Temperatura baixa favorece Síndromes Gripal e Respiratória Aguda Grave

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de agosto de 2016

shutterstock_173814989_RCFQCom a queda das temperaturas aumenta a probabilidade de casos de síndrome gripal, principalmente em idosos. Por isso, é importante prevenir síndromes gripais, síndromes gripais agudas graves, gripe e resfriado. Nesta época do ano circulam diversas variações do Influenza, vírus responsável pela gripe H1N1.

 

Confira algumas dicas de prevenção:
Evitar aglomeração;
Não compartilhar talheres;
Higienizar as mãos;
Manter o ambiente arejado.

 

Solange Matsumoto, enfermeira-chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do VITA Batel

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Prevenção de Quedas de Idosos

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 04 de agosto de 2016

Guilherme Bello*

Hoje no Brasil temos 15 milhões de pessoas acima de 65 anos e aproximadamente 30% destas sofrem uma queda pelo menos uma vez ao ano. Esta incidência aumenta com a idade, chegando a alarmantes 50% acima de 80 anos.

As quedas não são isentas de complicações: em até 44% dos casos ocorrem lesões graves que podem ocasionar morte, como traumatismo craniano, sangramentos e principalmente fraturas (sendo a fratura de quadril a mais temida).

Qual o papel do médico na prevenção de quedas? 

Durante o processo natural de envelhecimento, ocorre diminuição da massa muscular e da densidade óssea, que aliados à falta de condicionamento físico, doenças crônicas e ao uso de medicamentos com efeitos colaterais (tontura, sonolência e pressão baixa), podem ocasionar quedas e fraturas.

Um programa de prevenção de quedas habitualmente inicia-se por uma avaliação médica, para analisar estes aspectos da nossa saúde. São feitos ajustes nas medicações, tratamento de doenças, prevenção e tratamento da osteoporose, avaliação da marcha e exame oftalmológico periódico.

O primeiro passo: cuidar bem da saúde 

Para manter a saúde em dia devemos ter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D (laticínios, peixes, folhas verdes escuras), manter-se sempre bem hidratados – principalmente quando estiver praticando atividades físicas – e ter exposição solar de pelo menos 10 minutos por 5 dias na semana, com os braços, mãos e rosto descobertos.

A atividade física para ser regular tem que ser animada e prazerosa. Podemos encontrar na fisioterapia, dança, tai chi chuan, um melhor condicionamento físico e o tratamento de condições como fraqueza muscular, perda de equilíbrio, falta de alongamento e diminuição da resistência.

Você sabia que… 

70% das quedas ocorrem dentro de casa? O segundo passo é controlar o ambiente em que convivemos, pois em 50% das vezes ele pode ser o responsável direto pelas quedas. Vamos criar um ambiente que não nos ofereça riscos:

• Não deixe os tapetes soltos, prenda-os no chão com pregos ou adesivos;
• Mantenha o ambiente sempre bem iluminado e com interruptores de fácil acesso;
• Retire mesinhas, fios soltos ou qualquer outro obstáculo que esteja na sua passagem;
• Escadas devem ter corrimão e fitas antideslizantes nos degraus;
• Instale barras de segurança no banheiro, assentos sanitários elevados e prefira cortinas no lugar de box de vidro;
• Escolha cadeiras, poltronas e camas firmes e altas, para não ter dificuldade ao levantar-se;
• Mantenha sempre os objetos mais usados ao seu alcance – evite subir em cadeiras ou escadas para alcança-los;
• Utilize calçados bem presos ao pé e com solado antideslizante.

As quedas não são inevitáveis. Cuidar da saúde, manter atividade física regular e controlar o ambiente são as peças-chaves na prevenção de quedas e fraturas. Para isso devemos contar com a ajuda dos nossos médicos, fisioterapeutas e procurar reuniões com pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida e evitar os problemas que vem com a idade.

 

 

* Dr. Guilherme Bello Prestes, ortopedista do Hospital VITA, é membro do Comitê de Doenças Osteometabólicas da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e da Sociedade Americana de Pesquisa Óssea e Mineral.

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Cirurgia de obesidade: Mais de 10% dos pacientes voltam a engordar após o procedimento

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de agosto de 2016

Giorgio Baretta*

No mundo há mais de um bilhão de adultos com sobrepeso e 300 milhões com obesidade segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a obesidade é uma doença crônica que afeta cerca de 18% das mulheres e 13% dos homens. Isso representa cerca de 19 milhões de habitantes, sem contar os mais de 50% de brasileiros com sobrepeso, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. scale-403585_1280

Nos Estados Unidos, cerca de dois terços dos indivíduos são obesos ou têm excesso de peso, um em cada três norte-americanos é considerado obeso, e a outra terça parte sofre de excesso de peso crônico. Em geral 31% dos homens e 35% das mulheres sofrem de obesidade e apenas 1% destes têm acesso à cirurgia bariátrica. No Brasil, que ocupa a segunda colocação nesse tipo de procedimentos, foram realizadas cerca de 93,5 mil cirurgias bariátricas em 2015, o que representa um crescimento de 6,25% se comparado ao mesmo período de 2014. Mas o problema não acaba com a realização do procedimento, já que entre 10% a 20% dos pacientes voltam a ganhar peso com o passar dos anos, aumentando as chances de doenças associadas à obesidade como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia (aumento do colesterol e triglicerídeos), apneia do sono e artropatias. Além disso, ficam mais suscetíveis a sofrer com baixa autoestima e problemas psicológicos ou psiquiátricos.

O que fazer com este número cada vez maior e mais preocupante de novos obesos “de novo”?

Primeiro devemos levar em consideração os motivos pelos quais esses pacientes reganham peso. Os maus hábitos dietéticos como a ingesta abusiva de doces e álcool, o sedentarismo, a má escolha da técnica cirúrgica pelo paciente ou pelo cirurgião e o rápido esvaziamento dos alimentos do novo estômago pela dilatação ou confecção maior da anastomose gastrointestinal (costura entre o estômago novo e o intestino desviado) devem ser investigados. Uma boa entrevista com o paciente, avaliação nutricional e psicológica ou psiquiátrica no pré-operatório, bem como o incentivo à atividade física e aos retornos com a equipe multidisciplinar são de fundamental importância para evitar o insucesso da cirurgia bariátrica. Com relação à anastomose gastrointestinal, várias técnicas para redução do seu calibre vêm sendo tentadas, porém sem muitos resultados animadores. Quanto maior o calibre desta anastomose, mais rápido o esvaziamento gástrico e consequentemente maior a ingesta alimentar. O contrário é verdadeiro, ou seja, quanto menor o diâmetro desta “saída” do novo estômago operado, mais lento será o esvaziamento gástrico e mais precoce será a saciedade alimentar do paciente.

Baseado neste preceito, o Serviço de Endoscopia do Hospital VITA Batel – Endobatel vem desenvolvendo um procedimento endoscópico que visa reduzir o diâmetro da saída do estômago operado em pacientes já submetidos à cirurgia bariátrica e que estão reganhando peso. Trata-se da coagulação com plasma de argônio. O plasma de argônio ganhou importância no campo da endoscopia digestiva desde a década passada. Esta técnica promove uma termocoagulação da mucosa da anastomose gastrointestinal e consequentemente uma redução do seu calibre. Com isso, o esvaziamento gástrico é retardado e a saciedade alimentar do paciente torna-se mais precoce.

O procedimento é ambulatorial, ou seja, o paciente recebe alta logo após despertar da sedação que é realizada sob a supervisão de um médico anestesiologista. São realizadas no mínimo três sessões com intervalo de 6 semanas entre cada uma delas. Os resultados iniciais são animadores, porém o paciente deve ser encorajado a realizar atividade física e acompanhamento psicológico.

A vantagem de tudo isso é que o procedimento é minimamente invasivo, não necessitando de outra cirurgia; praticamente isento de riscos e completamente bem tolerado pelos pacientes. A ideia é que isto se torne mais uma arma no vasto arsenal terapêutico disponível no auxílio do número cada vez maior de obesos em todo mundo.

 

*Dr. Giorgio Baretta, cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia da obesidade do Hospital VITA

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Hepatite: Prevenção é o melhor remédio

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 28 de julho de 2016

blood-1291132_1280No Brasil, a OMS estima que cerca de 2 milhões de pessoas vivam com o vírus da hepatite B, o mais comum entre a população mundial.

A maioria dos tipos de hepatite não tem vacina para prevenir o contágio, mas já existem opções de medicamentos para tratamento. No entanto, a prevenção e a informação ainda são as melhores maneiras de afastar essas doenças e manter a saúde do fígado.

Ao saber como é possível se contaminar, as pessoas podem se prevenir e cuidar da saúde. Atividades comuns do dia a dia podem ser momentos de risco quando o assunto é hepatite. Ao fazer as unhas em salões de beleza, tatuagens, piercings e acupuntura, por exemplo, é possível se contaminar com hepatite C se os materiais não forem descartáveis ou corretamente esterilizados a cada uso.

 

Hepatite de A a E

Hepatite viral A – é transmitida por meio de relação sexual sem proteção (contato sexual por meio da prática do sexo oral-anal), por água ou alimentos contaminados. Está ligada à falta de saneamento básico e condições precárias de higiene e limpeza. A vacina contra o vírus da Hepatite A está disponível nas Unidades Básicas de Saúde para crianças de 1 a 2 anos de idade.

Hepatite viral B – vírus com maior presença na população mundial, é transmitido por meio das relações sexuais desprotegidas, uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas, agulhas e outros equipamentos, procedimentos invasivos sem esterilização adequada ou sem uso de material descartável. Causa icterícia, ou amarelão, e em geral, 95% dos pacientes adultos conseguem se recuperar com dieta adequada e medicamentos para controle dos sintomas.

Hepatite viral C – é a forma mais crônica da doença e não há vacina para prevenção. A transmissão acontece pelo uso compartilhado de materiais injetáveis em procedimentos invasivos, como acupuntura, hemodiálise, manicures, etc. Em média, 80% dos pacientes evoluem para a causa crônica com chances de desenvolver cirrose.

Hepatite viral Delta e E – são as formas menos frequentes e ainda sem vacina para prevenção. A transmissão, sintomas, controle e tratamento da hepatite Delta é semelhante ao do vírus B, que necessita da presença deste para contaminar o paciente.

A hepatite E é de transmissão fecal-oral semelhante à hepatite A também nos sintomas e sinais e, portanto as estratégias de tratamento e prevenção são as mesmas.

 

Dra. Marta Fragoso, médica infectologista e epidemiologista do Hospital VITA, responsável pelo Centro de Vacina VITA de Curitiba

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