Novembro Azul

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de novembro de 2018

(Imagem Pixabay)

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Estatísticas apontam que ocorrem cerca de 50 mil casos por ano e que o problema mata um homem a cada 15 minutos.
O preconceito relacionado aos exames continua a ser uma barreira para o diagnóstico precoce, assim como, procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, além de dificultar o tratamento. Se identificado na fase inicial, isto é, quando não são apresentados sintomas claros, o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

Alguns tumores podem crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais.

O problema também é considerado uma doença da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Porém, é recomendado que se inicie a realização anual de exame aos 45 anos e, se o homem tiver histórico de câncer de próstata na família, o acompanhamento deve iniciar a partir dos 40 anos. Um homem cujo pai ou tio tiveram câncer de próstata tem o dobro de risco de desenvolver a doença. Esse risco torna-se maior ainda para os homens que têm um irmão com o problema. Se o paciente tiver menos de 65 anos e um parente com a neoplasia, a probabilidade aumenta de 6 a 11 vezes.

Incidência – Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as partes do Brasil, com 95,63 para cada 100 mil habitantes na Região Sul, 67,59/100 mil no Centro-Oeste, 62,36/100 mil no Sudeste, 51,84/100 mil no Nordeste e 29,50/100 mil na Região Norte.

Saúde do homem – Além do câncer de próstata, as doenças que acometem a população masculina com mais frequência são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual.

Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano. A proteção contra essas anomalias passa por hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, não fumar e praticar atividades físicas. Estas atitudes contribuem para a melhoria da saúde e prevenção de doenças.

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Vai começar o horário de verão

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de novembro de 2018

(Imagem Pixabay)

Neste fim de semana, começa o Horário de Verão. Os relógios das regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além do Distrito Federal, serão adiantados por uma hora.

Algumas pessoas sentem muitas dificuldades de adaptação com a mudança de horário. Isso acontece porque a rotina estabelecida pelo nosso organismo, que já está adaptado a um horário, sente a necessidade de construir outro hábito.

Alterações no sono, ansiedade, cansaço, dores musculares, irritabilidade, queda de imunidade, entre outros, são alguns dos sinais. Por isso,  as pessoas que apresentarem algum desses sintomas devem parar o que estão fazendo e, se possível, descansar. Outras dicas para a adaptação ao novo horário são evitar dormir durante o dia, não se alimentar muito e fazer exercícios mais leves. A cafeína também pode ajudar.

O processo de adaptação pode durar em torno de dez dias, mas quanto antes iniciar, mais rápido o corpo irá se acostumar ao horário novo. Quem mais sofre com essa alteração no horário são as pessoas de idade e crianças, por possuir organismos menos resistentes.

 

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Dia Mundial de Combate ao AVC

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de outubro de 2018

Imagem Pixabay

Em 29 de outubro celebra-se o Dia Mundial do AVC. O acidente vascular cerebral ou acidente vascular encefálico (AVE), popularmente conhecido como derrame, constitui importante fator de mortalidade e incapacidade física na população e é um dos maiores problemas contemporâneos de saúde pública. Atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano, por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença.

No Brasil, são registradas cerca de 68 mil mortes por AVC anualmente. O problema representa a primeira causa de morte e incapacidade no país, gerando grande impacto econômico e social. 

O risco de AVC aumenta com a idade, sobretudo após os 55 anos. O aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Indivíduos da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame e segundo o Ministério da Saúde, o fumo é responsável por cerca de 25% das doenças vasculares. 

Há dois tipos de AVC: o isquêmico (85% dos casos), provocado pela obstrução dos vasos sanguíneos, e o hemorrágico (15% dos casos), ligado a quadros de hipertensão arterial que causa sangramento dentro do tecido cerebral.

No AVC isquêmico (AVCI), os sintomas dependem da área do cérebro onde ocorre a insuficiência no fluxo sanguíneo e tem diferentes causas, sendo que o responsável, na maioria das vezes, é um êmbolo (trombo ou coágulo), que solto na corrente sanguínea vai ocluir um vaso à distância.

Por isso, no combate à doença são essenciais os programas de prevenção, uma vez que 90% dos casos podem ser evitados. No entanto, quando ocorre o AVCI, o paciente pode ser tratado se chegar rapidamente a um hospital preparado, inclusive com reversão total dos déficits. Para que isto seja possível, torna-se necessária a educação continuada das pessoas para reconhecerem quais sintomas possam ser indicativos de um AVC.

Sintomas: O AVCI apresenta fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão e da sensibilidade de um lado do corpo. Já o tipo hemorrágico, o médico conta que traz avisos, como alteração motora, paralisia de um lado do corpo, distúrbios da fala e sensitivo, além de alteração no nível de consciência, mas todos os sinais dependem do local do cérebro que foi acometido. É o mais grave e tem altos índices de mortalidade. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do AVC.

O tratamento do AVC pela técnica endovascular foi possível pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos, o surgimento de novos materiais e medicamentos específicos, tornaram a realização dos procedimentos endovasculares para tratamento da etiologia do AVCI, menos desconfortáveis, precisos e fundamentalmente seguros. Tornaram-se uma prática diária no tratamento da doença vascular cerebral, nas mais variadas indicações e localizações. Dos tratamentos hoje reconhecidos pela comunidade médica, a terapia endovascular do AVC agudo por resgate do trombo (coágulo), é a forma menos agressiva e eficaz de minimizar o dano ao paciente e restabelecê-lo à sociedade.

Neste tratamento o neurorradiologista intervencionista se utiliza do acesso natural ao cérebro por meio dos vasos sanguíneos. Um microcateter (com diâmetros pequenos de até meio milímetro) é introduzido, por um cateterismo superseletivo, nos vasos cerebrais até chegar ao vaso ocluído para fazer a desobstrução, retirando o trombo e liberando fluxo sanguíneo para a área isquêmica.

 

Dr. Gelson Kopp, médico neurorradiologista intervencionista              

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Cálcio: um aliado contra a osteoporose

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 19 de outubro de 2018

Em 20 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Osteoporose 

Imagem Pixabay

Disfunção é considerada o segundo maior problema de saúde mundial

O cálcio é um mineral essencial para a saúde dos ossos, dentes, músculos, nervos e bem-estar geral do corpo humano. Sua ausência ou uma dieta com baixa ingestão é um fator de risco para a ocorrência da osteoporose, doença em que a densidade e a qualidade dos ossos é reduzida, causando o enfraquecimento do esqueleto e, por consequência, o aumento do risco de fraturas.

A osteoporose é considerada o segundo maior problema de saúde mundial, por ser a principal causa de fraturas em idosos, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil, direta ou indiretamente, em decorrência dessas fraturas. Mesmo após uma fratura osteoporótica, o diagnóstico da doença acaba não sendo feito e o paciente não é encaminhado para tratamento.

O cálcio ainda atua na contração e relaxamento muscular, regula inclusive os batimentos cardíacos. O mineral também está envolvido em outros importantes processos como na coagulação sanguínea, ativação de enzimas responsáveis pela digestão de gorduras e metabolismo de proteínas, bem como na regulação e transmissão de impulsos nervosos.

O nutriente é encontrado em abundância no leite e demais produtos lácteos, como queijos e iogurtes. Além disso, nozes, amêndoas, sementes, leguminosas e proteína da soja são boas fontes de cálcio.

A falta ou o excesso de cálcio pode ser fatal. Sua concentração sanguínea é regulada fortemente pelo hormônio das glândulas paratireoides, o PTH. Discretas alterações da concentração de cálcio cursam com liberação do PTH, que é responsável por manter equilíbrio deste mineral através da absorção do cálcio depositado no osso. Em situações de carência prolongada desse nutriente, o osso fica depletado por esse processo, o que o deixa mais frágil.

Sintomas da osteoporose

É uma doença silenciosa, que dificilmente dá qualquer tipo de sintoma. Costuma se manifestar por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur e coluna. Outros sintomas podem surgir em decorrência das fraturas, como dor musculoesquelética, diminuição progressiva de estatura e deformidades ósseas com encurvamento da coluna tipo corcunda.

Osso com osteoporose

Osso com osteoporose

Diagnóstico

O ideal é que sejam feitos exames de rastreamento para que a osteoporose seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas. Infelizmente, na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da osteoporose. Isso ocorre porque a doença não dá sintomas perceptíveis.

O principal método para diagnosticar essa patologia, tanto precocemente quanto após uma fratura, é a densitometria óssea – exame de imagem que mede a densidade do osso e reflete a atual situação do local estudado. Além da densitometria, o médico pode pedir exames para investigar outras possíveis doenças que podem causar a osteoporose, assim como radiografias e outras imagens para diagnóstico de fraturas e complicações.

Quem pode ter osteoporose

O problema atinge homens e mulheres, com predomínio do sexo feminino e indivíduos idosos. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas pois a falta do hormônio feminino, o estrogênio, diminui a formação óssea. Este fato torna os ossos porosos como uma esponja.

Principais fatores de risco para desenvolver osteoporose

Ser do sexo feminino;

História prévia de fratura por trauma mínimo;

Raça asiática ou branca;

Idade avançada em ambos os sexos;

Histórico familiar de osteoporose;

Vida sedentária;

Baixa ingestão de cálcio e vitamina D;

Fumar ou ingerir bebida alcoólica em excesso;

Imobilização prolongada;

Baixo peso corporal;

Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, corticóides, lítio e metotrexato;

Doenças crônicas.

É necessário ficar atento aos fatores de risco demonstrados acima. Na presença de algum deles, a pessoa deve agendar uma consulta com um profissional especializado na doença. Por meio da identificação dos fatores de risco, avaliação e exame clínicos detalhados, o médico poderá estimar o risco para osteoporose e, consequentemente, fraturas.

Tratamento

Existem tratamentos eficazes e simples de serem realizados, que têm como objetivo retardar ou interromper a perda óssea, prevenir fraturas e controlar a dor. A escolha do tratamento deve ser individualizada.

Prevenção

O risco de desenvolver a osteoporose pode ser reduzido quando algumas medidas como uma alimentação rica em cálcio e o aporte adequado de vitamina D forem proporcionados ao longo da vida. A realização de exercícios físicos regulares, de resistência, para fortalecimento muscular reduz o risco de quedas e fraturas, além de promover um modesto aumento da densidade óssea. Além das atividades físicas, segundo o ortopedista, uma estratégia de prevenção deve incluir a revisão de medicamentos psicoativos e outros associados ao risco de quedas, avaliação de problemas neurológicos, correção de distúrbios visuais e auditivos e medidas de segurança ambiental conforme protocolos de prevenção de quedas. Por fim, hábitos como tabagismo e etilismo devem ser rigorosamente desencorajados.

Principais sinais e sintomas da deficiência de cálcio

Dentes frágeis, unhas fracas e quebradiças, queda de cabelo, pele seca com descamação e rachadura, câimbras, taquicardia, formigamento, contrações musculares contínuas, diminuição da memória, insônia, irritabilidade e agitação.

 

 

Dr. Jonas Lenzi, médico ortopedista

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