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Tumores intracranianos: homens são mais suscetíveis a desenvolver o problema Comentários desativados em Tumores intracranianos: homens são mais suscetíveis a desenvolver o problema

Posted on dezembro 04, 2018 by Hospital VITA

Estimativas apontam 11 mil novos casos, no Brasil, em 2018

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Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, no Brasil, o ano de 2018 finalizará com mais de 11 mil novos casos de câncer do sistema nervoso central, com um risco estimado de 5,62 casos novos a cada 100 mil homens e 5,17 para cada 100 mil mulheres, sendo portanto, discretamente mais comum em homens.

Os tumores intracranianos são lesões ou massas localizadas dentro do crânio, formadas por células anormais de origem do próprio cérebro ou de outros órgãos. São causados por alterações genéticas, que usualmente ocorrem ao longo da vida em decorrência da duplicação atípica das células.

Em alguns casos pode haver uma condição genética congênita, ou seja, que acompanha o paciente desde o nascimento, que pode ser um fator predisponente para o crescimento de tumores intracranianos, como por exemplo, a Neurofibromatose tipo I e tipo II.

Ocasionalmente, doenças adquiridas ao longo da vida podem ser fatores de risco para os tumores cerebrais. A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (AIDS), decorrente da infecção pelo HIV, também pode aumentar a chance de um tumor cerebral, assim como neoplasias malignas de outros órgãos, como tumores de mama, pulmão e pele, entre outros, que podem enviar células cancerosas por meio da corrente sanguínea até o cérebro.

Os tumores cerebrais podem ser benignos ou malignos. O neurocirurgião explica que os benignos são aqueles que têm um crescimento lento e pouca probabilidade de disseminação e recidiva após tratamento e, usualmente, precisam ser tratados quando ocasionam sintomas neurológicos incapacitantes ou causam compressão significativa sobre o cérebro sadio. Já os tumores cerebrais malignos, por sua vez, têm uma tendência maior à invasão de outras estruturas e recidiva, de modo que quase sempre necessitam de tratamento mais agressivo.

Sintomas

Os sintomas dos tumores cerebrais, na maioria das vezes, incluem dor de cabeça recente ou com piora progressiva, convulsões (crise epiléptica), náuseas e/ou vômitos inexplicáveis, confusão mental, desorientação, incoordenação para caminhar e se equilibrar, fraqueza nas pernas ou braços, dificuldade para falar ou compreender, alterações da sensibilidade do corpo, sonolência, turvação visual, dentre outros. Em alguns casos pacientes com tumores cerebrais podem não apresentar nenhum sintoma, com a descoberta da lesão de forma incidental ao fazer um exame complementar por outro motivo. É importante ressaltar que a presença dos sintomas de forma isolada não confirma a existência de um tumor intracraniano, tornando necessária a avaliação neurológica acompanhada de exames específicos.

Imagem Pixabay

Diagnóstico

O diagnóstico é feito após avaliação médica com realização do exame físico geral e neurológico, com identificação dos sintomas, seguida da avaliação dos exames complementares, normalmente tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste, que evidenciam detalhadamente a localização e podem orientar o médico em relação ao tipo de tumor.

Tratamento

O tratamento dos tumores intracranianos é realizado de forma multidisciplinar envolvendo cuidados de saúde de diversas especialidades médicas, como neurocirurgião, oncologista, neurologista, patologista e radioterapeuta, além de outros profissionais de saúde, como enfermeiros e equipe de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e nutricionista.

Na maioria das vezes a atuação do médico neurocirurgião é indispensável, avaliando e, quando indicado, realizando a cirurgia de retirada da lesão. O médico oncologista atua em tumores malignos, conduzindo o tratamento complementar ou primário de quimioterapia e radioterapia. Já o médico radioterapeuta realiza o tratamento de radioterapia em tumores benignos ou malignos, quando há susceptibilidade da lesão à radiação. O médico neurologista realiza o acompanhamento neurológico clínico, muitas vezes realizando o diagnóstico e tratando clinicamente alterações do estado neurológico do paciente.

O tratamento cirúrgico dos tumores deve ser indicado para realização do diagnóstico do tipo de lesão por meio de biópsia, para descompressão das estruturas cerebrais comprimidas pelo tumor e para tratamento da pressão aumentada no espaço intracraniano. Deve ser realizado idealmente em centros especializados que possuam infraestrutura e capacitação para dar continuidade ao tratamento do paciente desde o período de planejamento da cirurgia até o acompanhamento oncológico pós-operatório, quando necessário.

A cirurgia de retirada do tumor é realizada por craniotomia, que é a remoção do osso para acesso à lesão, seguida de ressecção (remoção) tumoral e fixação do osso com miniplacas ao local original. Após a extração, é realizado o estudo histopatológico (biópsia) pelo médico patologista, para confirmação do tipo de lesão e definição do grau de agressividade (benigno ou maligno). Em lesões de difícil acesso, que se localizam abaixo do tecido cerebral sadio e em áreas importantes para funções cerebrais primordiais, podem ser utilizados recursos de localização durante a cirurgia, como a neuronavegação ou ultrassonografia cerebral, de modo a reduzir a possibilidade de sequela neurológica pós-operatória. Em lesões que se localizam próximas à região cerebral responsável pela fala, pode ser realizada a cirurgia de retirada do tumor com o paciente acordado e conversando com o cirurgião, para que haja maior possibilidade de preservação desta importante função neurológica.

Atualmente as chances de sequelas neurológicas decorrentes do tratamento dos tumores intracranianos em áreas cerebrais chamadas eloquentes (movimentos, fala, expressão facial, deglutição, dentre outros) são cada vez menores, mas nos casos em que elas ocorrem os profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia realizam a reabilitação neurológica, que em alguns casos podem durar até seis meses, com excelentes resultados.

Prevenção

Considerando a causa genética das neoplasias, há pouco para se fazer em relação à prevenção dos tumores cerebrais. Pacientes com câncer de outras partes do corpo devem realizar o tratamento oncológico adequado, reduzindo assim a possibilidade de disseminação da doença para o cérebro. Além disso, pacientes com sintomas neurológicos recentes devem procurar assistência médica para que possa ser feito o diagnóstico precoce com possibilidade de tratamento adequado e maior probabilidade de bons resultados.

Dr. Caio Tannus Vianna Ribeiro, neurocirurgião

Fechamento precoce de ossos cranianos de recém-nascidos pode influenciar desenvolvimento da criança Comentários desativados em Fechamento precoce de ossos cranianos de recém-nascidos pode influenciar desenvolvimento da criança

Posted on novembro 30, 2018 by Hospital VITA

(Imagem Pixabay)

A cranioestenose ou craniosinostose é o fechamento precoce de uma ou mais suturas   cranianas – articulações entre os ossos que compõe a caixa craniana e que facilitam a passagem da criança no canal do parto quando do nascimento. A principal característica  da craniosinostose é a deformidade da cabeça do recém-nascido.

A causa pode ter origem  devido a mutações genéticas  ou pode estar relacionada a alterações ocorridas durante a gestação. Uma forma específica de deformidade  é a chamada plagiocefalia posicional  que pode ter como causa  um  posicionamento anormal dentro do útero levando a compressão do crânio do bebê. Outro fator de deformidade é o posicionamento constante da cabeça da criança em uma única posição, seja ao dormir ou ao uso do bebê conforto.

As craniosinostoses têm uma incidência de um a cada 2.500  nascimentos e não são passíveis de prevenção.

diagnóstico é suspeitado pelo pediatra quando ocorre deformidade da cabeça do recém-nascido e que tende a piorar com o tempo. Quando existem  suspeitas do bebê ser portador de uma craniosinostose, optamos pela realização de uma tomografia em três dimensões. Tais exames nos auxiliam sobremaneira no tratamento. Na atualidade se procura evitar o uso do raio x, o qual acarreta uma dose maior de radiação para a criança e deve ser evitado. Existem formas de craniosinostose que se associam a uma variedade extensa de malformações no corpo e na cabeça do bebê. São as craniosinostoses sindrômicas, formas mais graves e complexas da doença.

Ao contrário do que se pensa, a craniosinostose não causa problemas mentais. A ocorrência de alterações cognitivas e psicológicas não são infrequentes. De maneira geral, o tratamento da craniosinostose  não sindrômica  é instituído até o oitavo mês de vida. Todas as craniosinostoses são passíveis de tratamento cirúrgico,  exceto a  plagiocefalia posicional, a qual  muito raramente é operada. As técnicas cirúrgicas variam com a deformidade craniana específica apresentada pelo bebê.

Os resultados cirúrgicos estão também diretamente ligados à experiência do cirurgião e sua equipe. A importância  de equipes bem treinadas,  experientes e hospitais especializados em neurocirurgia pediátrica  são fatores determinantes  para o sucesso do tratamento. Alguns  procedimentos cirúrgicos podem envolver o tratamento de várias suturas cranianas,  consumindo assim um tempo  bastante prolongado. A perfeita compreensão do planejamento cirúrgico, os resultados esperados e o tempo de recuperação,   assim como os possíveis riscos e complicações devem ser amplamente discutidos com  o cirurgião e a família. Algumas crianças que não são submetidas ao tratamento podem vir a desenvolver alterações na visão e eventualmente problemas de desenvolvimento intelectual. Outras  crianças,   não operadas,  sofrem problemas de ordem psicológica dada a deformidade craniana.

 

Dr. Silvio Machado, neurocirurgião pediátrico

O esporte pode machucar o quadril? Comentários desativados em O esporte pode machucar o quadril?

Posted on novembro 23, 2018 by Hospital VITA

Dr. Christiano Saliba Uliana*

 

(Imagem Pixabay)

Atletas recreacionais e de alta performance podem ter problemas no quadril. Confira quais os sintomas e doenças mais comuns:

Um homem praticante de jiu-jitsu começa com dor na região lateral do quadril após preparação para o campeonato mundial em Las Vegas.  Uma mulher de 39 anos apresenta dor na virilha, de forte intensidade, durante a preparação para a Maratona de Curitiba. Um tenista de final de semana não consegue mais sacar porque tem dor ao rodar o quadril. O que esses atletas podem ter em comum?

As três breves histórias relatadas acima são casos reais de pessoas que apresentaram dores de origem no quadril durante a prática esportiva. No consultório médico, são  cada vez mais frequentes os atendimentos aos esportistas com dores no quadril. Sejam atletas de final de semana ou atletas de competição, todos estão vulneráveis a apresentar algum tipo de dor no quadril.

(Imagem Pixabay)

O quadril é uma articulação de carga, que é submetido a forças que podem chegar de  3 a 5 vezes o peso corpo durante a prática de atividade física. As disfunções musculares decorrentes de fraqueza ou encurtamento são uma causa muito comum de dores que limitam a atividade física. No caso apresentado do paciente praticante de jiu-jitsu, a investigação apontou para uma doença dos tendões da região lateral do quadril, os chamados “glúteo médio” e “glúteo mínimo”. Conversando com o paciente, descobrimos que os treinamentos estavam focados na técnica da luta, porém havia uma deficiência na preparação física, que é fundamental para prevenção de lesões. Essa deficiência pode ser tratada com a adaptação das atividades físicas e inclusão do atleta em um programa de preparação física com ênfase em fortalecimento e alongamento dos músculos ao redor do quadril.

Por outro lado, atletas que apresentam dores na virilha merecem uma investigação muito minuciosa, porque a dor nesta região pode significar lesões mais graves relacionadas ao osso do quadril ou à cartilagem. Atletas corredores de longas distâncias, como a atleta citada no primeiro parágrafo, podem sofrer o que chamamos de fratura por estresse. Na articulação do quadril, o colo do fêmur pode apresentar lesão por estresse devido a dois fatores: sobrecarga de treinos ou qualidade ósseo insuficiente (devido a osteoporose por exemplo). Independentemente da causa, a fratura por estresse do colo femoral é uma condição grave, que nos obriga a retirar o atleta temporariamente das suas atividades e que dependendo da região do fêmur acometida,  pode necessitar de tratamento cirúrgico. Corredores de longas distâncias devem procurar auxílio médico já nos primeiros sintomas de dores na virilha.

Por fim, nosso atleta que joga tênis e não consegue mais sacar. A investigação clínica apontou para uma lesão de cartilagem do quadril: o lábio acetabular. Esta lesão foi a que retirou Gustavo Kuerten das quadras e realmente pode causar bastante limitação ao tenista. A dor típica é na região da virilha, e que piora com os movimentos de rotação dos quadris. Qualquer lesão desta cartilagem deve ser investigada quanto à sua causa, já que na maioria das vezes há alguma alteração na anatomia do osso, que leva à rotura do lábio acetabular. Quanto mais cedo essa condição for tratada, melhor é o prognóstico. Nos últimos anos a forma de tratamento desta lesão evoluiu muito. Um estudo da Steadman Hawkins Research Foundation em Vail, nos Estados Unidos, apontou que quase a totalidade dos atletas (93% deles) retornaram ao mesmo nível de competição após o tratamento desta lesão. O que sabemos é que quanto mais precoce tratarmos esta lesão, maior é a chance de obtermos bons resultados.

 

Como vimos, a articulação do quadril está suscetível a diversas causas de dores durante a prática do exercício físico. As duas principais mensagens aos leitores são: 1) realizar uma boa preparação física para prevenção de lesões e; 2) procurar um médico especialista já nos primeiros sintomas para que ocorra melhor resultado no tratamento.

*Dr. Christiano Saliba Uliana, médico ortopedista do Hospital VITA, especialista em quadril e trauma ortopédico.

Diabetes: diagnóstico faz toda a diferença para garantir a qualidade de vida e controlar a doença Comentários desativados em Diabetes: diagnóstico faz toda a diferença para garantir a qualidade de vida e controlar a doença

Posted on novembro 16, 2018 by Hospital VITA

(Imagem Pixabay)

O Brasil ocupa a quarta posição na lista dos países com maior número de diabéticos, o dado é da International Diabetes Federation (IDF). Já segundo o Ministério da Saúde, o problema atinge 8,9% da população brasileira e em 10 anos o número de casos aumentou cerca de 62%. O País conta com mais de 16 milhões de pessoas com diabetes, sendo que 8 milhões de indivíduos ainda não sabem que são portadores do problema.

O diabetes acomete mais mulheres do que homens. Dados do Ministério da Saúde apontam que enquanto 7,8% dos homens foram diagnosticados com o problema, para as mulheres o índice foi de 9,9%. “A falta de controle da doença pode levar a complicações como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), de visão, no sistema nervoso, renal, pé diabético, entre outras. Além disso, pode causar impotência sexual masculina.

Existem diferentes tipos da doença, os frequentes são o diabetes tipo 1, que se caracteriza pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade inferior a 35 anos; e o tipo 2, que é o mais comum, é responsável por 9 em cada 10 casos e ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

O diabetes tipo 1 pode apresentar sintomas como excesso de sede, cansaço, fome exagerada, perda de peso repentina e acelerada, vontade de urinar com frequência, visão embaçada, problemas na cicatrização e, em alguns casos, dores estomacais e vômitos. Já o tipo 2, na maioria dos casos não apresenta sinais, exceto quando a glicemia está muito elevada, neste caso pode-se apresentar os mesmos sintomas do tipo 1.

O que diferencia o diabetes tipo 1 do tipo 2, é que no tipo 1 o pâncreas deixa de produzir o hormônio num curto período de tempo, fazendo com que o aumento do açúcar no sangue se desenvolva de forma abrupta e agressiva. Quando a doença não é diagnosticada e tratada de forma adequada, o organismo produz as cetonas – substâncias derivadas do uso da gordura como fonte de energia, já que o açúcar não pode ser utilizado devido à falta de insulina. Quando não existe qualquer produção do hormônio, a única forma de tratar o diabetes tipo 1 é injetar insulina.

Prevenção e tratamento

O tratamento pode ser realizado por meio de remédios de uso oral e injetável (insulina). Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas é necessária em alguns casos. Associado ao uso das medicações é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Embora não exista cura para o diabetes, a doença pode ser monitorada e tratada de forma individualizada, levando em conta fatores como o tipo de diabetes, a idade do paciente e a presença de doenças associadas. Quando o controle das glicemias é associado ao tratamento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e à parada do tabagismo, a pessoa obtém melhora da qualidade de vida, redução do risco de complicações e maior expectativa de vida.

Uma vez estabelecido o diagnóstico de diabetes por meio de exames laboratoriais, é importante iniciar um tratamento efetivo garantindo um controle adequado das glicemias desde o início da doença, evitando complicações crônicas. Recomenda-se o acompanhamento médico com o endocrinologista a cada três meses para avaliação dos sintomas e dos exames laboratoriais. Além disso, controlar as glicemias é essencial para evitar os sintomas da doença. Já o uso da insulina se faz necessário em torno de 60% dos diabéticos em algum momento da evolução da doença.

 

Dra. Hevelyn Garcia, endocrinologista do Centro VITA de Tratamento da Obesidade e Diabetes

 

Sobre o Dia Mundial do Diabetes: A data foi instituída, em 1991, pela IDF (International Diabetes Federation), com o intuito de aumentar a atenção e a prevenção para o diabetes. O dia 14 de novembro, escolhido por marcar o aniversário de Frederick Banting que, junto com Charles Best, concebeu a ideia que levou à descoberta da insulina em 1921, tornou-se oficial pela ONU (Organização das Nações Unidas) a partir de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225.

A campanha mundial é representada por um círculo azul, que simboliza a união e a cor por ser mesma da bandeira das Nações Unidas, a única entidade que conseguiu sensibilizar os governos de vários países sobre a importância de reverter a epidemia global de diabetes.