Imunização: tomar todas as vacinas é a melhor forma de evitar doenças e epidemias

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de junho de 2017

A imunização por meio de vacinas é a forma mais adequada para prevenir doenças. As vacinas são substâncias obtidas de vírus ou bactérias mortos ou inativados administrados no organismo humano para criar imunidade a determinadas doenças. Baseia-se na capacidade de reação do organismo aos componentes antigênicos e a exposição aos agentes infecciosos ao produzir anticorpos e a proteção contra esses agentes que produzem as doenças. Quando somos vacinados contra uma determinada doença passamos a ter imunidade em relação a ela.

Como Saúde Pública os programas de saneamento básico e os programas de vacinação foram os que apresentaram maior sucesso salvando vidas.

O Brasil possui um Programa Nacional de Imunização com mais de 40 anos e a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Por orientação destas entidades científicas são realizados estudos e a formulação de novos produtos para proteger a população.

Responsáveis pela erradicação de doenças como poliomielite e varíola, mantendo também sob controle a coqueluche, o sarampo e a rubéola, as vacinas podem ser encontradas na rede pública ou no setor privado.

As vacinas reduzem o número de casos de pneumonias, diarreias, gripes, tétano, dengue, febre amarela, hepatites virais, tuberculose e várias outras infecções. Como consequência, os índices de mortalidade que podem ser causados por essas doenças diminuem.

Fabricação: cada vacina é produzida de forma diferente. Algumas utilizam o agente agressor – enfraquecido, fragmentado ou morto – para manipulação de medicamento por meio de engenharia dos genes. Seja qual for a forma de fabricação, a imunização é feita sempre com o mesmo propósito, isto é, estimular o organismo na produção de anticorpos. Assim, a pessoa não adoece ou caso isso ocorra, desenvolve a patologia de uma forma mais amena.

Principais vacinas: no Brasil, temos um calendário nacional de vacinas, as quais são distribuídas de forma diferente em cada idade, com o objetivo de atender os grupos de risco e imunizar todos de maneira eficaz.

Assim que nascem, as crianças são vacinadas contra tuberculose e hepatite B, por meio das vacinas BCG e anti-hepatite viral B. Até o primeiro ano de vida elas são protegidas também com a vacina da poliomielite, a tetravalente, a do rotavírus, a pneumocócica, a anti-meningococo C, a tríplice viral e a de febre amarela. Essas vacinas podem ser encontradas nas redes pública e privada.

Já os adultos devem sempre se proteger da gripe com a vacina contra o vírus Influenza. A dose é anual e pode ser encontrada na rede privada. Já para os chamados grupos de risco é distribuída na rede pública. Os adultos também devem buscar proteção contra a pneumonia, doença de alta letalidade. Esta vacina tem administração restrita na rede pública para determinados grupos, mas deve ser, na medida do possível, administrada na rede privada para redução dos susceptíveis e redução dos óbitos.

Algumas vacinas, como contra a febre tifoide e a cólera, estão disponíveis somente na rede privada. Assim como as da hepatite A e da varicela, que são muito importantes para os adultos. Para homens e mulheres entre 9 e 26 anos existe também a  vacina do HPV, que os protege do papilomavírus humano, que pode causar o câncer de colo do útero.

 

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista e responsável pelo Centro de Vacinação do Hospital VITA de Curitiba

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Saiba quais alimentos ajudam a aumentar a imunidade

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de junho de 2017

Você sabia que alguns alimentos contribuem para aumentar a imunidade do organismo? Uma dieta balanceada provê o organismo com nutrientes essenciais, vitaminas e minerais necessários para manter as células, os tecidos e os órgãos funcionando corretamente. O ideal é se alimentar em um intervalo de três em três horas. Confira algumas dicas da chefe de nutrição do Hospital VITA, em Curitiba, Dirlene dos Santos, para usar os alimentos em prol da saúde e melhorar a imunidade.

Salmão e atum: ajudam a turbinar o sistema imunológico. Possuem ômega-3, que auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando assim a imunidade do corpo.

Cebola: crua, cozida ou refogada, também ajuda a melhorar a imunidade. Isso porque contém quercetina, um potencializador da função imune, que previne doenças virais e alérgicas.

Alho: o selênio e zinco, presentes no alho, são nutrientes importantes para evitar gripes, resfriados e outras doenças.

Tomate: Por ser rico em licopeno, é um forte aliado no combate de doenças cardiovasculares, além disso remove os radicais livres do organismo.

Brócolis, couve e espinafre: são ricos em ácido fólico, nutriente que auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.

Frutas cítricas: ricas em vitamina C, antioxidantes, fibras e flavonóides, as frutas cítricas, como laranja, acerola, limão, lichia e kiwi, são ótimas para turbinar o sistema imunológico.

Oleaginosas: amêndoa, amendoim, pistache, avelã, castanha-do-pará, castanha-de-caju, macadâmia ou nozes, são fontes de antioxidante e vitamina E que combate os radicais livres e melhora a imunidade do corpo.

Pimenta: além de dar sabor para a comida, a pimenta ajuda a aumentar a imunidade. Isso porque ela é fonte de betacaroneto, substância que se transforma em vitamina A, nutriente que protege o organismo de infecções.

Gengibre: é rico em vitaminas C, B6 e com ação bactericida, ajuda a tratar inflamações da garganta e auxilia nas defesas do organismo.

Chá branco: é rico em catequina, um poderoso antioxidante, que tem o poder de fortalecer o sistema imunológico.

 

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Brasil ocupa a 8ª colocação no ranking mundial de fumantes

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 31 de maio de 2017


O percentual de pessoas que fumam no Brasil baixou de 29% para 12%, em 25 anos. Apesar da redução, o país ainda aparece na oitava posição no ranking mundial de fumantes. Os dados foram publicados, em abril deste ano, pela revista científica The Lancet, que também mostrou que cerca de 20 milhões de brasileiros são viciados em nicotina, sendo 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens. “O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo, já que pode ser responsável por casos de câncer, não só de pulmão, mas também no fígado intestino, pâncreas, cólon e vias aéreas, e problemas arteriais, responsáveis por causar infarto do coração e acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta o médico Fernando Kubrusly, cirurgião cardíaco do Hospital VITA.

Os efeitos nocivos do fumo são causados por substâncias tóxicas como o alcatrão e a nicotina, que é absorvida pelo organismo, chegando rapidamente ao sistema nervoso central, onde age como estimulante. O cigarro tem mais de quatro mil elementos em sua composição, responsáveis por provocar alterações no sangue, bioquímicas e hormonais. Segundo Kubrusly, o dano causado pelo cigarro é instantâneo a partir do momento em que as substâncias começam a circular no sangue e ocasionam inflamação da camada interna das artérias, o que acelera o desenvolvimento de doenças, principalmente da chamada placa de colesterol ou doença aterosclerótica. “Se a pessoa tem predisposição ao colesterol alto, o cigarro vai acelerar esse processo causando dando ao coração, aumentando o risco de infarto do miocárdio, e no cérebro, o que dá origem ao acidente vascular encefálico (AVE)”, esclarece o cardiologista.

Parar de fumar – Para o médico, tudo começa com a tomada da decisão que desencadeia a procura por auxílio médico. O profissional receitará o apoio farmacológico e psicológico. “Atualmente já existem exames regulares e programas específicos para o abandono do tabagismo, uma vez que a dependência é orgânica e psíquica”, explica. Alguns medicamentos também auxiliam nesta caminhada e ajudam no controle da ansiedade. “O paciente deve mudar e evitar hábitos e costumes cotidianos que o estimulam a fumar”, ressalta Kubrusly.

Cigarro eletrônico – Não tem função terapêutica e seu uso não é uma forma eficaz de se livrar da dependência da nicotina, já que também possui substâncias nocivas à saúde. A procura pelo cigarro eletrônico aumentou devido às leis e medicas de combate ao fumo em ambientes fechados. “O problema é que para ser feito o vapor d’água é usado um álcool chamado propilenoglicol, substância que pode estar relacionada a complicações como irritação de traqueia” explica Kubrusly. Segundo ele, a substituição de um pelo outro não é indicada pelos médicos. Além disso, “quando o uso do cigarro eletrônico é interrompido, o paciente pode apresentar os mesmos sintomas da síndrome de abstinência provocados pela privação do cigarro convencional”, acrescenta.

Dicas para abandonar o tabagismo:

– Estar motivado a largar o hábito. Não adianta a família decidir se o paciente não estiver realmente determinado a parar de fumar;

– Diminuir gradativamente o número de cigarros;

– Evitar carregar o maço ou a carteira de cigarro;

– Elimine os cinzeiros de casa;

– Evitar substâncias que estimulam o fumo, tais como, café e bebidas alcoólicas;

– Informa ao seu círculo de amizade e familiares sobre sua decisão. Assim eles ajudarão no policiamento e controle.

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O que é a tireoide?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de maio de 2017

Tireoide é uma glândula que tem a forma de borboleta e que fica localizada na região anterior do pescoço. Ela produz dois importantes hormônios que orquestram o bom funcionamento do nosso organismo: o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina), reguladores de órgãos como o coração, o cérebro, o fígado e os rins.

A tireoide começa a produzir esses hormônios já durante a nossa formação, por volta da oitava semana de gestação. Eles atuarão diretamente no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A glândula pode apresentar problemas de funcionamento, produzindo hormônios de forma insuficiente, levando ao hipotireoidismo ou, em excesso, causando o hipertireoidismo. Essas duas situações podem levar ao aumento da tireoide, que é conhecido como bócio.

A falta dos hormônios da tireoide deixa o metabolismo lento, levando à dificuldade de perder peso ou facilidade de ganhá-lo, pele seca, diminuição de memória, cansaço excessivo e sonolência, aumento da pressão arterial, do nível de colesterol e pode haver desenvolvimento de sintomas depressivos.  Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. A detecção desse problema é possível por meio do teste do pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, após as primeiras 48 horas até o quinto dia de vida do bebê.

Já o excesso de hormônios do hipertireoidismo geralmente leva a uma perda de peso, aumento da frequência cardíaca, arritmias, tremores de extremidades, aumento do funcionamento do intestino, insônia, agitação, mas também com um aumento do cansaço.

É importante lembrar que os sintomas das disfunções tireoidianas podem variar bastante entre as pessoas e também de acordo com a idade de acometimento. Geralmente elas podem ser facilmente detectadas em exames de sangue.

Pode ocorrer também o aparecimento de nódulos na tireoide. Estima-se que cerca de 60% da população brasileira tenha nódulos na glândula em algum momento da vida. Eles devem ser avaliados sempre por um endocrinologista que vai solicitar os exames necessários para descartar a presença de um câncer. Somente 5% dos nódulos da tireoide são malignos.

 

Dra. Hevelyn Garcia, endocrinologista do Centro VITA de Tratamento da Obesidade e Diabetes

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