Não abuse da alimentação nas festas de fim de ano

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 21 de dezembro de 2018
(Imagem: Pixabay)

As comemorações de Natal e Ano-Novo levam ao excesso de ingestão de calorias. Panetones, sobremesas e carnes gordurosas são as vilãs dessas reuniões. Por isso, é preciso ter cuidado e seguir algumas dicas para não perder o controle com as guloseimas oferecidas nas festas e manter a saúde e o peso.

Consumo de bebida alcoólica – Aconselha-se não exagerar, já que se ingerida em excesso, além das calorias, pode causar dor de cabeça e outros sintomas da ressaca. Deve-se alternar a ingestão da bebida com água, para evitar a desidratação causada pelo álcool, já que este promove a perda de água pelo organismo.

Controle as caloria ingeridas – A dica para evitar o aumento de peso nessa época é fugir do consumo de alimentos com excesso de calorias. Opte por alimentos ricos em fibras e proteínas, como vegetais e carnes magras. Nesta época, o ideal é fazer um lanche leve (uma fruta, barra de cereais ou um iogurte, por exemplo) antes de ir a um evento. Pular as entradinhas também ajuda a diminuir o exagero causado pelo excesso nas festas de fim de ano. Deixar os carboidratos para o final da refeição e optar por uma pequena porção de sobremesa também ajuda.

O principal problema nas festas de fim de ano é o exagero, que é o vilão da saúde e do bem-estar. O ideal é saber escolher o que comer e, principalmente, o quanto comer. Não é preciso banir os panetones e outros doces que compõem as mesas nas comemorações. Apesar de serem muito calóricos, não há a necessidade de excluí-los do cardápio. É possível consumi-los, desde que seja moderadamente. Além dos doces tradicionais, o consumo de carnes gordurosas também deve ser evitado. O ideal é optar por carnes mais magras, como lombo e chester.

Dicas para uma ceia saudável:

  • Ao iniciar sua ceia, opte por uma salada bem colorida e, depois, prepare algum tipo de carne magra com algum acompanhamento como: legumes, arroz ou farofa, de preferência elaborada com vegetais picadinhos, não esquecendo de controlar a quantidade;
  • Escolha carnes brancas sem pele (frango e peru). Dê preferência a carnes grelhadas, assadas ou cozidas;
  • Tempere as saladas com limão ou vinagre balsâmico; e azeite de oliva.
  • Para a sobremesa, dê preferência às frutas.

Equipe Centro VITA de Tratamento da Obesidade e Diabetes

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Calor requer ingerir mais água

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de dezembro de 2018
(Imagem: Pixabay)

Temperatura elevada requer uma atenção especial quanto à ingestão de água. Para manter a temperatura corporal adequada o organismo aumenta a produção de suor. Com a transpiração perde-se água e sais minerais, que são fundamentais para o funcionamento do corpo. O que torna necessário consumir mais líquido para manter o corpo hidratado.  Mesmo que a pessoa não sinta sede, pois a sede é sinal de que o organismo já está desidratado. 

Um adulto necessita ingerir em média 2 litros de água por dia, porém em dias secos e quentes ou com a prática de exercícios, pode-se consumir até cinco litros diários, isto é, 200 ml a cada 20 minutos de atividade física moderada. A falta do líquido no corpo causa desidratação e está associada a uma redução do volume sanguíneo. A ausência dela no organismo pode levar a alterações no funcionamento do coração, dos rins e do cérebro. Os sintomas são fraqueza, tontura, cansaço, e em casos extremos pode levar à morte. 

Beba água!

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Tumores intracranianos: homens são mais suscetíveis a desenvolver o problema

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 07 de dezembro de 2018

Estimativas apontam 11 mil novos casos, no Brasil, em 2018

Imagem Pixabay

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, no Brasil, o ano de 2018 finalizará com mais de 11 mil novos casos de câncer do sistema nervoso central, com um risco estimado de 5,62 casos novos a cada 100 mil homens e 5,17 para cada 100 mil mulheres, sendo portanto, discretamente mais comum em homens.

Os tumores intracranianos são lesões ou massas localizadas dentro do crânio, formadas por células anormais de origem do próprio cérebro ou de outros órgãos. São causados por alterações genéticas, que usualmente ocorrem ao longo da vida em decorrência da duplicação atípica das células.

Em alguns casos pode haver uma condição genética congênita, ou seja, que acompanha o paciente desde o nascimento, que pode ser um fator predisponente para o crescimento de tumores intracranianos, como por exemplo, a Neurofibromatose tipo I e tipo II.

Ocasionalmente, doenças adquiridas ao longo da vida podem ser fatores de risco para os tumores cerebrais. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (AIDS), decorrente da infecção pelo HIV, também pode aumentar a chance de um tumor cerebral, assim como neoplasias malignas de outros órgãos, como tumores de mama, pulmão e pele, entre outros, que podem enviar células cancerosas por meio da corrente sanguínea até o cérebro.

Os tumores cerebrais podem ser benignos ou malignos. O neurocirurgião explica que os benignos são aqueles que têm um crescimento lento e pouca probabilidade de disseminação e recidiva após tratamento e, usualmente, precisam ser tratados quando ocasionam sintomas neurológicos incapacitantes ou causam compressão significativa sobre o cérebro sadio. Já os tumores cerebrais malignos, por sua vez, têm uma tendência maior à invasão de outras estruturas e recidiva, de modo que quase sempre necessitam de tratamento mais agressivo.

Sintomas

Os sintomas dos tumores cerebrais, na maioria das vezes, incluem dor de cabeça recente ou com piora progressiva, convulsões (crise epiléptica), náuseas e/ou vômitos inexplicáveis, confusão mental, desorientação, incoordenação para caminhar e se equilibrar, fraqueza nas pernas ou braços, dificuldade para falar ou compreender, alterações da sensibilidade do corpo, sonolência, turvação visual, dentre outros. Em alguns casos pacientes com tumores cerebrais podem não apresentar nenhum sintoma, com a descoberta da lesão de forma incidental ao fazer um exame complementar por outro motivo. É importante ressaltar que a presença dos sintomas de forma isolada não confirma a existência de um tumor intracraniano, tornando necessária a avaliação neurológica acompanhada de exames específicos.

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Diagnóstico

O diagnóstico é feito após avaliação médica com realização do exame físico geral e neurológico, com identificação dos sintomas, seguida da avaliação dos exames complementares, normalmente tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste, que evidenciam detalhadamente a localização e podem orientar o médico em relação ao tipo de tumor.

Tratamento

O tratamento dos tumores intracranianos é realizado de forma multidisciplinar envolvendo cuidados de saúde de diversas especialidades médicas, como neurocirurgião, oncologista, neurologista, patologista e radioterapeuta, além de outros profissionais de saúde, como enfermeiros e equipe de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionista.

Na maioria das vezes a atuação do médico neurocirurgião é indispensável, avaliando e, quando indicado, realizando a cirurgia de retirada da lesão. O médico oncologista atua em tumores malignos, conduzindo o tratamento complementar ou primário de quimioterapia e radioterapia. Já o médico radioterapeuta realiza o tratamento de radioterapia em tumores benignos ou malignos, quando há susceptibilidade da lesão à radiação. O médico neurologista realiza o acompanhamento neurológico clínico, muitas vezes realizando o diagnóstico e tratando clinicamente alterações do estado neurológico do paciente.

O tratamento cirúrgico dos tumores deve ser indicado para realização do diagnóstico do tipo de lesão por meio de biópsia, para descompressão das estruturas cerebrais comprimidas pelo tumor e para tratamento da pressão aumentada no espaço intracraniano. Deve ser realizado idealmente em centros especializados que possuam infraestrutura e capacitação para dar continuidade ao tratamento do paciente desde o período de planejamento da cirurgia até o acompanhamento oncológico pós-operatório, quando necessário.

A cirurgia de retirada do tumor é realizada por craniotomia, que é a remoção do osso para acesso à lesão, seguida de ressecção (remoção) tumoral e fixação do osso com miniplacas ao local original. Após a extração, é realizado o estudo histopatológico (biópsia) pelo médico patologista, para confirmação do tipo de lesão e definição do grau de agressividade (benigno ou maligno). Em lesões de difícil acesso, que se localizam abaixo do tecido cerebral sadio e em áreas importantes para funções cerebrais primordiais, podem ser utilizados recursos de localização durante a cirurgia, como a neuronavegação ou ultrassonografia cerebral, de modo a reduzir a possibilidade de sequela neurológica pós-operatória. Em lesões que se localizam próximas à região cerebral responsável pela fala, pode ser realizada a cirurgia de retirada do tumor com o paciente acordado e conversando com o cirurgião, para que haja maior possibilidade de preservação desta importante função neurológica.

Atualmente as chances de sequelas neurológicas decorrentes do tratamento dos tumores intracranianos em áreas cerebrais chamadas eloquentes (movimentos, fala, expressão facial, deglutição, dentre outros) são cada vez menores, mas nos casos em que elas ocorrem os profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia realizam a reabilitação neurológica, que em alguns casos podem durar até seis meses, com excelentes resultados.

Prevenção

Considerando a causa genética das neoplasias, há pouco para se fazer em relação à prevenção dos tumores cerebrais. Pacientes com câncer de outras partes do corpo devem realizar o tratamento oncológico adequado, reduzindo assim a possibilidade de disseminação da doença para o cérebro. Além disso, pacientes com sintomas neurológicos recentes devem procurar assistência médica para que possa ser feito o diagnóstico precoce com possibilidade de tratamento adequado e maior probabilidade de bons resultados.

Dr. Caio Tannus Vianna Ribeiro, neurocirurgião

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Fechamento precoce de ossos cranianos de recém-nascidos pode influenciar desenvolvimento da criança

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 30 de novembro de 2018

(Imagem Pixabay)

A cranioestenose ou craniosinostose é o fechamento precoce de uma ou mais suturas   cranianas – articulações entre os ossos que compõe a caixa craniana e que facilitam a passagem da criança no canal do parto quando do nascimento. A principal característica  da craniosinostose é a deformidade da cabeça do recém-nascido.

A causa pode ter origem  devido a mutações genéticas  ou pode estar relacionada a alterações ocorridas durante a gestação. Uma forma específica de deformidade  é a chamada plagiocefalia posicional  que pode ter como causa  um  posicionamento anormal dentro do útero levando a compressão do crânio do bebê. Outro fator de deformidade é o posicionamento constante da cabeça da criança em uma única posição, seja ao dormir ou ao uso do bebê conforto.

As craniosinostoses têm uma incidência de um a cada 2.500  nascimentos e não são passíveis de prevenção.

diagnóstico é suspeitado pelo pediatra quando ocorre deformidade da cabeça do recém-nascido e que tende a piorar com o tempo. Quando existem  suspeitas do bebê ser portador de uma craniosinostose, optamos pela realização de uma tomografia em três dimensões. Tais exames nos auxiliam sobremaneira no tratamento. Na atualidade se procura evitar o uso do raio x, o qual acarreta uma dose maior de radiação para a criança e deve ser evitado. Existem formas de craniosinostose que se associam a uma variedade extensa de malformações no corpo e na cabeça do bebê. São as craniosinostoses sindrômicas, formas mais graves e complexas da doença.

Ao contrário do que se pensa, a craniosinostose não causa problemas mentais. A ocorrência de alterações cognitivas e psicológicas não são infrequentes. De maneira geral, o tratamento da craniosinostose  não sindrômica  é instituído até o oitavo mês de vida. Todas as craniosinostoses são passíveis de tratamento cirúrgico,  exceto a  plagiocefalia posicional, a qual  muito raramente é operada. As técnicas cirúrgicas variam com a deformidade craniana específica apresentada pelo bebê.

Os resultados cirúrgicos estão também diretamente ligados à experiência do cirurgião e sua equipe. A importância  de equipes bem treinadas,  experientes e hospitais especializados em neurocirurgia pediátrica  são fatores determinantes  para o sucesso do tratamento. Alguns  procedimentos cirúrgicos podem envolver o tratamento de várias suturas cranianas,  consumindo assim um tempo  bastante prolongado. A perfeita compreensão do planejamento cirúrgico, os resultados esperados e o tempo de recuperação,   assim como os possíveis riscos e complicações devem ser amplamente discutidos com  o cirurgião e a família. Algumas crianças que não são submetidas ao tratamento podem vir a desenvolver alterações na visão e eventualmente problemas de desenvolvimento intelectual. Outras  crianças,   não operadas,  sofrem problemas de ordem psicológica dada a deformidade craniana.

 

Dr. Silvio Machado, neurocirurgião pediátrico

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