Hepatite: maioria das pessoas não sabem que estão infectadas

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 19 de maio de 2017

Relatório da OMS estima que 2 milhões de brasileiros tenham a doença

O número de mortes em decorrência das hepatites virais (inflamação do fígado) tem crescido. O dado é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realizou um estudo que revela também que 325 milhões de pessoas no mundo têm um quadro crônico de infecção viral por hepatite B ou C, responsáveis por 96% de todas as mortes causadas pela doença, sendo que a maioria delas não sabe que é portadora da enfermidade, ou seja, não são tratadas. Sobre o Brasil, o relatório da agência especializada em saúde estima ainda que 2 milhões de indivíduos vivam com o vírus da hepatite B, o mais comum entre a população mundial.

A médica infectologista e responsável pelo Centro de Vacinação do Hospital VITA, Dra. Marta Fragoso, explica que não são todos os tipos de hepatite que têm vacina para prevenir o contágio, mas já existem opções de medicamentos para tratamento e segundo ela, a prevenção e a informação ainda são as melhores maneiras de afastar a doença e manter a saúde do fígado. Por isso, “é importante saber como é possível se contaminar. Só assim, as pessoas podem se precaver e cuidar da saúde”, destaca a especialista. Atividades comuns do dia a dia podem também ser momentos de risco quando o assunto é hepatite. “Ao fazer as unhas em salões de beleza, tatuagens, piercings e acupuntura, por exemplo, é possível se contaminar com as hepatites B e C caso os materiais não sejam descartáveis ou corretamente esterilizados a cada uso”, alerta a especialista.

Na maioria dos casos a infecção é causada por cinco vírus: A, B, C, D e E.  Saiba mais sobre os tipos de hepatite, sintomas, formas de contágio, tratamento e prevenção:

Hepatite viral A

Apresenta distribuição mundial, transmitida pela via fecal-oral, contato inter-humano (contato sexual por meio da prática de sexo oral e/ou anal) ou por água ou alimentos contaminados, com período médio de incubação (exposição até o início dos sintomas) de 30 dias.

Sua disseminação está associada ao nível socioeconômico, condições de saneamento básico e higiênico-sanitárias da população, sendo mais frequente em crianças na idade pré-escolar. O tratamento consiste no repouso do paciente, dieta livre de acordo com sua aceitação alimentar (redução de gorduras e aumento de carboidratos e doces é mito popular) com restrição de ingesta de álcool por até um ano. Quanto à prevenção, pode ser feita por meio de vacinação.

Hepatite viral B

É a mais frequente e sua transmissão é por meio de relações sexuais desprotegidas, uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas, agulhas e outros equipamentos, procedimentos invasivos sem esterilização adequada ou sem uso de material descartável (cirurgias, procedimentos odontológicos, hemodiálise, tatuagens, colocação de piercings, perfurações de orelha, manicures e pedicures), transfusão de sangue e derivados, transmissão vertical (mãe para o filho), aleitamento materno e acidentes perfurocortantes em profissionais da saúde.

O período de incubação varia de um a seis meses, com média de 70 dias. Pode ocorrer sem ou com sintomas inespecíficos (febre, cansaço, dores musculares ou articulares, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas e vômitos) por até quatro semanas até a fase de icterícia ou amarelão (que pode ser de intensidade variável com pele e mucosas amarelas, urina muito escura e fezes claras) associada a coceiras pelo corpo.

Após a fase de icterícia há a recuperação ou convalescença. Uma média de 90% a 95% dos pacientes adultos evoluem para a cura, no entanto, quando a reação inflamatória do fígado persiste por mais de seis meses, considera-se que a infecção está evoluindo para a forma crônica. Neste caso, após anos de evolução, pode surgir a cirrose do fígado – causando varizes no esôfago, sangramentos digestivos, ascite (acúmulo anormal de líquidos) e alterações hematológicas e o hepatocarcinoma.

O tratamento da fase aguda consiste no repouso, restrição de ingesta de bebidas alcoólicas e medicamentos para o controle dos sintomas. Já a fase crônica pode ser cuidada com determinados medicamentos, no entanto é mais complexa, prolongada e exige o acompanhamento de profissionais especializados. A imunização por meio de vacina ainda é a melhor atitude para evitar o contágio.

Hepatite viral C

Também é viral e destaca-se pelo seu elevado percentual de pacientes que desenvolvem a forma crônica e a inexistência de vacina para sua prevenção. O período de incubação varia de 15 a 150 dias. Pode ser transmitida de várias maneiras, sendo as mais frequentes por transfusão de sangue, uso de drogas injetáveis, hemodiálise, acupuntura, piercings, tatuagens, droga inalada, manicures e pedicures, barbearias, instrumentos cirúrgicos, de mãe para o filho na gestação, acidentes perfurocortantes nos profissionais de saúde, transplantes de órgãos e tecidos e por  contato sexual (menos frequente). Em aproximadamente 10 a 30% dos casos não é possível determinar a forma de transmissão.

Pode ser assintomática ou com icterícia e outros sinais próprios das hepatites na fase aguda. Em média somente 20% dos pacientes conseguem eliminar o vírus e os outros 80% evoluem para a forma crônica com possibilidade de cirrose e hepatocarcinoma (câncer primário do fígado).

Não há vacina disponível contra o vírus C, portanto a prevenção evitando os fatores de risco já citados é primordial, além do diagnóstico precoce para a interrupção da progressão da doença com medicamentos específicos e redução de exposição a substâncias hepatotóxicas (álcool e outras drogas).

Hepatites Delta e E

Este tipo é menos frequente. A transmissão, sinais e sintomas, controle e tratamento da hepatite Delta é semelhante ao do vírus B que necessita da presença deste para contaminar o paciente. Já a hepatite E é de transmissão fecal-oral semelhante à hepatite A também nos sintomas e sinais e, portanto, as estratégias de tratamento são as mesmas.  Não há vacinas para ambos os casos.

 

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Pedra nos rins é mais comum em homens em idade produtiva

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 17 de maio de 2017

A dor pode ser comparada à dor do parto, segundo relatos de pacientes

A litíase urinária, também conhecida como cálculo urinário ou pedra no rim acomete cerca de 7% dos brasileiros e sua incidência é mais comum em homens na faixa etária entre 20 e 50 anos.  A cada 100 homens, 20 terão o problema. Já entre as mulheres, o número cai para 10 casos a cada 100.

O cálculo renal surge do acúmulo de amônia, cálcio, magnésio, minerais, proteínas, vitaminas, oxalatos, cistina ou ácido úrico nos rins, na bexiga ou nos ureteres – canais que ligam os dois órgãos. O problema pode ocorrer de forma isolada ou em grande número, apresentando-se em tamanhos que variam de 1 mm (equivalente a um grão de areia) até vários centímetros.

Só quem passou pelo problema consegue dimensionar o sofrimento, que segundo relato de pacientes, pode ser comparado à dor do parto. Mas de acordo com o urologista, o cálculo renal pode ser tratado de maneira rápida e praticamente indolor por meio da Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO). Trata-se de um método não invasivo – o único contato que há com o paciente é o gel, o mesmo utilizado para fazer um exame de ultrassonografia – no qual ondas de choque são geradas a partir de uma fonte externa de energia e propagadas no interior do corpo até a fragmentação do cálculo.

No procedimento, que dura cerca de 45 minutos, não há necessidade de anestesia e a sedação é raramente necessária, assim como a sondagem e a internação. A intervenção pode ser  realizada em pacientes com cálculo urinário de todas as idades, inclusive em crianças e idosos. Para os casos que não há indicação da LECO e necessitem tratamento cirúrgico, como os cálculos grandes ou muito rígidos (cistina),  é possível utilizar um equipamento de laser, que permite a rápida e precisa fragmentação, sob visão direta do cirurgião.

Além disso, o aparelho possui o que há de mais moderno em tecnologia de RX e qualidade de ecografia (ultrassom), métodos de imagem que trabalham integrados para aumentar a eficiência e precisão do tratamento, com posicionamento a laser, sendo capaz de localizar o cálculo em praticamente qualquer altura do sistema urinário, desde os rins e uretéres até a bexiga.

O serviço de Litotripsia do VITA tem Corpo Clínico aberto, isto é, pode ser utilizado mesmo por urologistas que não façam parte da equipe médica do Hospital, os quais podem acompanhar seus pacientes durante o procedimento. O mesmo equipamento pode ser utilizado por ortopedistas (ortotripsia) para tratar algumas doenças ortopédicas, como as tendinites calcificadas de ombro, cotovelo, quadril e do pé (conhecida como ‘esporão do calcâneo’), trazendo melhora das dores e dos movimentos, de forma duradoura.

 

Fatores de risco para a formação de cálculo renal:

– Histórico familiar;

– Problemas no processo de absorção ou eliminação dos produtos que podem formar cristais;

– Consumo insuficiente de água;

– Dieta rica em proteína, sódio ou açúcar;

– Doenças intestinais;

– Obesidade.

 

Litotripsia – Hospital VITA Batel
Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1896 – Batel – Curitiba – PR
Telefone: 41 3883-8482, ramal 8741

 

Dr. Paulo de Almeida Rocha, urologista

 

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Perspectivas para a profissão marca Semana de Enfermagem

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 16 de maio de 2017

O Dia do Enfermeiro foi comemorado em 12 de maio e para celebrar a data o Hospital VITA promoveu a Semana de Enfermagem. O evento é realizado todos os anos com a finalidade de gerar conteúdo e reciclar os profissionais de enfermagem do Hospital.

A edição deste ano teve como tema o futuro e foi composta por palestras, bate-papo e dinâmicas em grupo sobre as perspectivas para a profissão e previsões para o mercado, a modernização e os incrementos tecnológicos, a contribuição da atividade na transformação do futuro, o processo de cuidar do futuro, como driblar o envelhecimento do bom profissional com os profissionais recém-formados, a enfermagem em tempos de globalização, características empreendedoras do futuro enfermeiro e leis trabalhistas. A programação contou também com oficinas de bem-estar e cuidados pessoais, como limpeza de pele e quick massage, além de sessão de cinema.

A gerente de enfermagem do Hospital VITA, Claudimeri Dadas de Oliveira, conta que diferente do que aconteceu nos anos anteriores, em que foram tratados assuntos técnicos, a Semana de Enfermagem deste ano teve como foco o futuro da enfermagem. “Decidimos falar sobre a essência do profissional e quais são os que vão permanecer no mercado. Evidenciamos a importância de estudar, ‘correr atrás’ e  buscar se aperfeiçoar, caso contrário, a pessoa não vai conseguir se manter no mercado. Além disso, segundo ela, por mais que haja uma evolução tecnológica, a profissão enfermagem não vai deixar de existir, porque a humanização e o acolhimento não serão substituídos por um robô. “Foi uma semana muito rica, a equipe se envolveu e os colaboradores foram buscar conteúdo para nossos debates”, resume.

Confira as fotos:

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VITA Batel adota ferramenta de cuidado ao paciente inédita na região Sul

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 12 de maio de 2017

Metodologia avalia risco de lesões de pele causadas em procedimentos cirúrgicos

O Hospital VITA mais uma vez sai na frente e é a primeira instituição de saúde da região Sul a adotar o protocolo que avalia risco de lesões de pele por pressão causadas pelo posicionamento do paciente durante procedimentos. Trata-se da Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO), que teve sua elaboração iniciada em 2013, a partir da tese de Mestrado da enfermeira Camila Mendonça de Moraes Lopes. A metodologia tem a finalidade de orientar a prática clínica do enfermeiro durante o período intraoperatório.

A escala já é utilizada por renomados hospitais de São Paulo e agora o VITA a adotou também. “Nós conhecemos a metodologia no Hospital Israelita Albert Einstein e adaptamos para ser usada em nossos procedimentos cirúrgicos estratégicos, como nas artroplastias de quadril e de joelho, artrodese de coluna e nas cirurgias bariátricas”, conta a coordenadora do Centro Cirúrgico do Hospital VITA Batel, enfermeira Sabrina Koerner Pinheiro.

A superintendente do Hospital VITA, Neidamar Fugaça, explica que a metodologia vai contribuir para delimitar quais são os pacientes que têm mais riscos de desenvolver lesão de pele causada pelo posicionamento e permanência prolongada durante a cirurgia. “Com isso, poderemos determinar quais as ações que precisam ser tomadas tendo como base a escala, que mostrará o perfil do nosso paciente e sua aplicabilidade no processo assistencial, assim como definir quem tem maior risco para desenvolvimento de lesão e quais iniciativas podem ser colocadas em prática futuramente”, destaca. Segundo a superintendente, tudo será avaliado: tipo adequado de colchões que serão colocados na mesa de cirurgia – de espuma ou viscoelástico, ou outras superfícies de suporte, seguindo as necessidades de cada paciente, posicionamento, duração e tipo de procedimento etc.

O protocolo ELPO é composto por sete tópicos: tipo de posição cirúrgica, tempo de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte, posição dos membros, comorbidades e idade do paciente, e cada um desses itens apresentam cinco subdivisões, com pontuação de 1 a 5, para determinar menor e maior risco. A escala avalia o risco de lesões de pele por pressão, complicações tegumentares e de dor não relacionada à incisão cirúrgica.

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