Como identificar ou prevenir um AVC?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 27 de janeiro de 2017

Conhecido popularmente como derrame, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é considerado a terceira causa de morte do mundo e responsável por causar incapacidade física e mental. A cada seis segundos um paciente com doença cerebrovascular vai a óbito, independente da idade ou sexo. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, o AVC é a segunda principal causa de morte e incapacidade no Brasil. Em primeiro lugar estão os infartos e, em terceiro, o diabetes.

Trata-se de uma doença dos vasos sanguíneos intracranianos e que por consequência leva ao surgimento súbito de sintomas neurológicos. O tipo mais comum é o AVC isquêmico, mais de 80% dos casos, causado por uma obstrução ao fluxo sanguíneo cerebral pela presença de um coágulo no interior do vaso sanguíneo. Quando o fluxo de sangue é interrompido ocorre redução do fornecimento de oxigênio e nutrientes essenciais ao funcionamento normal do encéfalo. O tratamento do acidente vascular cerebral isquêmico na fase aguda consiste no uso de um medicamento chamado trombolítico (quebra do coágulo), podendo ser utilizado até 4 horas e meia do início dos sintomas. Na verdade o medicamento desmancha o coágulo e assim se restabelece o fluxo. Além disso, atualmente, existe a retirada mecânica do coágulo por cateterismo.

Quanto ao AVC hemorrágico, é causado pela ruptura de um vaso com extravazamento de sangue para o interior do cérebro. Neste caso, o tratamento indicado é a parada do sangramento por cateterismo, utilizando como se fossem “molas” que vão obstruindo um aneurisma, ou utilizando um stent, que funciona como uma malha de metal muito fina, que é inserido na porção mais interna da artéria e tem a função de reordenar o fluxo sanguíneo.

Geralmente, a doença acomete pessoas com mais de 60 anos de idade, mas há registros de ocorrências em jovens e recém-nascidos.
O atendimento do paciente com o problema deve ser realizado em caráter de emergência, e para isso é importante reconhecer que a pessoa está sofrendo um AVC.

 
Sintomas – A prioridade é a identificação das manifestações clínicas caracterizadas pelo início súbito de qualquer um dos seguintes sintomas: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, alteração na fala, perda da visão, dificuldade em caminhar ou no equilíbrio, e dor de cabeça de início súbito. Na presença de um destes sintomas, não se deve aguardar a melhora, já que cada segundo é importante. Até quatro horas e meia após o início dos sintomas, um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico (o tipo mais comum), diminuindo a chance de sequelas. Procurar atendimento médico com rapidez é fundamental para evitar possíveis complicações e até mesmo óbito. Essa atitude faz a diferença e salva vidas.

Outro alerta é que quem já teve um AVC ou uma “ameaça de derrame” ou outra doença vascular como o infarto (no coração) e a doença vascular periférica (estreitamento das artérias que nutrem os membros superiores e inferiores), tem maior probabilidade de ter o problema. Por isso, deve-se atentar para fatores e grupos de risco – diabetes, doenças cardíacas, doença de Chagas, hipertensão arterial, obesidade, sedentarismo, tabagismo, colesterol elevado e consumo excessivo de álcool.

 

Dr. João Rafael Argenta Sabbag, neurologista

TAGS:

COMENTÁRIOS:

Clique para comentar!

Vacina não é só para crianças

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 20 de janeiro de 2017

 

Não são só as crianças que precisam ser vacinadas, adultos também devem tomar vacinas. Além da imunização contra gripes, os adultos precisam manter em dia a carteira de vacinação contra outras doenças infectocontagiosas. Muitos não sabem, mas doenças comuns na infância podem acometer pessoas com mais idade.

Sarampo, caxumba e rubéola são doenças prevalentes em crianças, mas ninguém está 100% livre delas ao ficar com mais idade. Além disso, o risco de ocorrência de algumas doenças, como a Hepatite B, por exemplo, é maior nos adultos. Já a vacina contra difteria e tétano deve ser tomada a cada dez anos.

A partir dos 60 anos surgem alguns riscos, como de pneumonia, que pode ser fatal. Outra doença que pode acometer os idosos é a herpes-zóster, que normalmente não traz complicações para os mais jovens, porém, com o envelhecimento, uma das consequências pode ser a neuralgia pós-herpética, isto é, um quadro de dor crônica que se prolonga por até um ano. O risco aumenta após os 85 anos, quando as chances de ocorrer o problema sobem para 50%. A vacinação pode ser aplicada após os 50 anos.

Febre amarela: O Brasil tem registrado casos frequentes de febre amarela, principalmente em ambientes rurais. A febre amarela silvestre é endêmica em toda a região Norte e Centro-Oeste e em partes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste. O vírus da doença está presente em macacos e passa para as pessoas pela picada do mosquito.

A febre amarela urbana é menos comum, porque o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunha, não é o vetor da doença. Porém, se uma pessoa que contraiu dengue na área rural for picada na zona urbana pelo Aedes aegypti, a doença poderá ser transmitida.

Por isso, para quem gosta de turismo rural e ecológico – ou vai viajar para o Norte ou Nordeste do Brasil e países como Colômbia, Peru, África do Sul e Austrália – indica-se a imunização por meio de vacina.

Outras imunizações: Já viagens para países da Europa como Itália, Alemanha, Holanda e Reino Unido oferecem risco de infecção por sarampo. Se a pessoa estiver em dia com a vacina Tetra Viral, estará protegida, já que ela – além de catapora, rubéola e caxumba – protege contra o sarampo também. Quem pretende ir para a Índia, além da imunização contra a febre amarela, deve ser vacinado contra a malária.

As vacinas têm um período, que varia entre 10 dias a seis semanas para atingir a proteção esperada, por isso, o ideal é manter sempre a carteira de vacinação em dia para manter-se imunizado e não perder oportunidades de viagens e passeios ou ser infectada por pessoas com vírus.

O portal da Sociedade Brasileira de Imunizações disponibiliza o calendário de vacinação para todas as faixas etárias. Para saber mais é só acessar: http://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao

 

Dra. Marta Fragoso, infectologista e responsável pelo Centro de Vacinação VITA, em Curitiba

TAGS:

COMENTÁRIOS:

Clique para comentar!

Filtro solar: Um amigo em todas as estações do ano

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 13 de janeiro de 2017

Câncer de pele é a doença mais prevalente no Brasil e no mundo

“O uso de filtro solar é uma proteção indispensável à pele, independente do dia estar ensolarado ou nublado. Se existir luminosidade há sol e consequentemente irradiação”, afirma o chefe do serviço de Oncologia do Hospital VITA Curitiba, Dr. Evanius Garcia Wiermann.

O câncer de pele é uma doença vinculada à exposição solar crônica, não à exposição solar aguda, ou seja, “não é porque é verão que temos mais câncer de pele do que no inverno. A incidência da doença é comum em todas as estações do ano”, destaca o especialista. Segundo ele, quem mora no Sul não está mais protegido do que aqueles que vivem na região Nordeste do Brasil. “Todos têm que ter os mesmos cuidados”, alerta.

“O câncer de pele é uma doença oncológica que acomete o sistema cutâneo da pessoa, divide-se em melanoma e não melanoma, este é menos grave para mortalidade, isto é, não mata, mas pode gerar a necessidade de cirurgia e radioterapia”, explica o médico. É uma doença preocupante, por ser a mais prevalente no Brasil e no mundo. Segundo o oncologista, 1/3 dos tumores sólidos (não hematológicos) se referem ao câncer de pele.

O médico explica ainda que a patologia não está relacionada à exposição solar que o indivíduo teve em um determinado período do ano e sim às exposições que ele teve durante toda a vida, que ao longo do tempo lesaram o DNA da pele, ou seja, o raio ultravioleta tem efeito negativo sobre o DNA, o que gera lesão e mutação. Devido à exposição cronificada ao sol, quanto mais idosa a pessoa for, maior será o risco de desenvolver o câncer de pele.

“Com a doença, surgem lesões que, geralmente, iniciam como uma pinta nova que aparece ou que já existe e muda a característica de cor, forma, tamanho ou, ainda, começa a sangrar ou coçar. São várias características que acometem o tecido cutâneo, na maior parte, em área de exposição ao sol, como face, colo, costas, dorso, pernas. Estas são os locais mais comuns de acontecer a doença”, destaca. Além disso, pessoas que trabalham expostas ao sol têm mais chances de serem acometidas pelo câncer de pele, é o caso dos trabalhadores da área rural que têm mais riscos que as pessoas que vivem em zona urbana.

Quanto ao tratamento, o médico explica que se diagnosticado precocemente existem várias maneiras de tratar e controlar a doença – melanoma ou não melanoma, seja por ablação (por meio de uma sonda), cauterização da lesão, medicamentos biológicos para tratamento específicos, imunoterapia, entre outros.

Prevenção

O médico explica que o fator de proteção do filtro solar não precisa ser elevado, 95% do benefício do filtro acontece com fatores de proteção de 15 a 20. O mais importante é a reaplicação, assim como todo medicamento, o produto tem uma vida biológica que, no caso do fator de proteção, é de duas a três horas de duração. “Ao entrar no mar ou na piscina ou por excesso de sudorese, o produto deve ser reaplicado. Além do uso regular do filtro solar, devem ser usados acessórios de proteção como chapéu, boné, óculos de sol para evitar o câncer palpebral e respeitar o horário de exposição solar: antes das 10h e após as 16h“, frisa o oncologista.

TAGS:

COMENTÁRIOS:

Clique para comentar!

Há quanto tempo você bebeu água pela última vez?

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 06 de janeiro de 2017

glass-833215_1920O ideal é ingerir água antes de sentir sede, ou seja, quando sentimos sede o organismo já está sendo prejudicado. O sintoma é um sinal de que você necessita se hidratar e que você já deveria ter ingerido o líquido.

É necessário tomar, no mínimo, de 1,5 litro a 2 litros por dia, que devem ser ingeridos aos poucos para manter o organismo hidratado. Se você tem o hábito de tomar sucos ou refrigerantes e não tem o costume de ingerir água, a dica é preparar em casa mesmo uma água aromatizada. Basta acrescentar frutas cortadas em rodelas em uma jarra com água e deixar de um dia para o outro na geladeira.

A falta de água no organismo causa a desidratação e ocasiona mal estar geral, como dor de cabeça, sonolência, queda da pressão arterial e rebaixamento do nível de consciência. Além disso, a longo prazo pode se agravar e evoluir para pedra nos rins.

Já as crianças e os idosos possuem proporcionalmente menos água no organismo e desidratam com mais rapidez, por isso, é importante que bebam água constantemente para não correr o risco da desidratação.

A água participa de vários processos metabólicos, como a manutenção da temperatura do corpo, funcionamento dos rins e intestinos, por isso nunca pode ser esquecida.

 

Dr. João Luiz Carneiro, nefrologista

TAGS:

COMENTÁRIOS:

Clique para comentar!