Neurônios-espelho

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 24 de maio de 2016

Os neurônios-espelho são grupos de neurônios que fazem parte do nosso sistema motor e imitam os movimentos que outras pessoas fazem ou que nós pensamos em fazer.

Quando olhamos uma pessoa movimentando o braço direito, por exemplo, os nossos próprios neurônios, dessa região de movimento do braço direito, se ativam. Ou seja, esses neurônios são responsáveis por programar uma atividade motora, eles planejam uma atividade que ainda vai acontecer, ou por imitação de uma outra pessoa ou quando nós pensamos em fazer esse movimentos. É como se eles preparassem o corpo para se mover daquela forma.

Esses neurônios são suscetíveis à lesões tanto quanto qualquer outro neurônio, a pessoa pode ter várias doenças que afetam os neurônios motores, causando a dificuldade de movimento, mas esses neurônios, por serem mais difusos, têm mais dificuldade de serem lesados. Isso devido a sua localização um pouco mais espalhada, que dá um tipo de proteção para a pessoa, dificultando que um trauma mate uma quantidade muito grande dessas células.
Regeneração

Até pouco tempo atrás nós achávamos que o cérebro não se regenerava, hoje nós sabemos que existem células-tronco dentro do cérebro, e quando acontece uma lesão elas são ativadas e levadas para aquela região para tentar recuperar aquele grupo de neurônios que deixou de funcionar. Porém, isso não acontece de uma forma muito efetiva, uma vez que aquela região continua sem uma circulação que leve o oxigênio necessário. Então, quando abrimos o fluxo sanguíneo, conseguimos uma melhor circulação cerebral, essas células conseguem voltar a funcionar e têm uma grande recuperação, isso é o que chamamos de neurogênese. Outra coisa é a plasticidade cerebral, que acontece quando uma outra parte do cérebro assume a função daquela que deixou de fazer o seu trabalho. Nesse caso não surgem neurônios novos, os neurônios antigos aprendem a fazer um outro trabalho.
A importância dos neurônios-espelho

Em uma pessoa saudável eles facilitam os movimentos e em uma pessoa que sofreu um AVC, se estimularmos esses neurônios-espelho, essa pessoa pode recuperar o déficit motor ou até,  por exemplo, melhorar alguma dor fantasma de um braço amputado. Esses neurônios facilitam a recuperação melhorando as sequelas, quando ativados.

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Os sintomas do hipotireoidismo

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 17 de maio de 2016

O hipotireoidismo é a disfunção tireoideana mais comum, atingindo cerca de 7 a 12% dos brasileiros (desde as formas mais leves até as mais graves). Pode ocorrer em qualquer idade, em ambos os sexos. Porém, ocorre de 5 a 10 vezes com mais frequência nas mulheres do que nos homens. A falta de tratamento do hipotireoidismo leva a sintomas que podem afetar a qualidade de vida, além de se associar a um aumento na morbimortalidade, principalmente por doenças cardiovasculares.

Com forma bem parecida com a de uma borboleta, a glândula tireoide fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do Pomo de Adão. É responsável por regular a função de importantes órgãos como coração, cérebro, fígado e rins, e por produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina).

Os hormônios tireoideanos agem em todo o organismo, regulando sua velocidade de funcionamento. Sendo assim, a produção de quantidades insuficientes de hormônio pela tireoide pode levar às mais diversas manifestações, como: alterações do humor, depressão, queda de cabelos, unhas fracas, intestino preso, cansaço excessivo, aumento de peso sem explicação, pele seca, dificuldade de concentração, diminuição da libido.

Os medicamentos usados para o tratamento do hipotireoidismo contém o LT4 sintético, que é idêntico ao principal hormônio produzido pela tireoide. É importante realizar o acompanhamento periódico para adequação da dose utilizada.

Atenção – Doses excessivas de hormônios tireoideanos podem se associar a um aumento no risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, arritmias cardíacas e aumento da mortalidade por outras causas, especialmente em idosos. Cuidado com fórmulas para emagrecimento, rejuvenescimento e fadiga, que muitas vezes contém hormônios da tireoide (T3 e T4) em sua composição, pois além de não trazerem benefícios, podem causar sérios danos à saúde.

Quem deve fazer exames para investigar disfunções da tireoide?
Idade acima de 35 anos (repetir a cada 5 anos);
Quem já apresentou alguma alteração nos exames de tireoide;
Aumento de volume da tireoide (bócio);
Histórico de cirurgia da tireoide;
Presença de outras doenças autoimunes como diabetes tipo 1, vitiligo, anemia perniciosa, lúpus e artrite reumatóide;
Histórico familiar de doença tireoidiana ou outra patologia autoimune;
Alteração de exames laboratoriais como: aumento do colesterol, da prolactina ou anemia;
Uso de medicações como lítio e amiodarona;
Presença de apneia do sono;
Mulheres grávidas;
Mulheres pós-menopausa.

*Dra. Daniele Tokars Zaninelli, endocrinologista do Hospital VITAv

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Você sabe a diferença entre gripe e resfriado?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 12 de maio de 2016

A gripe é uma infecção viral causada pelo vírus Influenza, um vírus respiratório com três tipos: A, B e C. O vírus C causa quadros clínicos leves, já o A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais.

O resfriado comum é também uma infecção viral causada pelo adenovírus, coronavírus, rinovírus, parainfluenza ou o vírus sincicial respiratório com muitos subtipos e grande variabilidade.

Não há cura para o resfriado comum, apenas medicações sintomáticas. Já para a gripe há possibilidade de utilizar uma medicação antiviral denominada de Tamiflu (princípio ativo Oseltamivir), que bloqueia a replicação viral e reduz a duração dos sintomas e a gravidade da doença, além da prevenção através da vacinação para algumas cepas que causam quadros mais graves.

O resfriado costuma manifestar-se com congestão nasal, dor de garganta, coriza e eventual febre baixa. A gripe tem estes sintomas mais pronunciados com febre alta, fortes dores musculares e articulares, dor de cabeça intensa atrás dos olhos, diarreia e vômitos em crianças (em função da relativa imaturidade do trato gastrointestinal que os faz absorver mais vírus com mais sintomas intestinais),  dor de garganta e pode disseminar-se até os pulmões complicando com pneumonia, insuficiência respiratória e óbito.

Resfriado é mais comum na primavera e verão, associado com os quadros alérgicos. A gripe é mais comum no outono e no inverno.

É possível perceber as diferenças entre gripe e resfriado pela gravidade e duração dos sintomas. Resfriados e gripes geralmente são sintomáticos entre 7 e 10 dias, mas a gripe pode cursar com sintomas de 3 até 4 semanas sem a presença ativa do vírus, mas em função da reação inflamatória imunológica viral.

Para a prevenção de ambos as medidas são similares: adesão à higiene de mãos, não compartilhar copos ou outros objetos de uso pessoal, evitar ambientes fechados sem ventilação adequada e aglomerados, alimentação e repouso equilibrados, utilizar lenço descartável e cobrir a boca ou nariz ao espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de boca, nariz e olhos.

Para a gripe a melhor medida de prevenção é a vacinação disponível contra as 4 cepas que costumam evoluir com maior gravidade: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e 2 subtipos de Influenza B.  No serviço público se encontra a trivalente que comporta a proteção contra H1N1, H3N2 e um subtipo de influenza B e no serviço privado se encontra a trivalente e a quadrivalente que, além de proteger contra H1N1 contém também a proteção contra os dois subtipos de influenza B. Em geral os anticorpos protetores após a vacina estão presentes entre 2 a 3 semanas, conferindo imunidade por 6 a 12 meses, desta forma exigindo vacinação anual.

A vacina deve ser indicada, no mínimo, para pessoas com comorbidades como cardiopatas, diabéticos, imunodepremidos, doentes pulmonares crônicos, gestantes, puérperas, idosos, reclusos, indígenas e profissionais da saúde.

 

*Dra. Marta Fragoso, médica infectologista do Hospital VITA e responsavel pelo Centro de Vacinação VITA

 

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Gameterapia: vídeo-games nos hospitais!

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 10 de maio de 2016

Já pensou em ir ao médico e ele indicar como tratamento jogos de videogame? O uso dos videogames na recuperação de pacientes – a chamada gameterapia – já é uma realidade nos hospitais. Dessa forma, o processo se torna mais divertido e ajuda os pacientes a aceitarem melhor o tratamento.

O Hospital VITA Curitiba foi pioneiro no Brasil no uso dessa técnica. O Nintendo Wii, por exemplo, é um dos videogames que possuem sensores que respondem aos movimentos dos jogadores. De acordo com o fisioterapeuta Esperidião Elias Aquim, chefe do setor de fisioterapia do Hospital VITA Curitiba, estudos recentes sobre o Nintendo Wii falam de um consumo médio de 190 calorias por hora de uso.

Como funciona a gameterapia?

Desde 2009, o Hospital VITA Curitiba utiliza o Wii na recuperação. O projeto já beneficiou 300 pacientes; com  2 ou 3 dias em média, jogando duas vezes por dia, também em média.

“A gente percebe que os pacientes que usam o Wii melhoram a coordenação geral e ganho da massa”, explica Esperidião. Nesses três anos de funcionamento do projeto, o balanço é de que os doentes que usaram o Wii melhoraram 15% mais que os grupos que não jogam.

O procedimento está sendo cada vez mais usado em clínicas de fisioterapia do Paraná e do Brasil. “O hospital já realizou estudos em cima do uso do Wii na UTI e constatou que ele pode ser utilizado sem alterar a hemodinâmica do paciente, ou seja, ele é seguro. Ele é útil para melhorar a funcionalidade do paciente, para distração e muito para a melhora do equilíbrio”, afirma a fisioterapeuta da UTI do hospital, Juliana Thiemy Librelato.

Os jogos mais usados são tênis e boxe, pois melhoram a coordenação motora fina dos pacientes de pós operatório. Na UTI, usa-se o Wii Sport, para trabalhar membros superiores e o Wii Fit para os inferiores. O videogame também apresenta a vantagem de estimular outros pacientes a praticarem a atividade. “Quando um paciente vê o do lado fazendo, ele também quer fazer. Como não tem contra-indicação direta, não há problemas e o Wii acaba ajudando”, alega Esperidião.

“Desde o começo os pacientes acharam muito legal a ideia. No início eles achavam que era apenas para distração. Então quando eles ficavam na UTI o videogame ajudava o tempo a passar mais rápido. Mas como começou a se utilizar também para ganho de força muscular e melhora da funcionalidade corporal, eles perceberam que algumas coisas mudaram. O que antes eles não conseguiam fazer, como escovar os dentes ou comer sozinhos por exemplo, eles passaram a conseguir”, diz Juliana.

Porém, deve-se lembrar que a gameterapia não funciona sozinha; outras atividades físicas, como caminhadas ao ar livre e exercícios respiratórios, são praticadas no hospital.

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