Vem aí o Horário de Verão

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de outubro de 2016

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Neste fim de semana, começa mais um Horário de Verão. Como já é de costume, todos os relógios das regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além do Distrito Federal, são adiantados por uma hora.

Algumas pessoas sentem muitas dificuldades de adaptação com a mudança de horário. Segundo o médico neurologista Dr. Cleverson de Macedo Gracia, isso acontece porque a rotina estabelecida pelo nosso organismo, que já está adaptado a um horário, sente a necessidade de construir outro hábito.

Alterações no sono, ansiedade, cansaço, dores musculares, irritabilidade, queda de imunidade, entre outros, são alguns dos sinais. O neurologista aconselha que as pessoas com sintomas devam parar o que estão fazendo e, se possível, descansar. Outras dicas para a adaptação ao novo horário são evitar dormir durante o dia, não se alimentar muito e fazer exercícios mais leves. A cafeína também pode ajudar.

O processo de adaptação pode durar em torno de dez dias, mas quanto antes iniciar, mais rápido o corpo irá se acostumar ao horário novo. De acordo com o médico, quem mais sofre com essa alteração no horário são as pessoas de idade e crianças, por possuir organismos menos resistentes.

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Alzheimer: sintomas podem ser confundidos com indícios de envelhecimento

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 07 de outubro de 2016

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Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa caracterizada, principalmente, pela perda de memória. O problema pode afetar vários outros domínios cognitivos, como emoção, linguagem e raciocínio. Além disso, provoca alteração de comportamento. A chefe do serviço de Neurologia do Hospital VITA Batel, Dra. Ester London, alerta que a demora no diagnóstico, que pode levar anos, ocorre devido esses sintomas serem interpretados pelos familiares dos pacientes como consequências do envelhecimento.

Segundo dados da Associação Internacional Alzheimers Disease Internacional (ADI), cerca de 5% dos brasileiros com mais de 65 anos sofrem de Alzheimer. Estima-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas no País sejam portadores da doença, sendo que muitas ainda não foram diagnosticadas. Além disso, a enfermidade  também é responsável por 60% dos casos de demência em idosos.

Dra. Ester explica que depois dos 65 anos, a chance de alguém desenvolver a doença duplica a cada cinco anos. Já com 85 anos, as chances são de 50%. No entanto, segundo ela, existem pacientes com início por volta dos 50 anos. A especialista explica que as causas não são totalmente conhecidas, mas alguns fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer como: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

O Alzheimer afeta a memória, fala e a noção de espaço e tempo do paciente, podendo provocar apatia, delírios e, em alguns casos, comportamento agressivo. Um dos principais sintomas é a perda de memória para fatos recentes. Depois, ocorre a desorientação quanto a lugares e datas e mudança de humor e comportamento – irritabilidade e agressividade. Na fase avançada, a pessoa pode ter alucinações, dificuldade na fala e na alimentação. Além disso, pode não reconhecer mais os familiares e torna-se totalmente dependente. Ao apresentar qualquer um dos sintomas, a médica orienta consultar um neurologista.

Estágios progressivos da Doença de Alzheimer:

Leve: confusões e perda de memória, desorientação espacial, dificuldade progressiva no cotidiano, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento.
Moderado: dificuldades nos atos de vida diária (especialmente em banhar-se, vestir-se e alimentar-se), ansiedade, delírios e alucinações, agitação noturna, alteração no sono, dificuldade de reconhecimento de amigos e familiares.

Grave: diminuição acentuada do vocabulário, diminuição do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, dependência progressiva de um cuidador.

Diagnóstico: Se dá através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de exames laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

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Como cuidar bem da tireoide

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 29 de setembro de 2016

A Dra. Daniele Zaninelli, endocrinologista do Hospital VITA Curitiba, dá dicas sobre os vários fatores podem interferir no bom funcionamento da tireoide:

Cuide da alimentação. Mantenha uma alimentação balanceada e consuma alimentos ricos em iodo. “Tanto a deficiência quanto o excesso de iodo são situações de risco para a função tireoidiana, portanto, devemos ter muita cautela na sua suplementação”, alerta Daniele.
Faça exames periodicamente. “Recomenda-se que exames de sangue para pesquisa de alterações tireoidianas sejam feitos rotineiramente em adultos acima dos 35 anos, e repetidos a cada cinco anos, ou num intervalo menor, se houver sintomas como pele seca, queda de cabelos, inchaço, alteração de memória, cansaço excessivo, alteração do ritmo intestinal ou do ciclo menstrual”, diz a endocrinologista.
Cuidado especial deve ser tomado durante a gestação. “O diagnóstico e cuidados de um possível hipotireoidismo devem ser precoces. Pacientes com hipotireoidismo necessitam de ajuste da dose da medicação, e suplementação adequada de iodo costuma ser necessária. O iodo faz parte da composição dos hormônios tireoidianos, essenciais para o bom desenvolvimento do feto”, explica a especialista.
Faça o autoexame da tireoide. “Estima-se que 60% da população brasileira tenham nódulos na tireoide em algum momento da vida, porém apenas 5% a 10% são malignos”, diz Daniele. O autoexame é simples:
. Fique em frente a um espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de adão. Sua tireoide está localizada nessa área.
. Estenda a cabeça levemente para trás para facilitar a visualização.
. Beba um gole d’água.
. Ao engolir, a tireoide desliza para cima e para baixo. Observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação localizada. Repita esse teste várias vezes, se necessário, enquanto houver alguma dúvida.
. Observe se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um endocrinologista para obter orientações.
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Dengue: Mitos e verdades sobre a doença e a vacina

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 27 de setembro de 2016

Marta Fragoso*

1- AAS e anti-inflamatórios são contraindicados no tratamento dos sintomas da Dengue?

Verdade. O tratamento consiste na hidratação intensa e medicamentos sintomáticos. O AAS e anti-inflamatórios são contraindicados, pois podem desencadear sangramentos ou piorá-los.

2- Os sintomas da Dengue tipo 4 são diferentes e mais graves do que os outros tipos de vírus da doença?

Mito. Os sintomas da Dengue são iguais para qualquer um dos tipos de vírus.

3- Apenas a fêmea do mosquito Aedes Aegypti transmite o vírus da Dengue?

Verdade. A fêmea se alimenta de sangue para garantir o desenvolvimento de seus ovos.

4- Há possibilidade de prevenção da Dengue por meio de vacina.

Verdade. Está disponível a Dengvaxia, do Laboratório francês Sanofi Pasteur contra os 4 sorotipos de vírus da Dengue.

5- A Dengue causa apenas doença leve.

Mito. A doença pode evoluir de forma grave e o desfecho pode ser o óbito. Em 2015 o Brasil registrou 1.649.008 casos de Dengue com 1.596 casos graves e 863 óbitos.

6- A vacina contra a Dengue não tem segurança na proteção contra casos graves.

Mito. A vacina é segura e eficaz, passou por múltiplos estudos robustos que mostram que proporciona proteção de 93% contra a Dengue grave, reduz em 80% os óbitos e as internações pela doença.

7- A vacina disponível não protege contra todos os sorotipos de vírus da Dengue.

Mito. A vacina atualmente disponível é indicada para a prevenção da dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4.

8- A vacina disponível protege totalmente na primeira dose.

Mito. A primeira dose da vacina garante 70% de efetividade sendo necessário mais a 2° e 3° dose para garantir imunidade adequada. O esquema se completa com três doses com 6 meses de intervalo (0-6-12 meses, por via subcutânea)

9- A vacina contra a Dengue atualmente disponível também imuniza contra a Chicungunya e contra o Zika vírus.

Mito. A vacina contra a Dengue imuniza somente contra os 4 sorotipos de vírus da Dengue.

10- Pessoas que já tiveram Dengue podem tomar a vacina.

Verdade. A vacina foi aprovada tanto para pessoas que nunca tiveram Dengue como para aquelas que já tiveram a doença.

11- A vacina é efetiva em qualquer idade.

Mito. A vacina foi aprovada para uso adulto e pediátrico apenas para a faixa etária entre 9 e 45 anos de idade.

12- A vacina contra a Dengue pode causar febre.

Verdade. É possível que a vacina provoque febre e outros efeitos adversos leves comuns em outras vacinas, no entanto não contraindica a implantação da vacina em larga escala.

*Marta Fragoso: infectologista do Hospital VITA e responsável pelo Centro de Vacinação VITA

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