Mulheres não podem descuidar da saúde cardíaca

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 08 de março de 2019
(Imagem: Pixabay)

As doenças cardíacas são as que mais acometem as mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que além dos problemas do coração, a população feminina é acometida também por infecções respiratórias, como pneumonia e bronquite; e pela doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Já o câncer de mama, que geralmente é citado como o maior vilão da saúde delas, ocupa o 10º lugar na lista das doenças da mulher, ficando atrás de problemas como diabetes, hipertensão e complicações por parto prematuro.

As mulheres têm o hábito de buscar informações sobre as doenças que as atingem diretamente, como o câncer de mama, útero e ovário e acabam se preocupando menos com as doenças cardiovasculares, osteoporose, disfunção tireoidiana, entre outras, e essas acabam ganhando cada vez mais espaço.

Atualmente, no Brasil, morrem mais mulheres acima dos 50 anos de infarto do miocárdio do que de todos os cânceres combinados que atingem o aparelho reprodutor feminino. A saúde cardiovascular da mulher, se comparada com a do homem, apresenta fatores de risco menos controlados e valorizados. Quando sentem uma dor no peito, pensam que não é nada e que logo passará. Já o homem associa a um infarto e busca um médico. Por isso, recomenda-se uma avaliação cardiológica ao menos uma vez ao ano, principalmente após os 40 anos.

Medidas preventivas e diagnóstico precoce são os melhores aliados no tratamento, sem contar que reduzem consideravelmente a mortalidade, antes mesmo que alguns sintomas apareçam e tragam sequelas irreversíveis. Hábitos que são saudáveis, como tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada, estresse e hipertensão arterial contribuem para as estatísticas alarmantes sobre a saúde da mulher no Brasil.

Cinco dicas para a saúde da mulher:

1)Dedique um tempo para você: Reserve parte do
dia para fazer o que gosta. Busque práticas de autoconhecimento, como a meditação.

2) Opte por um estilo de vida saudável: Alimente-se bem e evite ingerir comidas gordurosas e álcool. Pratique atividade física e não fume.

3) Durma bem: Recomenda-se dormir entre sete a oito horas diariamente. Horas a mais ou a menos podem afetar a memória, o aprendizado, a criatividade, a produtividade e a estabilidade emocional.

4) Dê atenção às doenças cardiovasculares: Problemas relacionados a infarto e doença isquêmica estão entre as principais causas de óbito das mulheres.

5) Crie o hábito de fazer avaliações periódicas de saúde: Tenha um médico que acompanhe sua saúde ao longo da vida. Após os 50 anos os exames preventivos passam a ser necessários de forma mais frequente. Além das doenças cardiológicas, é necessário também monitorar a saúde ginecológica, óssea, neurológica, entre outras.

Check-up feminino anual e a lista de exames que deve ser seguida:

A partir da primeira menstruação: Seios para detecção de nódulos mamários e prevenção do câncer, Papanicolaou – coleta de material do colo uterino e exame físico anual da pélvis para diagnóstico precoce de câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas e exame de sangue para diagnóstico de doenças como diabetes, hipertensão e da tireoide.

A partir dos 30 anosUltrassonografia pélvica e transvaginal, que avalia ovários e úteros, teste ergométrico, mamografia, Papanicolaou, colonoscopia, testes oculares, análises sanguíneas e densitometria óssea para detecção de osteoporose.

A partir dos 40* anos: Densitometria óssea, ultrassonografia pélvica e transvaginal, avaliação cardiológica – eletrocardiograma e controle da pressão arterial, vacinação: tríplice viral e dupla adulto.

*A partir dos 40 anos a periodicidade de avaliação pode ser alterada de acordo com os resultados de exames ou a critério do médico.

A partir dos 50 anos: Colonoscopia para avaliação intestinal, olhos – exames de fundo de olho para detecção de problemas oculares.

Equipe Hospital VITA

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Cuidados com a saúde no carnaval

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 01 de março de 2019
(Imagem_Pixabay)


A alegria do carnaval não pode ser interrompida por doenças, desconfortos e problemas de saúde, por isso, a prevenção é o melhor caminho.

Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), como sífilis, aids, hepatite B, gonorreia, herpes genital/oral e gravidez indesejada são alguns dos riscos que os foliões estão expostos durante o período da festa. A boa notícia é que tem como evitar essas complicações com o uso de preservativos.

Outro cuidado a ser tomado é quanto à mononucleose infecciosa, ou “doença do beijo”. O problema é pouco divulgado e tende a ocorrer em homens e mulheres, na faixa etária de 15 a 25 anos, que, muitas vezes, nem sabem que estão contaminados. Os sintomas são semelhantes aos da gripe, mas a mononucleose se diferencia pelo aumento significativo dos gânglios e do baço, já que o vírus tende a aumentá-los. Estima-se que 80% dos adultos já tiveram contato com o vírus.

Se a ideia é acompanhar os blocos de rua, ou mesmo, os bailes de carnaval, é preciso também dar atenção especial aos pés. Deve-se escolher um calçado confortável, já que é comum que o esforço prolongado provoque lesões nos tendões, tornozelo e joelho, inflamações e câimbras na região, além de irradiar dores na coluna, causadas pela falta de condicionamento físico e por calçados inadequados. Alongar braços, pernas e coluna, antes e depois de cair no samba faz toda a diferença.

Além disso, folião que é folião não esquece de manter o corpo hidratado, isso é essencial para a saúde. Esta é a estação mais quente do ano, então é preciso ingerir muita água, principalmente para quem consumir bebidas alcoólicas. A médica explica que em vez de hidratar, elas estimulam o organismo a expulsar a água do corpo pela urina, já que o álcool tem função diurética. A água participa de vários processos metabólicos, como a manutenção da temperatura do corpo, funcionamento dos rins e intestinos, por isso não pode ser negligenciada.

A alimentação também é um ponto importante. É por meio dela que se obtém energia para aproveitar a festa. É preciso tomar um bom café da manhã, com leite, suco de frutas e sanduíche, almoço simples composto, por exemplo, por arroz, salada e carne grelhada, e fechar o dia com um jantar leve. Lembrar que o ideal é se alimentar de três em três horas. Durante o carnaval, a opção é apostar em um lanche rápido ou uma fruta. Para aguentar o gasto energético, é recomendada a ingestão de carboidratos. Uma boa opção são as barras de cereais, pois além de práticas, são saborosas e possuem carboidratos e fibras. E não esqueça: ao se alimentar fora de casa observe as condições de higiene do local e se os produtos estão sob refrigeração. Depois de tomar estes cuidados, aproveite a festa e divirta-se.


Dra. Marta Fragoso, médica infectologista

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AVC isquêmico: uma cada seis pessoas corre o risco de ser acometida

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 22 de fevereiro de 2019
(Imagem: Pixabay)

 80% dos casos são de origem cardíaca

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é o conjunto de sintomas decorrentes da falta de irrigação em determinada área do cérebro. O órgão utiliza 20 a 30% do volume sanguíneo do organismo, caso ele esteja privado do suprimento de sangue, aproximadamente dois milhões de neurônios morrem por minuto. Portanto, quanto mais rápido o paciente chegar a um hospital com equipe especializada para atendê-lo, maior será a possibilidade de minimizar as sequelas.

Em cada seis pessoas, uma corre o risco de ser acometida por AVCI. Sendo que 80% dos casos são de origem cardíaca, por fibrilação atrial ou outras doenças relacionadas ao coração. O restante dos casos são consequência do entupimento das artérias por placas de gordura (arterosclerose), ou ainda por doenças inflamatórias das paredes das artérias.

Todos estão sujeitos ao AVCI, mas a predisposição aumenta no decorrer da idade, principalmente após os 55 anos e está ligada a doenças prévias como diabetes, hipertensão arterial, tabagismo (25% dos casos), alteração das gorduras (formando placas de ateromas), sedentarismo, obesidade, uso de drogas ilícitas, alterações sanguíneas hereditárias. Em menor porcentagem estão os traumas em geral.

Diagnóstico
Para se fazer o diagnóstico adequado, após ser examinado pelo médico da urgência/emergência, o primeiro exame é a tomografia e angiotomografia, onde se observa se já existe uma lesão definida ou não, qual a área do cérebro afetada e o tipo de AVC.

Tratamento

O mais importante é o reconhecimento de que este paciente está tendo o AVC e o encaminhamento urgente para um serviço especializado. O médico explica que hoje o tratamento do AVC pode ser feito com medicações trombolíticas que, quando administrados via venosa podem dissolver os coágulos, mas só pode ser instituída até 4 a 5 horas do início dos sintomas pelo risco de sangramento, além de atuar melhor nos pequenos vasos sem resultados efetivos quando são artérias do cérebro de maior calibre. Ainda se pode em casos específicos, e marcadamente acima de 5 horas, por cateterismo, chegar rapidamente ao território onde está o coágulo e retirá-lo restituindo a circulação do cérebro.

Prevenção

A prevenção é essencial para diminuir a incidência do AVCI e seu elevado custo econômico e social que abala a população. Consultar um médico anualmente, prevenir e tratar as doenças de base como diabetes, hipertensão arterial, colesterol e suas frações, não fumar e manter atividades físicas regulares são as chaves para minimizar as chances de ter um AVCI.

Sintomas

– Amortecimento inesperado e ou perda da força de um lado do corpo;

– Paralisia de um lado da face;

– Alteração na articulação das palavras ou dificuldade para falar;

– Perda ou alteração súbita da visão;

– Alteração no nível de consciência;

– Perda total da consciência (desmaio).

Riscos e sequelas

Dependendo da área cerebral afetada, as sequelas podem ir desde um amortecimento de um dos membros ou face, até a paralisia total de um lado do corpo incapacitando definitivamente este paciente. Quanto mais tempo passe da hora inicial do AVCI, maior são as chances de sequelas definitivas e até a morte, dependendo da área do cérebro afetada e a extensão de tecido cerebral afetada. O reconhecimento dos sintomas e o envio do paciente o mais rápido possível a um serviço especializado é o suporte principal e a maior chance de minimizar sequelas que os familiares podem dar ao paciente.

Dr. Gelson Koppe, médico neurorradiologista intervencionista e responsável pela equipe de Hemodinâmica do Hospital VITA Curitiba
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Saiba o que é cirurgia bucomaxilofacial

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 15 de fevereiro de 2019
(Imagem: PIxabay)

O procedimento ainda é pouco conhecido e o nome pode até soar estranho, mas cerca de 10 milhões de brasileiros precisariam submeter-se a uma cirurgia ortognática para a correção de problemas na maxila (estrutura óssea que suporta os dentes superiores) ou na mandíbula (que mantém os dentes inferiores). Os procedimentos têm objetivos estético-funcionais, ou seja, corrigem as capacidades fonatórias e mastigatórias e devolvem uma harmonia facial à pessoa.

Dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e pesquisas realizadas por institutos norte-americanos revelam que 60% da população do País necessita de algum tipo de tratamento ortodôntico – uso de aparelhos para consertar a posição dos dentes ou fazer outros ajustes, sendo que 5% dos problemas precisam de intervenção cirúrgica para serem resolvidos.

Além de deixar o rosto assimétrico e esteticamente comprometido – fator que na maioria das vezes provoca o isolamento social dos pacientes, pois precisam conviver com bullying -, ter o queixo para frente ou para trás, pode causa problemas funcionais graves, como apneia, dores na musculatura do rosto, dores na ATM (articulação na frente dos ouvidos), dificuldade mastigatória, cefaleias e até disfunções estomacais (devido à mastigação incorreta).

Diagnóstico
Para detectar com exatidão a origem das dores e resolver o problema, é necessária a orientação de um cirurgião bucomaxilofacial. Por meio de exames específicos, o especialista avalia se apenas o uso do aparelho ortodôntico é, ou não, suficiente para a resolução do caso, ou se a correção necessita de cirurgia ortognática.

O diagnóstico é feito especialmente por meio de avaliação clínica. No entanto, exames de imagens como raio x e tomografias da face, além de modelos em gesso das arcadas dentárias, são úteis para fixar o diagnóstico e estabelecer o plano de tratamento.

Procedimento
A cirúrgica é realizada normalmente no início da fase adulta após o final do crescimento, ou seja, mais ou menos a partir dos 16 anos em mulheres e 18 anos em homens. O procedimento é feito por uma equipe de cirurgia bucomaxilofacial, em ambiente hospitalar sob anestesia geral. Normalmente, o paciente, após avaliação médica prévia, necessita de um a três dias de internamento, dependendo do caso. As incisões são realizadas por acesso intrabucal e o paciente é operado com aparelho ortodôntico adequado instalado. O retorno às atividades varia de 15 a 30 dias. Como não há incisão externa (ou incisão externa mínima) também não ficam cicatrizes.

Geralmente, o paciente leva de duas a três horas para sair do centro cirúrgico, mas tudo depende das intervenções necessárias durante a operação. Por causa da anestesia geral, é preciso permanecer em observação no hospital por 24 horas, recebendo alta para voltar para casa no dia seguinte.

A técnica objetiva essencialmente modificar a posição dos maxilares, por meio de osteotomias (cortes ósseos) garantindo assim a saúde das articulações, melhora na respiração, correção da mordida, melhora na fala e aparência física. As osteotomias são fixadas com placas e parafusos de titânio.

Antes do procedimento, o cirurgião faz um planejamento pelo computador, após isso passa os dados obtidos para um guia cirúrgico. O sistema utilizado informa com maior precisão a melhor forma para realizar o procedimento.

A tecnologia usada é de ponta, os softwares podem indicar o método mais adequado para o caso de cada paciente, possibilitando a pré-visualização do resultado. O tempo cirúrgico varia de duas a cinco horas, dependendo da complexidade do caso. No pós-operatório, o paciente deve respeitar uma dieta específica (líquida, pastosa e fria, especialmente nos três primeiros dias), controle da higiene bucal, observância da medicação específica (antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios), raios x pós-operatórios e consultas com o cirurgião. O retorno às atividades cotidianas não deverá ser realizado antes de um período mínimo de 15 dias.

A cirurgia é indicada em casos de:

Dificuldade na mastigação;

Dificuldade na deglutição;

Desgaste excessivo dos dentes;

Mordida aberta;

Mordida profunda;

Mordida cruzada;

Aparência facial desarmônica;

Defeitos congênitos ou sequelas de trauma na face;

Queixo pequeno ou retraído;

Queixo grande ou protuído;

Queixo desviado para um dos lados;

Mandíbula muito para frente ou projetada;

Mandíbula muito para trás ou retruída;

Incapacidade de fechar os lábios sem esforço muscular;

Excesso vertical de maxila;

Respiração oral crônica;

Dor crônica na ATM e cefaleias;

Síndrome da apneia obstrutiva do sono;

Maxilar atrésico (maxilas fechadas).

Dr. Hamilton Tadeu Pontarola Junior, cirurgião dentista e cirurgião bucomaxilofacial

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