Paciente de Curitiba recebe nova técnica de procedimento cardíaco inédito no Sul

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de dezembro de 2016

Implante de válvula mitral via transcateter foi realizado no Hospital VITA

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“Não consigo imaginar que foi uma cirurgia cardíaca”, revela a paciente Sandra Nezgoda, 56 anos, dona de casa e moradora de Ponta Grossa. Há oito anos ela teve problema na válvula aórtica e passou por uma operação com abertura do tórax. Segundo Sandra, se o procedimento de agora, para tratar estenose da válvula mitral, fosse com a mesma técnica do anterior, teria que pensar muito antes de decidir. “Da outra vez, fiquei 19 dias na UTI, não tem comparação entre a cirurgia aberta e esta. No segundo dia já fiz as refeições sozinha”, comemora.

A cirurgia pela qual Sandra passou, foi o primeiro implante transcateter de válvula mitral artificial realizado na região Sul e faz parte do objetivo do Hospital VITA de se transformar em uma instituição de saúde referência em tratamento minimamente invasivo de válvulas cardíacas e aneurisma. “Já fazíamos essa técnica para prótese de válvula aórtica e agora passamos a oferecer aos pacientes esta nova opção de procedimento”, revela o cirurgião cardiovascular e diretor clínico do hospital, Dr. Luiz Fernando Kubrusly.

O médico explica que o coração tem quatro válvulas, estas servem para manter o fluxo sempre na mesma direção, o sangue não pode voltar. Duas válvulas são operadas com muita frequência, a aórtica e a mitral, ambas com cirurgia aberta. São procedimentos que resultam em cortes grandes, nos quais o tórax é aberto e há a necessidade de parada do coração, mediante o uso de uma máquina de circulação artificial.

Ao utilizar a nova técnica, a prótese de válvula mitral é realizada sem abrir o tórax, com implante de cateter. Uma prótese especial é comprimida dentro de um pequeno tubo denominado, o cateter, e posicionado no coração. Em seguida o médico especialista libera a válvula em sua posição correta. Dr. Kubrusly explica que a válvula artificial vem corrugada, toda encolhida, como se fosse um guarda-chuva fechado, quando é posicionada no local correto abre-se a válvula e ela se fixa.

O procedimento é menor que a cirurgia minimamente invasiva (incisão pequena). Nele é feita uma punção embaixo da mama, no tamanho de dois a três dedos, que entre dois ou três meses torna-se imperceptível. “Não há afastamento de tórax e necessidade de colocação de aparelhos, por isso podemos dizer que trata-se de uma cirurgia menor que aquela minimamente invasiva”, detalha.

A intervenção dura em média 45 minutos, enquanto que a cirurgia tradicional leva de três a quatro horas para ser realizada. Além da recuperação ser mais rápida, com um dia de UTI e alta no terceiro dia de internação, o período pós operatório também é mais rápido, no entanto varia de acordo com o paciente. “A pessoa retorna às atividades diárias na medida em que sente que melhor”, conta Kubrusly.

A paciente conta que antes do procedimento tinha pneumonia constantemente, falta de ar, pulmão com líquido e não podia subir escadas, era bem complicado, principalmente porque mora em uma casa de dois andares. “Agora não tenho falta de ar, durmo bem, já estou dirigindo e retornei às atividades domésticas e do cotidiano”, celebra Sandra.

O cirurgião cardiovascular relata que 25% dos pacientes que são hospitalizados, com idade superior a 70 anos, têm doença na válvula mitral. “Um método de tratamento que não seja muito invasivo só irá beneficiar esse grupo, pois têm a saúde mais frágil. É um passo inicial de uma grande revolução no tratamento da válvula mitral, tratar sem abrir o tórax”, conclui Kubrusly.

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Novembro Azul: Entenda a HPB, uma das doenças que atinge a próstata

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 25 de novembro de 2016

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A próstata é um órgão do sistema reprodutor masculino que produz a maior parte do líquido seminal. Tem o tamanho de uma noz e pesa cerca de 20 gramas. Está situada logo abaixo da bexiga e envolve a uretra na sua porção mais próxima da bexiga. A uretra, por sua vez, é o tubo que conduz a urina armazenada na bexiga para o meio exterior.

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) consiste no aumento de tamanho com característica benigna (não canceroso), que em muitos homens leva ao aparecimento de distúrbios miccionais leves, moderados ou até severos como a retenção urinária aguda. A ocorrência da HPB aumenta com a idade, sendo 30% em homens com mais de 50 anos, 40% com mais de 60 e até 50% dos homens com mais de 70 anos de idade. Os sintomas da HPB incluem a dificuldade em iniciar a micção, vontade repentina de urinar, gotejamento de urina após a micção, interrupção da micção, jato fraco ou lento, micção frequente especialmente à noite, esforço miccional e incapacidade de esvaziar completamente a bexiga.

O tratamento da HPB visa reduzir os sintomas dos pacientes e melhorar sua qualidade de vida. Sintomas leves e moderados geralmente podem ser tratados com sucesso com medicamentos. A cirurgia se torna necessária nos casos em que o medicamento não é mais eficaz ou bem tolerado e se houver complicações graves. Em última análise três em cada dez homens que sofrem de HPB terão que passar por cirurgia.

 

Equipe Urologia – Hospital VITA

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Idosos: É preciso prevenir quedas

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 18 de novembro de 2016

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A queda em pessoas idosas é um evento bastante comum que aumenta progressivamente com a idade em ambos os sexos e em todos os grupos étnicos e raciais. Após os 65 anos a incidência pode aumentar, resultando em fraturas e ocasionando internação e incapacitação.

 

 

Fatores relacionados a quedas:


– Diminuição da forca muscular;
– Osteoporose;
– Anormalidades para caminhar;
– Arritmia cardíaca (batimento cardíaco irregular);
– Alteração da pressão arterial;
– Depressão;
– Senilidade;
– Artrose, fragilidade de quadril ou alteração do equilíbrio;
– Alterações neurológicas (derrame cerebral, Parkinson, Esclerose Múltipla e Alzheimer);
– Disfunção urinária e da bexiga.
– Uso controlado de determinadas drogas;
– Diminuição da visão;
– Diminuição da audição;
– Câncer que afeta os ossos;
– Deformidades nos pés (unhas grandes, joanetes dolorosos,…)

 

Prevenção é o melhor remédio!

 

 

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Novembro Azul: É preciso tocar no assunto

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 11 de novembro de 2016

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Estimativa para este ano é 60 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil

“Mesmo com o fácil acesso e agilidade nas informações, ainda há uma certa resistência masculina na realização de consultas preventivas”, afirma o médico urologista do Hospital VITA Dr. Osni Silvestri. Segundo ele, o preconceito relacionado aos exames continua a ser uma barreira para o diagnóstico precoce, assim como, procurar um médico somente quando se está com algum sintoma, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico tardio, além de dificultar o tratamento. O especialista explica que se identificado na fase inicial, isto é, quando não são apresentados sintomas claros, o tratamento do câncer de próstata é mais simples e com grande possibilidade de cura.

O problema é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Estatísticas apontam que o câncer de próstata mata um homem a cada 15 minutos e ocorrem cerca de 50 mil casos por ano. Sendo que para 2016, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de 61.200 novos casos no país. O último levantamento realizado pelo órgão contabilizou 13.772 óbitos causados pela neoplasia em 2013.

Alguns desses tumores podem crescer rapidamente, espalhar-se para outros órgãos e levar à morte. “A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais”, alerta Silvestri.

A doença também é considerada um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% das ocorrências no mundo aparecem a partir dos 65 anos. Porém, o médico alerta que é recomendado que se inicie a realização anual de exame aos 45 anos e, se o homem tiver histórico de câncer de próstata na família, o acompanhamento deve iniciar a partir dos 40 anos. Um homem cujo pai ou tio tiveram câncer de próstata tem o dobro de risco de desenvolver a doença. Esse risco torna-se maior ainda para os homens que têm um irmão com o problema. Se o paciente tiver menos de 65 anos e um parente com a neoplasia, a probabilidade aumenta de 6 a 11 vezes.

Incidência

Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as partes do Brasil, com 95,63 para cada 100 mil habitantes na Região Sul, 67,59/100 mil no Centro-Oeste, 62,36/100 mil no Sudeste, 51,84/100 mil no Nordeste e 29,50/100 mil na Região Norte.

Doenças do homem

Além do câncer de próstata, o médico conta que as doenças que acometem a população masculina com mais frequência são a hiperplasia prostática (aumento da próstata), a litíase urinária (pedras nos rins) e a impotência sexual.

Para detectar essas alterações, são recomendados alguns exames: PSA (antígeno prostático específico), função renal, glicemia, exame de urina e dosagens hormonais, os quais devem ser feitos uma vez por ano. A proteção contra essas anomalias passa por hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, não fumar e praticar atividades físicas. Estas atitudes contribuem para a melhoria da saúde e prevenção de doenças.

 

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