Você cuida da saúde dos seus olhos?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 14 de julho de 2017

“Os olhos são os espelhos da alma”. A frase é de origem desconhecida, mas sabemos que os olhos também necessitam de atenção. Olho seco, conjuntivites, catarata, erros de refração – como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, que direcionam a luz para focá-la na retina – são alguns dos principais problemas que afetam as pessoas. Por isso, para manter a saúde ocular e evitar problemas na vista devemos tomar algumas precauções para proteger nossos olhos.

Visão borrada – Muitas pessoas costumam passar horas em frente ao computador, seja no trabalho ou em casa. Após esse período, surge a sensação de ardência nos olhos ou de visão borrada. Essa condição é tão comum que surgiu uma expressão médica a fim de descrever os problemas de visão relacionados ao uso prolongado de computadores, celulares e tablets: “cansaço digital dos olhos“ ou ”síndrome do olho seco”. Para quem fica durante muito tempo realizando atividades em frente ao monitor do computador ou com o smartphone, a dica é para que, de uma em uma hora, descanse a vista em torno de 5 a 10 minutos.

Perda ou visão dupla e borrada – Qualquer alteração na visão é um sinal de alerta que requer atenção imediata. Se perceber que está com visão dupla, borrada ou se perder a visão, procure um médico com urgência, pois esses podem ser os primeiros sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC).

Alimentação – Fala-se muito sobre o papel dos antioxidantes na prevenção do envelhecimento celular e do corpo. Essas substâncias são responsáveis por diminuir o acúmulo de metabólitos, que são restos ou subprodutos da respiração celular e que são cumulativos, fazendo com que após alguns anos surjam lesões que podem afetar a visão. Daí a importância de ter uma alimentação saudável e rica em antioxidantes, isso pode prevenir ou adiar o aparecimento de tais lesões como, por exemplo, ocorre na degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que traz transtornos aos seus portadores. Além disso, deve-se ingerir ômega 3, ácido graxo essencial e que não é produzido pelo nosso corpo. Ele tem um papel importante para a manutenção dos mecanismos de lubrificação dos olhos, além de outros órgãos do corpo. Pode-se consumir via dieta (salmão, peixes de água fria) ou suplemento/capsulas (1g ao dia).

Lentes de Contato – A opção está mais acessível e, por isso, um grande número de usuários não tem a noção exata da sua correta adaptação. Para evitar complicações é importante seguir as dicas do oftalmologista para os devidos cuidados que devem ser tomados, como: o tempo correto do descarte, a maneira de higienizar, o nível de transmissão de ar para o globo ocular, o acerto na escolha da curvatura, as condições dos olhos que as receberão etc. Doenças e infecções causadas pelo uso errado de lentes de contato podem ser evitadas quanto sob acompanhamento de um profissional.

 

Sete dicas para manter a saúde ocular:

  1. Durma bem – O sono influencia no cansaço do corpo e dos olhos. Dormir mal ou poucas horas pode causar vermelhidão ocular, vista cansada e inchaços.
  2. Evite o consumo de bebidas alcóolicas – Apesar das bebidas alcoólicas serem metabolizadas pelo fígado, elas produzem resíduos tóxicos, o que favorece o envelhecimento precoce das células oculares. Além disso, o álcool causa desidratação, afetando também os olhos.
  3. Tenha uma dieta equilibrada – Hábitos alimentares saudáveis influenciam todo o organismo, inclusive os olhos. Indica-se ingerir vegetais verdes escuros pois fornecem vitaminas benéficas para a retina.
  4. Use óculos de sol – Óculos com proteção ultravioleta (UV) devem ser utilizados sempre, já que a luz UV é prejudicial às células da retina e causam o envelhecimento precoce delas. Além disso, a incidência dos raios UV nos olhos podem provocar catarata precoce e o desenvolvimento de doenças degenerativas da retina. Lâmpadas fluorescentes também liberam tais raios, o escurecimento de aparelhos expostos continuamente a tais lâmpadas é uma prova. As lentes dos óculos precisam ter boa qualidade para que possam filtrar os raios e o uso de filtros já é também largamente utilizado nas lentes de contato de boa qualidade e até mesmo nas lentes intraoculares implantadas na cirurgia da catarata.
  5. Tempo seco – A baixa umidade do ar é responsável por causar irritação, ardência e vermelhidão nos olhos devido à evaporação da lágrima. Deve-se evitar o uso de ventilador e ar-condicionado, pois ressecam ainda mais os olhos. Quando isso ocorrer, indica-se utilizar colírios lubrificantes, conhecidos como “lágrimas artificias”.
  6. Óculos de grau – Os óculos de grau devem ser usados corretamente, para evitar problemas oculares e incômodos, como dores de cabeça e cansaço das vistas.
  7. Vá ao oftalmologista anualmente – Indica-se consultar, pelo menos, uma vez ao ano com um especialista. O oftalmologista avaliará a qualidade da visão e as condições oculares, além de atualizar o grau dos óculos, se necessário. Exames para analisar a pressão intraocular e a retina devem ser feitos periodicamente. É importante realizar exames preventivos, inclusive em crianças.

Dr. Roberto Veleda Bermudez, oftalmologista

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Inverno: sua pele requer atenção especial nesta estação

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 10 de julho de 2017

Com a chegada do frio, algumas mudanças podem ser percebidas na nossa pele, principalmente nas cidades mais ao sul do país, onde ele é mais intenso.

A baixa umidade do ar e a queda da temperatura, características do inverno, contribuem para o ressecamento da pele. Neste período é comum, também, ficar por muito tempo em ambientes com ar-condicionado o que pode deixar a pele e as mucosas dos lábios, nariz e olhos mais sensíveis. A pele pode ficar com aspecto “craquelado”, com sensação de “repuxamento”, e nas mucosas dos lábios e nariz, pode ocorrer fissuras, ardência e até sangramento.

Por outro lado, aqueles que têm pele oleosa na face podem apresentar aumento da oleosidade e, até mesmo, uma piora da dermatite seborreica (aquela descamação localizada ao redor do nariz, nos supercílios, atrás das orelhas e no couro cabeludo) nesta época do ano.

Sendo assim, veja algumas dicas para manter sua pele saudável enquanto o calor não volta.

Tenha uma alimentação adequada – O ideal é ingerir frutas, hortaliças e legumes, alimentos esses que são fontes de vitaminas e minerais que neutralizam os radicais livres, prevenindo o envelhecimento da pele. As frutas ricas em vitamina C, como o morango, a laranja, a mexerica, o limão e a cereja, entre outras; e vegetais, como o brócolis, o repolho e a cenoura, são exemplos de alimentos para serem consumidos no inverno.

A soja também deve ser adicionada a uma dieta saudável. O alimento é rico em isoflavonas – substâncias que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Já as amêndoas, castanhas e nozes são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, importantes aliados para manter a pele saudável e bonita, por isso, também devem ser incluídas na alimentação.

Beba água – Nesta época do ano é comum as pessoas diminuírem o consumo de líquidos. Manter a ingestão de água é de extrema importância para manter a hidratação da pele e de todo o organismo que, naturalmente, fica fragilizada devido ao clima frio. Um corpo hidratado é responsável por preservar a pele macia e elástica. Já os indivíduos que têm dificuldade de beber água durante o inverno, a sugestão é tomar chás claros ou de frutas, dividindo a quantidade indicada para um dia (dois litros) entre água e chás. Isso torna o consumo mais agradável.

Evite banhos muito quentes e prolongados – Quanto menos quente a água do banho e mais rápida a duração dele, melhor. A água em temperaturas muito elevadas contribui para alterar a composição do manto hidrolipídico – barreira hidratante composta de lipídeos e água, que recobre toda a pele, protegendo-a.

Evite se ensaboar demais e não use bucha, isso retira também a hidratação natural da pele. E se tomar dois banhos por dia, ensaboe o corpo todo em apenas um deles.  No outro, só ensaboe as áreas de dobra de pele (axilas, regiões inguinais e nádegas).

Prefira sabonetes neutros, com o pH semelhante da pele, que é ácido. O ideal é que o pH da pele seja, em média de 5.5 para que o manto hidrolipídico desempenhe bem a sua função. Se o pH do sabonete for maior, ou seja, mais alcalino e mais detergente, sua pele apresentará maior ressecamento e sensibilidade.

Hidrate o corpo – Cremes ou loções contendo ureia, alantoína, glicerina, ceramidas, e pantenol são ótimas opções para aplicação no corpo todo, com a pele ainda úmida e logo após o banho (pois ajuda a penetrar mais rapidamente o hidratante). Atenção especial deve ser dada às áreas naturalmente mais ressecadas como mãos, pés, cotovelos e joelhos. Uma dica é aplicar cremes hidratantes potentes, mais viscosos, e específicos para essas regiões.

Cuide do rosto – Vale lembrar que os cremes para o rosto não são o mesmos usados no resto do corpo. Nesse local há mais glândulas sebáceas (por isso uma pessoa pode ter pele do rosto oleosa e do corpo seca).  Use hidratantes específicos, de preferência contendo ácido hialurônico e antioxidantes, de acordo com cada tipo de pele. Se a pele for naturalmente oleosa evite lavar a face com água quente, pois isso estimula a produção de mais oleosidade. Evite também alimentos gordurosos e use preferencialmente hidratantes em sérum, gel-cremes e emulsão “oil free” que auxiliam na hidratação e evitam o aumento da oleosidade.

Hidrate os lábios – Geralmente ressecam muito durante o inverno, podendo surgir inclusive rachaduras e sangramentos. Recomenda-se usar hidratantes labiais com substâncias que promovem formação de um filme protetor, além de efeito umectante. Em dias mais frios, use o protetor várias vezes ao dia. E não passe a língua sobre os lábios para molhá-los, pois isso só vai piorar o ressecamento.

Atenção às unhas – Com o clima seco e frio, as unhas e cutículas ressecam mais e podem surgir as fissuras nas polpas digitais, descamação lamelar das unhas e fragilidade das cutículas. Evite água quente para lavar as mãos, use luvas durante manuseio de produtos de limpeza ou detergentes, e prefira removedores de esmalte oleosos a acetonas. A hidratação para cutículas e unhas também podem ajudar, aplique em forma de massagem nestes locais, várias vezes ao dia. Enfim, ficar pelo menos sete dias por mês sem esmalte para poder evitar a desidratação.

Os cabelos não ficam de fora – Banhos com água muito quente podem aumentar a oleosidade do couro cabeludo e prejudicar os fios, que ficam ressecados e quebradiços. A oleosidade e a presença de fungos podem causar as temidas “caspas”. Deixar os cabelos úmidos por períodos prolongados também favorece o desenvolvimento de fungos. Por isso, utilize sempre xampu e condicionador de boa qualidade e indicados para seu tipo de cabelo.

Filtro solar – Usar diariamente o filtro solar é importante, pois as frações da radiação ultravioleta são invisíveis e estão presentes até em dias nublados e chuvosos, portanto, não esqueça de usar e reaplicar todos os dias! Para quem já tem a pele mais sensível ou seca, ou está fazendo tratamentos dermatológicos com ácidos, peelings e lasers, recomenda-se o uso de filtros solares com textura mais emoliente, hidratante.

Procedimentos Dermatológicos – O inverno também é a época mais indicada para realizar procedimentos e tratamentos dermatológicos que requerem que o paciente evite a exposição solar, como peelings, tratamentos e depilação a laser, entre outros.

 

Dra. Tatiane Bacchi Gehlen Lenzi de Araújo, dermatologista

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O quinto sinal vital

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 06 de julho de 2017

Os sinais vitais do paciente são: temperatura, pulso, respiração e pressão arterial. Existem equipamentos próprios que verificam cada um e que devem ser utilizados com cautela e sempre que possível. Os quatro itens ainda contam com um quinto elemento a ser monitorado: a dor. “Controlar a dor é importante, porque é a partir dessa avaliação que é possível tratar o paciente de forma adequada com os instrumentos necessários para conter esse sintoma”, revela a enfermeira Áquila Lopes Gouvea, responsável pelo Serviço de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A enfermeira foi a convidada do I Encontro para Capacitação em Dor, promovido pelo Hospital VITA, localizado em Curitiba. O evento, voltado ao público interno (médicos, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos e fisioterapeutas) e convidados do Hospital, teve como tema “Dor – Inclusão do 5º Sinal Vital”. Segundo a palestrante, incluir a dor no protocolo de sinais vitais, monitorados durante o período em que a pessoa fica internada, traz inúmeras vantagens ao paciente, dentre elas a de acelerar a recuperação e reduzir o tempo de hospitalização.  “Além disso, oferece mais independência ao paciente que, ao sentir menos dor, vai conseguir fazer as atividades sozinho”, complementa.

Segundo Áquila, a frequência de avaliação da dor pode variar de acordo com a rotina da instituição e com as condições do paciente, que podem mudar conforme a necessidade e estado de saúde da pessoa que está internada. O grau de intensidade da dor é avaliada de 1 a 10, sendo que de 7 a 9 equivale a dor forte e 10 a dor insuportável.

Dor – De acordo com a Sociedade Internacional para Estudo da Dor (IASP), trata-se de experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo por meio das experiências anteriores.

Palestra foi realizada no Auditório do Hospital VITA Curitiba

Dr. Evanius Garcia Wiermann, chefe do serviço de Oncologia do Hospital VITA, e a enfermeira Áquila Lopes Gouvea

Equipe do Serviço de Oncologia do Hospital VITA Curitiba com a convidada, enfermeira Áquila Lopes Gouvea

 

Fotos: divulgação / Smartcom

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Cuidados com idosos devem ser redobrados durante o inverno

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 30 de junho de 2017

Os idosos, assim como as crianças, são as pessoas que mais sofrem com a chegada da estação mais fria do ano: o inverno. É uma época em que eles merecem mais cuidados e atenção.

Isso porque as infecções respiratórias são frequentes. Por conta do ar frio, os idosos evitam sair de casa, por isso, andam menos, perdem a agilidade e acabam não se expondo ao sol, o que reduz o nível de vitamina D que está diretamente relacionada à força muscular. Com pouca vitamina no organismo, aumentam as chances de quedas.

A baixa nas atividades também pioram as dores articulares e aumentam os casos de hipotermia, já que nesta fase da vida, a pessoa tem menor sensibilidade ao frio e não percebe que o corpo não está mantendo a temperatura habitual. As fraturas e até o óbito podem ocorrer com mais facilidade nos meses mais gelados. Para prevenir estes problemas, o idoso deve seguir algumas dicas como:

– controlar as doenças crônicas, tais como, cardíacas, pulmonares e diabetes;

– tomar vacina contra gripe e pneumonia;

– manter uma alimentação adequada e equilibrada;

– praticar atividades físicas regularmente, mas optando por ambientes fechados (academias ou fazer caminhadas em shoppings centers);

– fazer alongamento e, se necessário, fisioterapia;

– tomar banhos rápidos nas horas mais quentes do dia, com água bem aquecida e, de preferência, usar sabonete glicerinado;

– manter a pele hidratada com creme e ingerir de 1,5l a 2l de água diariamente;

– usar acessórios como gorro, cachecol, sobretudo e luvas;

– preferir cobertores grossos e aquecedores de ambiente, mas estes regulados no máximo a 21° C;

– revisar aquecedores de ambiente anualmente;

– higienizar frequentemente aparelhos de ar condicionado;

– tomar cuidado com lareiras para não ocorrer intoxicação por fumaça e monóxido de carbono;

– evitar ambientes fechados e sem circulação de ar;

– atenção as de bolsa de água térmica. Os idosos, principalmente os diabéticos, podem não ter sensibilidade nos pés e causar queimaduras por conta da água excessivamente quente;

– repor vitamina D e não esquecer o protetor solar;

– utilizar lenços higiênicos descartáveis e não de tecido;

– lavar frequentemente as mãos ou higienizá-las com álcool 70%;

– evitar a automedicação e procurar atendimento médico sempre que surgirem sintomas diferentes.

 

 

Dr. Rodolfo Pedrão, geriatra

 

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