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Tire suas dúvidas sobre queda de cabelo em mulheres Comentários desativados em Tire suas dúvidas sobre queda de cabelo em mulheres

Posted on agosto 11, 2017 by Hospital VITA

A quantidade normal de perda diária de cabelo varia de 100 a 150 fios, o que dá uma média de 120 por dia. Algumas pessoas apresentam uma queda inferior a esse número e, quando por algum motivo a ocorrência aumenta, sentem-se assustadas.

Isso não é um problema. O que deve gerar preocupação é quando a queda de cabelo é acompanhada por rarefação, ou seja, quando é possível visualizar o couro cabeludo ou falhas de cabelo. Esses sintomas revelam que realmente existe algum problema.

A principal causa desse mal nas mulheres se relaciona com fatores tanto externos como internos, como por exemplo: deficiência de nutrientes – vitaminas do complexo B, ferro, zinco; uma dieta muito restrita ou uma alimentação de baixa qualidade. A alteração hormonal também pode resultar em perda de cabelo, os casos mais comuns estão relacionados ao hipotireoidismo ou à deficiência de glândula hipofisária ou até mesmo da supra-renal.

Alguns hábitos podem prejudicar o cabelo, como utilizar secador e chapinha, ou usar o cabelo muito preso (tracionando os fios).  O calor emitido pelos aparelhos pode causar bolha de ar dentro do cabelo e ocasionar queda. Por outro lado, não secar o cabelo pode resultar em dermatite seborreica (caspa), porque fica úmido e contamina. O ideal é que o cabelo seja secado com uma distância de 30 cm entre o fio e o secador. Além de manter o secador longe, durante o processo não se deve escovar os fios para não os tracionar.

Algumas doenças autoimunes também podem causar a perda de cabelo, com queda repentinamente em uma região determinada do couro cabeludo – chamada de alopecia areata. Em alguns casos, podem cair pelos de sobrancelha e outros locais do corpo. Doenças infecciosas, como sífilis, também podem resultar perda de cabelo.

A caspa (ocasionada por banhos muito quentes, fungos), má-higiene, estresse emocional, cirurgia prolongada e pós-parto, também podem fazer com que ocorra perda dos fios.

O cabelo é uma forma de proteger o couro cabeludo, ele serve como uma proteção somente, então se a pessoa necessita de nutrientes em outras regiões do corpo, os  primeiros locais a sofrer são esses anexos não tão vitais para o organismo. É o caso da amamentação, em que a mulher precisa de mais nutrientes para o bebê. Neste caso, diminui o aporte de nutrientes para o cabelo, o que ocasiona a queda. Além disso, no pós-parto, o organismo precisa se recuperar, necessita de mais energia e, diante isso, o cabelo vai cair mais.

Outras ocorrências são na quimioterapia, que provoca a perda de cabelo devido à  atrofia do folículo e por causas genéticas/hereditárias que acontecem geralmente nos homens, mas as mulheres também correm esse risco. Chama-se atrofia quando não existe mais o folículo do pelo e, para recuperar o cabelo nessa região, indica-se o transplante capilar.

Além disso, perde-se também cabelo, geralmente, a partir dos 50 anos. Com o envelhecimento, começam a diminuir os folículos do pelo e normalmente diminui o volume, viço e a quantidade de cabelo. Nesta etapa, o cabelo cai e não produz mais novos fios.

Em relação aos processos químicos, é importante salientar que eles são responsáveis por alterar os fios, não o folículo, ocasionando a quebra dos fios e não a queda de cabelo.

Dicas para evitar queda de cabelo:

  • Lavar em dias alternados, com água morna e não quente;
  • Deixar o cabelo secar um pouco antes de usar o secador;
  • Não deixar o cabelo molhado por muito tempo, usar o secador;
  • Manter uma dieta rica em vitaminas e sais minerais;
  • Evitar o tabagismo, álcool e uso de drogas;
  • Realizar check-up com frequência para ver se não há alteração de hormônios ou doenças que possam interferir no cabelo;
  • Evitar uso de produtos proibidos, não como formol;
  • Em caso de queda além do normal, procurar um dermatologista para avaliação.

 

Dra. Tatiane Bacchi Gehlen Lenzi de Araújo, dermatologista

Um amigo do coração Comentários desativados em Um amigo do coração

Posted on agosto 08, 2017 by Hospital VITA

O ômega 3 pertence à família das chamadas gorduras insaturadas, que oferecem alguns benefícios e também malefícios ao organismo. Dentre essas substâncias, estão as mais conhecidas nos reinos animal e vegetal e também as mais estudadas: ômega 3 e ômega 6. O ômega 3 é um tipo de gordura benéfica que nós não conseguimos  produzir no organismo. Por isso, necessita ser ingerida. É um anti-inflamatório potente que protege os vasos.

De maneira geral ingerimos mais gorduras ômega 6 do que ômega 3, e isso é o ideal mesmo. Porém, chegamos a um estágio de evolução e concentração de gordura na nossa alimentação, em que estamos consumindo, principalmente no mundo ocidental, uma quantidade muito maior de ômega 6.

O ômega 3 está presente nos alimentos benéficos à saúde, de origem animal ou vegetal, como peixes, algumas algas marinhas, abacate, nozes, linhaça, óleo de coco e azeite de oliva. No entanto, devido a maus hábitos alimentares, temos dificuldade de manter a quantidade de ômega 3 proporcional à consumida de ômega 6, já que sua ingestão é mais difícil. Por exemplo, na alimentação ocidental tradicional comemos 30 vezes mais ômega 6 do que ômega 3, quando na verdade isso não deve passar de quatro a sete vezes.

Benefícios à saúde: embora não seja o salvador da pátria, o ômega 3 favorece pessoas portadoras de doenças cardiovasculares, pois a substância diminuiu o risco de infarto e a mortalidade cardíaca, mas não necessariamente diminuiu o óbito global.

Ele regula a atividade das plaquetas sanguíneas, evitando coágulos de sangue, que podem levar a um AVC ou infarto. Além disso, reduz os níveis de triglicerídeos, um tipo de gordura que é ruim para o organismo quando está elevada, e evita arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração.

Vale lembrar que a suplementação não é necessária, já que por meio de uma dieta saudável conseguimos ingerir a substância sem que seja preciso tomar cápsulas.

Atenção! O peixe deve ser consumido assado, grelhado, cozido ou cru (desde que tenha boa procedência) e não frito.

 

Dr. Fernando Kubrusly, cirurgião cardíaco

Café: quantas xícaras por dia? Comentários desativados em Café: quantas xícaras por dia?

Posted on julho 28, 2017 by Hospital VITA

Afinal, tomar café faz bem à saúde? Tem uma quantidade máxima que pode ser ingerida por dia? Essas são algumas dúvidas que os amantes da bebida têm. O café traz vários benefícios à saúde. Do ponto de vista metabólico, neurológico e emocional. Além disso, tem função imunológica, isto é, melhora a resposta a infecções. Ou seja, há uma infinidade de benefícios que a bebida pode trazer a pessoa.

A cafeína, substância presente no café, por ser estimulante, melhora a memória, a disposição, a capacidade de trabalho e a atividade física. É muito comum, por exemplo, atletas, principalmente aqueles que realizam atividades de longa duração, como maratonas, tomar café, por causa da cafeína, antes ou até durante a prova – isso estimula também a força muscular.

Café x insônia – Por ser um estimulante, a bebida está associada à perda de sono. Sua ingestão resulta em dificuldade para pegar no sono e/ou ter uma noite de sono agitado por conta do líquido. Por isso, é recomentado que a pessoa tome café durante o dia, até um horário da tarde que não prejudique o descanso noturno. Porque se o indivíduo tomar café, principalmente se for uma quantidade maior à noite, provavelmente, não vai dormir bem. Não que seja proibido ingerir à noite, mas deve-se evitar ou beber uma quantidade reduzida. Já durante o dia, pode tomar à vontade.

Tudo em excesso faz mal, e com o café não é diferente, o indicado é tomar de 300 a 400 ml ao dia, o que equivale a três ou quatro xícaras de café coado. Já o expresso, por ser mais concentrado, o ideal é reduzir a dose pela metade.

Problemas cardíacos – A presença da cafeína pode provocar taquicardia, palpitação e arritmias (alterações elétricas que provocam modificações no ritmo das batidas do coração) em pessoas que tem problemas no coração. Para evitar esses sintomas, deve-se ingerir uma quantidade reduzida de café.

Na gravidez – Para as gestantes é recomendado ingerir menos café, porque a cafeína consegue passar livremente pela placenta e pode chegar ao bebê. O que pode fazer  com que nasça com um peso um pouco menor ou, então, a gestante pode entrar em trabalho de parto prematuro, fazendo com que a criança nasça um pouco antes da época. Não se proíbe a ingestão, mas não se deve ultrapassar a quantidade de duas xícaras por dia.

Crianças – Não se recomenda a ingestão de café para as crianças, principalmente por se tratar de uma bebida estimulante.

 

Dr. João Luiz Carneiro, clínico geral

Por que bocejamos? Comentários desativados em Por que bocejamos?

Posted on julho 21, 2017 by Hospital VITA

Eu bocejo, tu bocejas, ele boceja… Isso é o que acontece quando alguém boceja perto de nós. A vontade vem quando você menos espera, deixa a pessoa mais alerta e faz com que os indivíduos que estão à sua volta sejam contagiados e sintam a necessidade de fazer o mesmo.

Mas por que sentimos vontade de bocejar quando alguém boceja perto de nós? A ação é causada pelos neurônios-espelhos. Todos os atos do cotidiano que presenciamos, esses neurônios copiam. Algo parecido acontece com o riso, que também pode ser contagiante, mas neste caso vai depender de outros fatores relacionados com a emoção, como o humor. Algumas teorias afirmam ainda que o bocejo poderia ser uma forma primitiva de comunicação. Um recurso que nossos ancestrais utilizavam para falar a outro indivíduo sobre a necessidade de manter a atenção em uma mudança no ambiente. Ao bocejar, o receptor estaria confirmando o recebimento da mensagem.

Um fato curioso observado por pesquisadores é que a proximidade que temos com alguém determina a probabilidade de sermos contagiados pelo bocejo desta outra pessoa. Isto é, se um familiar bocejar, é mais provável que o parente seja contagiado pelo bocejo do que um amigo ou conhecido.

Mas afinal, por que bocejamos? O ato inconsciente e espontâneo pode ser um sinal de sonolência e tem como objetivo liberar a dormência. Outros fatores, como o tédio, a tensão e até a agitação, podem fazer também com que as pessoas tenham a necessidade de alongar a mandíbula e inspirar uma grande quantidade de ar. Existe a possibilidade de estar ainda relacionado a alterações de substâncias que o organismo libera na nossa corrente sanguínea, como a acetilcolina e a dopamina. A acetilcolina é um neurotransmissor ligado à aprendizagem e à memória e a dopamina tem um papel estimulante. Por isso, boceja-se em situações diferentes daquelas em que estamos apenas com sono.

O bocejo pode ser descrito como um estímulo para a alteração do estado psicológico, fornecendo mais atenção ao cérebro. Então, sempre que há mudanças no estado mental, seja do estar dormindo para o acordar ou do estar ansioso para o estar calmo, o bocejo pode acontecer.

 

 

Dra. Ester London, neurologista e responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital VITA Batel