansiedade, cansaço, dores musculares, irritabilidade, queda de imunidade, entre outros, são alguns dos sinais. O neurologista aconselha que as pessoas com sintomas devam parar o que estão fazendo e, se possível, descansar. Outras dicas para a adaptação ao novo horário são evitar dormir durante o dia, não se alimentar muito e fazer exercícios mais leves. A cafeína também pode ajudar.

O processo de adaptação pode durar em torno de dez dias, mas quanto antes iniciar, mais rápido o corpo irá se acostumar ao horário novo. De acordo com o médico, quem mais sofre com essa alteração no horário são as pessoas de idade e crianças, por possuir organismos menos resistentes.

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Alzheimer: sintomas podem ser confundidos com indícios de envelhecimento

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 07 de outubro de 2016

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Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa caracterizada, principalmente, pela perda de memória. O problema pode afetar vários outros domínios cognitivos, como emoção, linguagem e raciocínio. Além disso, provoca alteração de comportamento. A chefe do serviço de Neurologia do Hospital VITA Batel, Dra. Ester London, alerta que a demora no diagnóstico, que pode levar anos, ocorre devido esses sintomas serem interpretados pelos familiares dos pacientes como consequências do envelhecimento.

Segundo dados da Associação Internacional Alzheimers Disease Internacional (ADI), cerca de 5% dos brasileiros com mais de 65 anos sofrem de Alzheimer. Estima-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas no País sejam portadores da doença, sendo que muitas ainda não foram diagnosticadas. Além disso, a enfermidade  também é responsável por 60% dos casos de demência em idosos.

Dra. Ester explica que depois dos 65 anos, a chance de alguém desenvolver a doença duplica a cada cinco anos. Já com 85 anos, as chances são de 50%. No entanto, segundo ela, existem pacientes com início por volta dos 50 anos. A especialista explica que as causas não são totalmente conhecidas, mas alguns fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer como: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

O Alzheimer afeta a memória, fala e a noção de espaço e tempo do paciente, podendo provocar apatia, delírios e, em alguns casos, comportamento agressivo. Um dos principais sintomas é a perda de memória para fatos recentes. Depois, ocorre a desorientação quanto a lugares e datas e mudança de humor e comportamento – irritabilidade e agressividade. Na fase avançada, a pessoa pode ter alucinações, dificuldade na fala e na alimentação. Além disso, pode não reconhecer mais os familiares e torna-se totalmente dependente. Ao apresentar qualquer um dos sintomas, a médica orienta consultar um neurologista.

Estágios progressivos da Doença de Alzheimer:

Leve: confusões e perda de memória, desorientação espacial, dificuldade progressiva no cotidiano, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento.
Moderado: dificuldades nos atos de vida diária (especialmente em banhar-se, vestir-se e alimentar-se), ansiedade, delírios e alucinações, agitação noturna, alteração no sono, dificuldade de reconhecimento de amigos e familiares.

Grave: diminuição acentuada do vocabulário, diminuição do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, dependência progressiva de um cuidador.

Diagnóstico: Se dá através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de exames laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

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