Combate à Hipertensão Arterial: Uma questão de vida ou morte

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de Abril de 2016

sphygmomanometer-915652_1280Hoje, 26 de abril, é celebrado o Dia internacional de Combate à  Hipertensão Arterial. Na última década, essa doença fez mais de 70 milhões de vítimas no mundo.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revelam que, no Brasil, a doença atinge 30 milhões de pessoas, o que representa 30% da população adulta. A maior parte dessas pessoas sequer faz qualquer tipo de tratamento ou acompanhamento médico. A hipertensão arterial ou pressão alta é responsável por 80% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 47% dos infartos do miocárdio, as duas doenças que mais matam no país.

De acordo com o cardiologista do Hospital VITA Mario Sergio Cerci, “a pressão arterial impulsiona o sangue pelo corpo, fornecendo oxigênio e nutrientes para o bom funcionamento do organismo”. Chama-se hipertensão quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, com valor superior a 120/80 mmHg (ou 12 por 8).

A doença, que pode ter causas hereditárias, também é provocada por estresse, má alimentação, sedentarismo, tabagismo e obesidade, entretanto, com hábitos simples, pode ser evitada. O primeiro passo e, mais importante, é a aferição pelo menos uma vez ao ano da pressão arterial.

A prevenção é feita, principalmente, com hábitos de vida saudáveis. “Praticar atividade física regular, manter uma alimentação saudável, de preferência com baixo teor de sódio, são suficientes para evitar a pressão alta”, afirma Cerci. E os mesmos cuidados valem quando a doença já for diagnosticada. Para controlar a pressão alta, juntamente com o acompanhamento médico, as práticas saudáveis de vida se mostram eficazes.

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Como anda seu sono?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 19 de Abril de 2016

sleeping

Dra. Ester London*

Com a correria do dia a dia, onde são realizadas diversas tarefas ao mesmo tempo, é difícil relaxar, desligar dos problemas e ter uma boa noite de sono. A prática de atividades físicas à noite, assistir TV no quarto e o uso de smartphones, tablets e computador nos minutos que antecedem a hora de dormir também são responsáveis por interferir na qualidade do sono.

Uma noite mal dormida acaba atrapalhando o dia a dia, causando dificuldade de concentração, alteração da memória, sonolência, distúrbios do humor, entre outros sintomas.

A atualmente, as pessoas dormem cada vez mais tarde e acordam cada vez mais cedo, gerando um acúmulo de cansaço. Cerca de 30% dos adultos roncam – o que não significa um problema grave – mas, por outro lado, estima-se que, em 5% dos casos, o ronco está associado à apneia do sono. Neste distúrbio, o individuo para de respirar por alguns segundos diversas vezes por hora, fazendo com que acorde várias vezes ao longo da noite.

Outros problemas relacionados ao sono estão ligados ao uso de smartphones, tablets e computador antes de dormir. Pessoas que utilizam os aparelhos quando vão deitar, estão mais propensas a ter insônia, dormir mal, dormir poucas horas e consequentemente, sentir mais cansaço ao longo do dia seguinte.

Ter qualidade de sono é extremamente importante, o sono tem uma série de funções importantes, serve para restaurar tudo que foi perdido durante o dia. Os hormônios – do crescimento, insulina, produção de corticoides – importantes para as funções vitais são produzidos à noite. Durante o sono, a pressão arterial diminui, o batimento cardíaco relaxa e isso é essencial para a saúde. Independe da idade – crianças, adolescentes, adultos e idosos. Além disso, tudo o que aprendemos durante e o dia será processado durante no período da noite, no sono.

Distúrbios do sono – Estão classificados em oito categorias, dentre as quais as principais são: insônias, distúrbios respiratórios relacionados ao sono (apneia do sono), hipersonias e distúrbios do ritmo.

Polissonografia – Além de ser indicado para diagnosticar apneia, o exame também serve para estudar outros distúrbios do sono, como roncos, insônia, sonambulismo, terror noturno, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia e outros.

O exame é realizado no Laboratório do Sono, no qual é reproduzido o ambiente de um quarto, onde o paciente passa a noite e tem o sono monitorado por um técnico e por câmeras e eletrodos que medem a atividade cardíaca, cerebral, ronco, movimentos e oxigenação. Com o exame é feito um estudo complexo que investiga as causas das noites mal dormidas. A partir dos resultados, o médico tem as informações necessárias para tratar o problema do paciente.

Dicas para dormir melhor
• Procure deitar e levantar no mesmo horário todos os dias;
• Tenha um ambiente adequado, confortável, sem barulho e escuro para se deitar;
• Não tome muitas bebidas cafeinadas durante o dia e, principalmente, após as 17h;
• Evite ingerir álcool à noite;
• Pratique atividade física diariamente;
• À noite, prefira refeições leves.

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Influenza A: o alerta continua

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de Abril de 2016

allergy-18656_1920Com o surto de gripe H1N1 que está ocorrendo antes do esperado esse ano  – normalmente ocorre entre junho e julho – o Ministério da Saúde vai permitir a antecipação da distribuição de vacinas, que seria feita apenas 30 de abril, para os estados que assim decidirem.

Também conhecida como influenza A, a chamada “gripe suína” é uma doença respiratória causada por um vírus que pode ser espalhado de pessoa para pessoa através do ar, de contato físico ou contato indireto por meio de objetos infectados.

Os sintomas da doença são: congestão e coriza nasal, que pode ser clara ou purulenta,  espirros, tosse seca ou com catarro e muita dor de garganta. Pode ocorrer também dor de ouvido. A dor de cabeça é muito comum, especialmente quando a movimentamos.

A infectologista do Hospital VITA, em Curitiba, Dra. Marta Fragoso, explica como fazer para evitar a gripe: “Lavar sempre as mãos é fundamental, além de beber bastante água, dormir bem, evitar contato com pessoas contaminadas e manter uma alimentação saudável”. É importante ainda lembrar de participar da vacinação em hospitais públicos ou privados, todos os anos, pois a vacina vale apenas pelo período de um ano.

Em caso de contágio da doença a infectologista ainda indica que, após o diagnóstico médico, o paciente permaneça dentro de casa, evitando ir ao trabalho ou à escola, para não infectar mais pessoas. Cubra a boca com um lenço de papel ao tossir ou espirrar e higienize as mãos com álcool em gel.

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Fosfoetanolamina: a perversão do sistema

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 12 de Abril de 2016

A Fosfoetanolamina sintética, assim como várias outras substâncias ao longo das últimas décadas, veio com uma promessa de cura para pacientes com câncer. Porém, uma nova “molécula promissora” aparece todo dia no mercado e, de cada mil dessas, apenas uma chega a se tornar um medicamento registrado. As demais são rejeitadas não só por serem ineficazes, mas também por serem tóxicas. Todo esse ritual de avaliação se estende desde fases pré-clínicas – em que se estudam as drogas em placas de células ou animais em laboratórios –, seguindo até as fases clínicas mais avançadas – testes em humanos – em que se estabelecem os parâmetros para a comercialização da droga. Esses testes são baseados em estudos científicos com esquemas rigorosos para assegurar que o processo tenha mínimas falhas, garantindo uma segurança satisfatória àquele que usa a medicação.

O que está acontecendo é uma perversão de todo este sistema. Políticos, por meio de um Projeto de Lei (PL), autorizaram que uma substância que não passou por todo este processo possa ser administrada, desde que receitada por um médico e que o paciente assine um termo de consentimento, assumindo o risco desta experimentação. A temeridade disto gera uma série de vieses, a começar pelo próprio Conselho Federal de Medicina e incluindo várias entidades médicas que já se postaram contra a prescrição desta droga, o que gera divergências e coloca a relação médico-paciente em risco.

Não nos esqueçamos que drogas como a Talidomida, um medicamento para alívio de náuseas na gestação, foi responsável por uma geração de fetos que nasceram com deformidades devido ao pouco estudo do uso nessa população especial. Para piorar a situação, estudos preliminares conduzidos pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação demonstraram baixíssima atividade antitumoral da Fosfoetanolamina, fazendo com que a ANVISA solicite veto desta PL pelo Executivo.

A prática de experimentação de drogas ainda não aprovadas já acontece em outros lugares, como o “Right-to-try”, em alguns distritos nos Estados Unidos, que desde 2014 permite que pacientes em fases terminais possam ter acesso a drogas que passaram por estudos clínicos de fase I, ou seja, a avaliação em humanos que definem a dose de segurança e eficácia do remédio. Isso não aconteceu ainda com a Fosfoetanolamina, ou seja, não se tem a menor ideia se a dose que as pessoas estão recebendo hoje é a adequada, se poderia ser melhor ou se podem haver interações com outras terapias concomitantemente administradas.

Estudos clínicos, com orçamentos vultuosos para os padrões brasileiros, já foram iniciados – e devemos claramente aguardá-los para que isto traga uma luz sobre esta questão. Inovações consistentes estão acontecendo numa velocidade incrível na Oncologia, como a imunoterapia. Uma forma de permitir que a população possa ter um acesso mais precoce a elas seria encarar a Pesquisa Clínica no país como um investimento, com redução do prazo regulatório de aprovação dos estudos e aumento do fomento financeiro público e privado a esta atividade, que certamente permitirá que incluamos mais pacientes, além de satisfazer o afã daqueles que anseiam por opções avançadas, sublimando a necessidade que eventuais “curas miraculosas” continuem a trazer falsas esperanças àqueles que já padecem de tal morbidade.

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*Dr. Evanius Wiermann é médico oncologista e chefe do serviço de oncologia do Hospital VITA, em Curitiba.

 

 

 

 

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