O esporte pode machucar o quadril?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 23 de novembro de 2018

Dr. Christiano Saliba Uliana*

 

(Imagem Pixabay)

Atletas recreacionais e de alta performance podem ter problemas no quadril. Confira quais os sintomas e doenças mais comuns:

Um homem praticante de jiu-jitsu começa com dor na região lateral do quadril após preparação para o campeonato mundial em Las Vegas.  Uma mulher de 39 anos apresenta dor na virilha, de forte intensidade, durante a preparação para a Maratona de Curitiba. Um tenista de final de semana não consegue mais sacar porque tem dor ao rodar o quadril. O que esses atletas podem ter em comum?

As três breves histórias relatadas acima são casos reais de pessoas que apresentaram dores de origem no quadril durante a prática esportiva. No consultório médico, são  cada vez mais frequentes os atendimentos aos esportistas com dores no quadril. Sejam atletas de final de semana ou atletas de competição, todos estão vulneráveis a apresentar algum tipo de dor no quadril.

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O quadril é uma articulação de carga, que é submetido a forças que podem chegar de  3 a 5 vezes o peso corpo durante a prática de atividade física. As disfunções musculares decorrentes de fraqueza ou encurtamento são uma causa muito comum de dores que limitam a atividade física. No caso apresentado do paciente praticante de jiu-jitsu, a investigação apontou para uma doença dos tendões da região lateral do quadril, os chamados “glúteo médio” e “glúteo mínimo”. Conversando com o paciente, descobrimos que os treinamentos estavam focados na técnica da luta, porém havia uma deficiência na preparação física, que é fundamental para prevenção de lesões. Essa deficiência pode ser tratada com a adaptação das atividades físicas e inclusão do atleta em um programa de preparação física com ênfase em fortalecimento e alongamento dos músculos ao redor do quadril.

Por outro lado, atletas que apresentam dores na virilha merecem uma investigação muito minuciosa, porque a dor nesta região pode significar lesões mais graves relacionadas ao osso do quadril ou à cartilagem. Atletas corredores de longas distâncias, como a atleta citada no primeiro parágrafo, podem sofrer o que chamamos de fratura por estresse. Na articulação do quadril, o colo do fêmur pode apresentar lesão por estresse devido a dois fatores: sobrecarga de treinos ou qualidade ósseo insuficiente (devido a osteoporose por exemplo). Independentemente da causa, a fratura por estresse do colo femoral é uma condição grave, que nos obriga a retirar o atleta temporariamente das suas atividades e que dependendo da região do fêmur acometida,  pode necessitar de tratamento cirúrgico. Corredores de longas distâncias devem procurar auxílio médico já nos primeiros sintomas de dores na virilha.

Por fim, nosso atleta que joga tênis e não consegue mais sacar. A investigação clínica apontou para uma lesão de cartilagem do quadril: o lábio acetabular. Esta lesão foi a que retirou Gustavo Kuerten das quadras e realmente pode causar bastante limitação ao tenista. A dor típica é na região da virilha, e que piora com os movimentos de rotação dos quadris. Qualquer lesão desta cartilagem deve ser investigada quanto à sua causa, já que na maioria das vezes há alguma alteração na anatomia do osso, que leva à rotura do lábio acetabular. Quanto mais cedo essa condição for tratada, melhor é o prognóstico. Nos últimos anos a forma de tratamento desta lesão evoluiu muito. Um estudo da Steadman Hawkins Research Foundation em Vail, nos Estados Unidos, apontou que quase a totalidade dos atletas (93% deles) retornaram ao mesmo nível de competição após o tratamento desta lesão. O que sabemos é que quanto mais precoce tratarmos esta lesão, maior é a chance de obtermos bons resultados.

 

Como vimos, a articulação do quadril está suscetível a diversas causas de dores durante a prática do exercício físico. As duas principais mensagens aos leitores são: 1) realizar uma boa preparação física para prevenção de lesões e; 2) procurar um médico especialista já nos primeiros sintomas para que ocorra melhor resultado no tratamento.

*Dr. Christiano Saliba Uliana, médico ortopedista do Hospital VITA, especialista em quadril e trauma ortopédico.

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Diabetes: diagnóstico faz toda a diferença para garantir a qualidade de vida e controlar a doença

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 16 de novembro de 2018

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O Brasil ocupa a quarta posição na lista dos países com maior número de diabéticos, o dado é da International Diabetes Federation (IDF). Já segundo o Ministério da Saúde, o problema atinge 8,9% da população brasileira e em 10 anos o número de casos aumentou cerca de 62%. O País conta com mais de 16 milhões de pessoas com diabetes, sendo que 8 milhões de indivíduos ainda não sabem que são portadores do problema.

O diabetes acomete mais mulheres do que homens. Dados do Ministério da Saúde apontam que enquanto 7,8% dos homens foram diagnosticados com o problema, para as mulheres o índice foi de 9,9%. “A falta de controle da doença pode levar a complicações como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), de visão, no sistema nervoso, renal, pé diabético, entre outras. Além disso, pode causar impotência sexual masculina.

Existem diferentes tipos da doença, os frequentes são o diabetes tipo 1, que se caracteriza pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade inferior a 35 anos; e o tipo 2, que é o mais comum, é responsável por 9 em cada 10 casos e ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

O diabetes tipo 1 pode apresentar sintomas como excesso de sede, cansaço, fome exagerada, perda de peso repentina e acelerada, vontade de urinar com frequência, visão embaçada, problemas na cicatrização e, em alguns casos, dores estomacais e vômitos. Já o tipo 2, na maioria dos casos não apresenta sinais, exceto quando a glicemia está muito elevada, neste caso pode-se apresentar os mesmos sintomas do tipo 1.

O que diferencia o diabetes tipo 1 do tipo 2, é que no tipo 1 o pâncreas deixa de produzir o hormônio num curto período de tempo, fazendo com que o aumento do açúcar no sangue se desenvolva de forma abrupta e agressiva. Quando a doença não é diagnosticada e tratada de forma adequada, o organismo produz as cetonas – substâncias derivadas do uso da gordura como fonte de energia, já que o açúcar não pode ser utilizado devido à falta de insulina. Quando não existe qualquer produção do hormônio, a única forma de tratar o diabetes tipo 1 é injetar insulina.

Prevenção e tratamento

O tratamento pode ser realizado por meio de remédios de uso oral e injetável (insulina). Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas é necessária em alguns casos. Associado ao uso das medicações é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Embora não exista cura para o diabetes, a doença pode ser monitorada e tratada de forma individualizada, levando em conta fatores como o tipo de diabetes, a idade do paciente e a presença de doenças associadas. Quando o controle das glicemias é associado ao tratamento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e à parada do tabagismo, a pessoa obtém melhora da qualidade de vida, redução do risco de complicações e maior expectativa de vida.

Uma vez estabelecido o diagnóstico de diabetes por meio de exames laboratoriais, é importante iniciar um tratamento efetivo garantindo um controle adequado das glicemias desde o início da doença, evitando complicações crônicas. Recomenda-se o acompanhamento médico com o endocrinologista a cada três meses para avaliação dos sintomas e dos exames laboratoriais. Além disso, controlar as glicemias é essencial para evitar os sintomas da doença. Já o uso da insulina se faz necessário em torno de 60% dos diabéticos em algum momento da evolução da doença.

 

Dra. Hevelyn Garcia, endocrinologista do Centro VITA de Tratamento da Obesidade e Diabetes

 

Sobre o Dia Mundial do Diabetes: A data foi instituída, em 1991, pela IDF (International Diabetes Federation), com o intuito de aumentar a atenção e a prevenção para o diabetes. O dia 14 de novembro, escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921, tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225.

A campanha mundial é representada por um círculo azul, que simboliza a união e a cor por ser mesma da bandeira das Nações Unidas, a única entidade que conseguiu sensibilizar os governos de vários países sobre a importância de reverter a epidemia global de diabetes.

 

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Novembro Azul

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de novembro de 2018

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O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Estatísticas apontam que ocorrem cerca de 50 mil casos por ano e que o problema mata um homem a cada 15 minutos.
O preconceito relacionado aos exames continua a ser uma barreira para o diagnóstico precoce, assim como, procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, além de dificultar o tratamento. Se identificado na fase inicial, isto é, quando não são apresentados sintomas claros, o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

Alguns tumores podem crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais.

O problema também é considerado uma doença da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Porém, é recomendado que se inicie a realização anual de exame aos 45 anos e, se o homem tiver histórico de câncer de próstata na família, o acompanhamento deve iniciar a partir dos 40 anos. Um homem cujo pai ou tio tiveram câncer de próstata tem o dobro de risco de desenvolver a doença. Esse risco torna-se maior ainda para os homens que têm um irmão com o problema. Se o paciente tiver menos de 65 anos e um parente com a neoplasia, a probabilidade aumenta de 6 a 11 vezes.

Incidência – Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as partes do Brasil, com 95,63 para cada 100 mil habitantes na Região Sul, 67,59/100 mil no Centro-Oeste, 62,36/100 mil no Sudeste, 51,84/100 mil no Nordeste e 29,50/100 mil na Região Norte.

Saúde do homem – Além do câncer de próstata, as doenças que acometem a população masculina com mais frequência são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual.

Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano. A proteção contra essas anomalias passa por hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, não fumar e praticar atividades físicas. Estas atitudes contribuem para a melhoria da saúde e prevenção de doenças.

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Vai começar o horário de verão

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de novembro de 2018

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Neste fim de semana, começa o Horário de Verão. Os relógios das regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além do Distrito Federal, serão adiantados por uma hora.

Algumas pessoas sentem muitas dificuldades de adaptação com a mudança de horário. Isso acontece porque a rotina estabelecida pelo nosso organismo, que já está adaptado a um horário, sente a necessidade de construir outro hábito.

Alterações no sono, ansiedade, cansaço, dores musculares, irritabilidade, queda de imunidade, entre outros, são alguns dos sinais. Por isso,  as pessoas que apresentarem algum desses sintomas devem parar o que estão fazendo e, se possível, descansar. Outras dicas para a adaptação ao novo horário são evitar dormir durante o dia, não se alimentar muito e fazer exercícios mais leves. A cafeína também pode ajudar.

O processo de adaptação pode durar em torno de dez dias, mas quanto antes iniciar, mais rápido o corpo irá se acostumar ao horário novo. Quem mais sofre com essa alteração no horário são as pessoas de idade e crianças, por possuir organismos menos resistentes.

 

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