Técnica minimamente invasiva trata hérnia de disco e oferece retorno rápido às atividades

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 13 de outubro de 2017

Cirurgia permite voltar à vida normal em menos de um mês

“A dor lombar com irradiação para as pernas, também conhecida como dor ciática (decorrente da compressão do nervo ciático), é uma das queixas mais frequentes e incapacitantes apresentadas no cotidiano do consultório médico”, afirma o médico ortopedista Álynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA.

O médico explica que em cerca de 5 % das ocorrências os sintomas surgem por existir uma hérnia de disco na coluna lombar. De acordo com ele, esse sintoma, além de ser desconfortável, pode se tornar incapacitante e gerar uma dor de forte intensidade na região lombar e inclusive irradiar para as pernas.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que 80% da população terá pelo menos um episódio similar de forma aguda. No Brasil, este número representa aproximadamente 50 milhões de pessoas com esse sintoma.

De acordo com o ortopedista, a maioria dos pacientes melhora completamente após seis a 12 semanas de tratamento conservador, o qual envolve medicação para dor, reabilitação com fisioterapia e atividade física orientada pelo médico, além de cuidados para proteção da coluna lombar. Segundo ele, os pacientes que não apresentam melhora e seguem refratários ao tratamento clínico ou que manifestam piora neurológica progressiva (diminuição da força nas pernas, amortecimento, perda de sensibilidade em região do trajeto do nervo ciático), têm como opção terapêutica a intervenção cirúrgica, com retirada da hérnia de disco que está comprimindo as raízes nervosas.

“Existem várias formas de se realizar o procedimento. Com a popularização das técnicas minimamente invasivas da coluna vertebral, a retirada da hérnia de disco, por meio da cirurgia por vídeo (cirurgia endoscópica da coluna lombar, também conhecida como vídeoendoscopia da coluna) tem se tornado uma opção cada vez mais presente para o tratamento das hérnias discais”, destaca.

Segundo ele, o campo da cirurgia vem avançando com o passar do tempo e a possibilidade de preservar tecidos normais deu início ao conceito da técnica minimamente invasiva. Esta área do conhecimento evoluiu e sua aplicabilidade em diversos procedimentos é uma realidade. “Na cirurgia da coluna estas técnicas estão gradualmente sendo adotadas e têm a finalidade de conseguir melhores resultados que a cirurgia aberta convencional”, ressalta. Por isso, a cirurgia de coluna realizada pela técnica endoscópica (minimamente invasiva) apresenta-se como um método seguro e sua indicação tem aumentado gradativamente, sendo que diversas publicações científicas corroboram com  estes dados.

“A discectomia endoscópica apresenta vantagens em relação à técnica aberta tradicional em muitos aspectos, sendo a recuperação mais acelerada e o menor risco de sangramento e infecções são os benefícios mais importantes”, aponta o especialista.

Vantagens da discectomia endoscópica:

– incisão cirúrgica menor (aproximadamente 0,8 cm) e consequentemente uma cicatriz mais estética e de mais fácil recuperação, com mínima lesão muscular. A cirurgia tradicional apresenta cicatriz de 3 a 5 cm e necessita afastamento e abertura dos músculos da coluna lombar.

– menor risco de infecção e menor perda sanguínea

– menor índice de complicações em paciente com outras doenças como: idosos, diabéticos, tabagistas, obesos e cardiopatas

– permite uma visualização clara das estruturas nervosas da coluna através de uma câmera de alta resolução

– menor tempo de hospitalização, com menos dor no pós-operatório (geralmente o paciente recebe alta hospitalar com menos de 24 horas após a cirurgia)

– retorno mais rápido às atividades normais e ao trabalho. O retorno às atividades acontece de forma mais precoce que a cirurgia convencional, ocorre de duas a três semanas após a realização do procedimento. Varia de acordo com a resposta do paciente, precisa sentir-se seguro e confortável para retornar às ações cotidianas.

O ortopedista explica que a técnica não é recente, no Brasil, é realizada há cerca de dez anos, porém é pouco difundida. Em outros locais do mundo considerados como referências desta cirurgia, já acontece desde a década de 1990, sendo os principais expoentes a Coreia do Sul e a Alemanha, país que é referência mundial no treinamento e desenvolvimento de técnicas por vídeo, onde cerca de 20 mil pacientes já foram operados utilizando a avançada técnica endoscópica.  O especialista, que realizou treinamento e especialização desta técnica no centro de excelência da Alemanha, no Hospital St. Anna, em Herne e em Dusseldorf, já realizou o procedimento em cerca de 160 pacientes na capital paranaense.

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Outubro Rosa

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 06 de outubro de 2017

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação das pessoas, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional de alerta e prevenção do câncer de mama.

A campanha Outubro Rosa divulga em todo o mundo a importância do autoexame, alerta sobre a necessidade de as mulheres realizarem exames preventivos e traz também novos dados para a população sobre o câncer de mama. A doença é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres (o primeiro é o câncer de pele não melanoma). O câncer de mama tem grandes possibilidades de cura quando detectado precocemente pela mamografia, que deve ser feita todos os anos.

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com mudanças de hábitos alimentares e práticas saudáveis. Dentre elas estão a alimentação adequada, a prática de atividade física regular, manutenção do peso, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas.

 

Equipe Serviço de Oncologia Hospital VITA

 

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Prótese de quadril: quem precisa, quais os tipos e como é a vida após a cirurgia?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 29 de setembro de 2017
 Problema é causado pelo desgaste das cartilagens que revestem a articulação
A pessoa costumava  ser bastante ativa, com muitos compromissos, viagens e praticava esportes com frequência.  Saía de casa para ver a família, amigos ou para dar uma caminhada. Porém, com o tempo passa a perceber que essas atividades geram algum desconforto ou dor nas articulações do quadril. O indivíduo passa a ter dificuldade para caminhar longas distâncias,  calçar meias e sapatos se torna algo complicado. Quem se identifica com algum destes sintomas pode estar com artrose no quadril.
O problema é causado pelo desgaste das cartilagens que revestem a articulação. O médico explica que no caso do quadril, a superfície do fêmur e da bacia sofrem uma degeneração que podem causar dores frequentes e limitação dos movimentos. Essas são as queixas mais comuns de quem sofre de artrose no quadril.
Quando a doença é precoce, ou seja, na fase inicial, geralmente os pacientes melhoram com medidas de fortalecimento muscular e medicação analgésica. Porém nos casos mais avançados, por ser um problema progressivo, para tratar a artrose pode ser necessária uma prótese de quadril.
Comparada a outros procedimentos médico-cirúrgicos, a prótese do quadril é uma das modalidades que trazem maior benefício aos pacientes. Isso acontece porque a prótese substitui a articulação doente, eliminando todos os focos que podem originar dores. Além da vantagem de resolver a dor que a pessoa sente, a prótese permite que os movimentos que o paciente perdeu com o passar do tempo sejam progressivamente retomados.
Atualmente, depois de vários anos de estudo com foco no desenvolvimento dos materiais que compõem as próteses, os implantes mais utilizados são compostos de metal, cerâmica ou polietileno. Cada tipo de prótese tem uma indicação específica, baseada principalmente na idade e nível de atividade física de cada pessoa. Em outras palavras, não existe um tipo de prótese “ideal”, que atenda as necessidades de todas as pessoas. A escolha deve ser individualizada para cada paciente.
Recuperação
Após a cirurgia da prótese, permite-se que o paciente caminhe com auxílio de algum apoio, que na maioria das vezes é um andador. A fisioterapia deve ser iniciada de forma precoce, para que o indivíduo ganhe força muscular, equilíbrio e mobilidade desde os primeiros dias pós-operatório. Em média três meses após a colocação da prótese, a maioria dos pacientes caminham sem mancar e sem auxílio de apoio.
Como toda cirurgia, é necessário ressaltar que o procedimento envolve alguns riscos, como infecção, luxação, fratura, trombose e outros. Por isso recomenda-se que a cirurgia seja realizada por especialista em cirurgia do quadril e hospitais que tenham estrutura para realização de procedimentos de grande porte.
Dr. Christiano Saliba Uliana, ortopedista 
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Cirurgia bariátrica: 90% dos pacientes que realizam o procedimento necessitam fazer plástica reparadora

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 22 de setembro de 2017
Excesso de pele é problema recorrente entre as pessoas  que passam pela redução de estômago
Cerca de 90% dos pacientes que realizam cirurgia bariátrica para tratamento da obesidade necessitam passar por plástica reparadora. Ao contrário do que se pensa, não se trata de um procedimento estético. O que ocorre é que ao perder grande quantidade de peso os pacientes acumulam pele na barriga, braços e em outras áreas do corpo. Esse excesso pode se tornar um problema, já que é responsável por desencadear uma série de doenças como dermatites, infecções e até mesmo assaduras. Além disso, a cirurgia melhora a forma e o tônus do tecido subjacente e remove o acúmulo de gordura e flacidez da pele, o que resulta em uma aparência corporal com contornos mais suaves.
Com as cirurgias bariátricas, chega-se a perder de 40 a 50% do peso e a plástica reparadora é essencial para se restabelecer a qualidade de vida. A pele corresponde a 16% do peso corporal e tem funções térmica, de defesa orgânica e de proteção, o que a torna essencial para a sobrevivência do corpo humano.
A cirurgia plástica é indicada quando a estabilização da perda de peso é atingida, o que ocorre geralmente 18 meses após a realização do procedimento. Nesta ocasião o paciente deve estar com índice de massa corporal (IMC) próximo aos valores desejados e saudável, isto é, sem sinais de anemia ou desnutrição.
As principais cirurgias realizadas no ex-obeso, tanto em mulheres quanto em homens, são a abdominoplastia (cirurgia plástica do abdômen), a mamoplastia (cirurgia para erguer ou diminuir as mamas), a coxoplastia (retirada de excesso de pele e gordura das coxas) e a braquioplastia (cirurgia para corrigir a flacidez dos braços). Além disso, eventualmente, o paciente pode precisar ainda de cirurgias para tratar a flacidez no dorso, e o excesso de pele nas pálpebras, face e região íntima.
Procedimentos associados
Quando o procedimento é realizado em uma área menor, pode existir a possibilidade de fazer duas correções de uma só vez como, por exemplo, mama e braço. São chamadas de associadas, já que estão no mesmo segmento corporal e apresentam uma recuperação parecida. A associação de cirurgias (como abdômen e coxa, mama e braço), vai depender de condições técnicas e do quadro clínico do paciente (doenças associadas, idade, risco de trombose, entre outros problemas) e deve ser cuidadosamente analisada. O intervalo para realização de uma plástica e outra é de cerca de seis meses.
Guilherme Roça, cirurgião plástico 
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