O outono chegou e com ele a gripe

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 23 de março de 2018

 

A gripe é uma infecção do sistema respiratório causada por vírus e altamente contagiosa. Pode ser espalhada de pessoa para pessoa pelo do ar através de gotículas, contato físico ou indireto e  por meio de objetos infectados. Febre alta, dores fortes pelo corpo, principalmente nas articulações, dor de cabeça, coriza, mal-estar geral, dor de garganta, tosse seca, prostração e, eventualmente, diarreia são os principais sintomas e duram em torno de três dias.

No outono, devido à queda da temperatura, aumentam os riscos de contrair gripes, principalmente a H1N1, conhecida também como influenza A, que pode causar graves complicações de saúde, levando, em alguns casos, à morte.

Após ser infectada pelo vírus, a pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas. No entanto, transmite de um a dois dias antes dos sintomas e até cinco dias após os sintomas. Em caso de diagnóstico de gripe a pessoa deve permanecer em casa para não infectar mais pessoas. Para evitar a transmissão deve-se ter alguns cuidados, como ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com um lenço de papel e higienizar as mãos com álcool em gel.

Prevenção
Indica-se lavar sempre as mãos com água e sabonete líquido ou utilizar álcool gel e evitar ambientes fechados e com aglomerações. É necessário ingerir bastante água, dormir bem e manter uma alimentação saudável. É importante lembrar  também que a imunização por meio de vacina é obrigatória anualmente para não correr o risco de contrair a gripe causada pelos tipos de vírus Influenza mais graves .

Fatores de risco

Como qualquer outra gripe, a H1N1 pode acometer indivíduos de todas as idades, mas, segundo estatísticas, pessoas entre 5 e 24 anos são as mais atingidas. Além disso, gestantes, doentes crônicos (como diabéticos), crianças, pessoas obesas e/ou com problemas respiratórios também estão no grupo de risco, isto é, mais vulneráveis a contrair gripe.

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista

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​​Endoscopia é utilizada para tratar obesidade

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 16 de março de 2018

Procedimento é realizado sem a necessidade de cortes

Dr. Giorgio Baretta (Divulgação)

​ Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de pessoas com índice de massa corporal (IMC) a partir de 30 aumentou significativamente nos últimos 10 anos. A população brasileira em situação de obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, ou seja, um aumento de 60%. Ao mesmo tempo, cresceu também a quantidade de hipertensos e diabéticos.

Segundo o médico Giorgio Baretta, especialista em cirurgia bariátrica do Hospital VITA, em Curitiba, atualmente, mais de 20 patologias estão associadas à obesidade e podem levar à morte. O obeso tem risco maior de morte cardiovascular do que a população em geral, por isso, é necessário reduzir o peso para diminuir as chances de complicações associadas, como quadros de hipertensão, enfarte e derrames. “Não se trata de uma questão estética, mas sim de qualidade de vida. Fato este que tem levado as pessoas a buscar maneiras para tratar a obesidade”, relata o médico.

Além das opções de cirurgias bariátricas, os pacientes contam cada vez mais procedimentos menos invasivos. “Uma das novidades é a endosutura gástrica, técnica realizada por endoscopia, ou seja, pela boca, sem cortes, que oferece rápida recuperação ao paciente, o qual recebe alta hospitalar no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte”, explica Baretta.

Ele conta que a técnica é utilizada em obesos grau I, isto é, com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 kg/m2 (resultado obtido pelo peso da pessoa dividido pelo quadrado da altura) e também em pacientes obesos nos graus II e III (mórbidos) que não desejam, ou não tenham indicação ou condição clínica para serem submetidos a cirurgia bariátrica. “A endosutura gástrica pode ser indicada também para pacientes já submetidos a cirurgia bariátrica tipo Bypass Gástrico e Sleeve (gastrectomia vertical), com reganho de peso e dilatação do reservatório gástrico (pouch e anastomose)”, complementa.

Segundo o médico, o procedimento é rápido, eficaz, pode ser repetido se necessário, a alta hospitalar é precoce e há baixíssimo índice de complicações. Além disso, “não é feita a retirada de nenhuma parte do estômago, apenas pontos internos reduzindo sua capacidade volumétrica. Já quanto ao resultado, a estimativa da perda de peso gira em torno de 15 a 30% do peso inicial’, destaca o especialista.

A técnica – O médico explica que a endosutura gástrica consiste em fazer pontos dentro do estômago por meio de endoscopia reduzindo sua capacidade e levando o paciente a uma sensação de saciedade mais precoce e duradoura.

Equipe multidisciplinar – Assim como nas cirurgias bariátricas, na endosutura gástrica o acompanhamento com nutricionista, psicológico, endocrinologista e a atividade física são fundamentais para ter um resultado melhor e mais duradouro na perda de peso.

Doenças relacionadas à obesidade: diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronária, osteoartrites, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação), asma grave não controlada, osteoartroses, hérnias discais, refluxo gastroesofageano com indicação cirúrgica, colecistopatia calculosa, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática, estigmatização social e depressão.

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Dor no ombro atinge 20% da população

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 09 de março de 2018

 

Problema pode estar associado a atividades físicas e laborais e ao tabagismo

“A dor no ombro corresponde a 20% das queixas dos pacientes que procuram os consultórios ortopédicos e de fisioterapia, sendo superado apenas por problemas relacionados à coluna vertebral”, afirma o​ médico Guilherme Gonzalez, ortopedista e especialista em cirurgia de ombro e cotovelo.

A articulação do ombro por apresentar anatomia peculiar e grande amplitude de movimento, torna-se mais vulnerável a processos microtraumáticos e degenerativos que levam a alterações das estruturas anatômicas que o compõe.

O ortopedista explica que as causas da dor no ombro são variadas, podendo estar associadas a falhas posturais e/ou movimentos repetitivos com o braço levantado durante a realização de atividades do lar, profissionais, recreacionais ou esportivas. “Esportes como tênis, natação, handebol e vôlei, que necessitam de giro do braço ou o movimento de arremesso, atividades realizadas em academias de ginástica e crossfit, se não bem orientados também predispõem os praticantes a lesões”, acrescenta o médico.

O especialista explica ainda que a dor no ombro pode estar ligada também ao tabagismo, que leva à redução do calibre dos vasos sanguíneos dos tendões, favorecendo o surgimento das lesões.

Dores musculares, bursites, tendinites/tendinopatias e lesões tendinosas (parciais e totais) são os problemas mais comuns que ocorrem no ombro. A dor surge lentamente e pode irradiar para braço e pescoço e aumentar com a repetição de movimentos. “Outra importante característica é a presença da dor noturna, que se torna mais intensa quando a pessoa se deita, independentemente da posição”, pontua o ortopedista.

De acordo com o médico, a quase totalidade das tendinites/tendinopatias ocorre no manguito rotador, um conjunto de quatro músculos e tendões (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor), responsáveis pela movimentação e estabilidade do ombro. Além disso, apresenta um caráter progressivo podendo evoluir para as rupturas dos tendões, caso um tratamento específico não seja realizado.

Precaução – Mudança de hábitos de vida, cuidados posturais e atividade física regular orientada contribuem para a prevenção das lesões de ombro.

As pessoas que apresentam um quadro agudo/crônico de dor no ombro devem ser tratadas com medicação e reabilitação fisioterápica para reestruturação de funcionamento do ombro, geralmente melhorando as bursites, tendinites/tendinopatias e lesões parciais dos tendões. “Para as lesões que não melhoram com tratamento clínico ou quando há rupturas completas pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos”, destaca o médico.

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​​Hipertensão arterial atinge um em cada três brasileiros

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 02 de março de 2018

Chamada popularmente de pressão alta, a hipertensão arterial é o aumento sustentado da pressão arterial (PA) acima de 140/90 mmHg. O médico José Eduardo Marquesini, cardiologista e chefe do serviço de cardiologia do Hospital VITA, em Curitiba, conta que o problema atinge aproximadamente 31% da população adulta brasileira, ou seja, uma em cada três pessoas. Além disso, 3% das crianças e adolescentes enfrentam o problema no mundo. No entanto, o problema costuma “se instalar” entre 30 e 50 anos e tem mais risco de se desenvolver conforme a idade.

​​De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, a apresentação da hipertensão em pacientes com idade entre 18 e 24 anos é de 8%, contra 50% para a faixa etária acima de 55 anos. “A hipertensão arterial acomete mais as mulheres (25,5%) do que os homens (20,7%) e é um dos fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipertrofia e insuficiência cardíaca e insuficiência renal”, alerta Marquesini.

​S​intomas – “Na grande maioria dos casos é uma doença assintomática, porém em aumentos agudos de pressão arterial pode ocorrer sintomas como cefaleia, dor na nuca e/ou no peito e visão com pontos cintilantes”, destaca o cardiologista.

Já quanto ao controle, Marquesini explica que uma vez diagnosticado, o problema deve ser tratado de forma farmacológica, com o uso de medicamentos, e com a modificação no estilo de vida.

 

Fatores de risco para desenvolver hipertensão arterial:

Idade: idosos, com o envelhecimento da população aumenta a probabilidade de desenvolvimento de hipertensão arterial;

Sexo: maior probabilidade para o sexo feminino;

Etnia: maior probabilidade nos negros;

Excesso de peso e obesidade;

Ingesta excessiva de sal: o preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é o consumo de 2g de sódio por dia o que representa o máximo de 5g de sal/pessoa/dia;

Sedentarismo,

Fatores genéticos.

 

Dicas de prevenção e controle:

A pressão arterial deve ser aferida pelo menos uma vez por ano;

Pratique atividades físicas todos os dias;

Evite o sobrepeso e obesidade;

Opte por uma alimentação saudável com pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes;

Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba;

Abandone o cigarro;

Nunca pare o tratamento, é para a vida toda;

Siga as orientações do seu médico;

Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.

 

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