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Lesão na Coluna por mergulho em água rasa – um prazer que pode sair caro Comentários desativados em Lesão na Coluna por mergulho em água rasa – um prazer que pode sair caro

Posted on janeiro 18, 2019 by Hospital VITA
(Imagem: Pixabay)

Os dias de calor estão intensos neste verão e a sensação térmica está mais evidente. Com isso surge a vontade de se refrescar a todo custo e nada mais convidativo que uma piscina ou uma cachoeira com água fresca.  Uma prática comum, porém muito perigosa são os mergulhos em locais assim, que se tornam convidativos com a ideia de diminuir a temperatura corporal. É o que costumamos chamar de “mergulho em água rasa”. Infelizmente é frequente vermos crianças e adultos jovens realizando esta prática durante os dias de calor. A água vista superficialmente dificulta a noção de profundidade e causa esta confusão. A Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) classifica o mergulho em água rasa como a quarta causa de lesão medular no Brasil e se torna a segunda causa de lesão na medula nesta época do ano. 

A maioria das lesões acontecem em jovens na faixa etária de 10 a 30 anos, geralmente localizadas na coluna cervical. As lesões podem variar desde traumas musculares como contraturas que podem cicatrizar de forma mais precoce até lesões e fraturas associadas a deslocamentos das vértebras. Podem cursar com alterações neurológicas causando perda de sensibilidade e da força muscular, podendo atingir os quatro membros do paciente.

Deve-se ter muito cuidado ao querer ajudar neste momento, pois uma manipulação realizada de forma incorreta pode piorar a lesão. A vítima deve ser salva e levada para fora da água para prevenir o afogamento e aguardar a chegada da equipe médica especializada no atendimento de emergências. Peça ajuda se presenciar um evento semelhante. 

No hospital, os médicos especializados irão avaliar e recomendar o melhor tratamento. Em casos leves, colares podem ser indicados e em situações mais graves a cirurgia pode ser a única solução.

Cuidado e previna-se: a lesão na medula afeta os movimentos e a sensibilidade dos membros, podendo ter um final drástico.

Dicas:

– Não mergulhe em águas turvas ou desconhecidas;

– Não mergulhe após ingerir bebida alcoólica ou outras substâncias que atrapalhem os reflexos;

– Evite empurrar os amigos para dentro da água;

– E cuidado ao tentar ajudar uma pessoa que sofreu este tipo de lesão: caso queira que ela mexa a cabeça poderá piorar a lesão. O mais importante é imobilizar e chamar ajuda médica para adequada avaliação.

Prevenir é o melhor remédio!

Dr. Alynson Larocca Kulcheski, ortopedista, especialista em coluna

Endometriose é principal causa da infertilidade feminina Comentários desativados em Endometriose é principal causa da infertilidade feminina

Posted on janeiro 11, 2019 by Hospital VITA
Imagem: Pixabay

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de seis milhões de mulheres brasileiras em idade fértil. Mesmo sendo bastante comum, ainda é pouco conhecida e compreendida pela maioria das pacientes, que costumam chegar ao consultório com muitas dúvidas quanto aos sintomas, diagnóstico, tratamento e possíveis complicações.

O endométrio é a camada que reveste internamente o útero, como se fosse o “recheio” uterino. Ele responde aos hormônios produzidos pelo ovário de duas maneiras: primeiro aumentando a espessura e, posteriormente, se desprendendo do útero na forma de menstruação. A endometriose é definida como a presença de focos de endométrio em outros locais da cavidade abdominal – bexiga, intestino, trompas, ligamentos e ovários. Pode se apresentar também como cistos nos ovários, chamados endometriomas.

Sintomas

Os principais sintomas que levam a mulher a procurar o ginecologista são dor crônica e dificuldade para engravidar. A quantidade e intensidade de sintomas são bastante variáveis entre as pacientes.

Os sintomas ocorrem porque os pedaços de endométrio, mesmo fora de seu local habitual, continuam respondendo aos estímulos dos hormônios produzidos pelos ovários causando uma reação inflamatória local e sangramento.

Dor crônica

Geralmente a queixa é de cólica menstrual intensa e que vai piorando a cada ciclo. Porém, a dor pode não estar restrita apenas a cólica menstrual. Se os focos de endometriose estiverem na bexiga, pode haver dor ao urinar. Já se estiverem no intestino, causam dor ao evacuar, diarreia ou constipação. Se os ligamentos abdominais estiverem comprometidos, pode ocorrer também desconforto nas relações sexuais. Nos casos de doença mais grave a dor aparece até mesmo fora do período menstrual.

Dificuldade para engravidar

A inflamação local da endometriose dificulta a implantação (fixação) do embrião no útero. A médica conta que pode causar também mudanças na arquitetura da pelve (como obstrução das trompas) que dificultam ou mesmo impedem a gestação.

Diagnóstico

Primeiramente, a suspeita é pelos sintomas relatados na consulta. Exames de imagem como ecografia e ressonância magnética da pelve podem ajudar, mas nem sempre são precisos. Se os focos de endometriose forem muito pequenos eles podem passar despercebidos.

O diagnóstico definitivo é feito pela cirurgia de videolaparoscopia que consiste basicamente na introdução de micro câmera na cavidade abdominal para visualização direta da pelve. A vantagem deste procedimento é que ele serve para diagnóstico e também tratamento porque é possível remover ou cauterizar os focos de endometriose encontrados.

Tratamento

Depende da gravidade dos sintomas e se há o desejo imediato de gravidez. Alguns casos podem ser tratados apenas com anticoncepcional, outros exigem o procedimento cirúrgico de videolaparoscopia. A decisão é tomada após exame clínico detalhado, exames de imagem e de acordo com a necessidade de cada caso.

Dra. Liciene Jarmola, ginecologista do Centro VITA de Atenção à Saúde da Mulher, localizado no Hospital VITA Batel, em Curitiba

Férias: cuidado redobrado com as crianças Comentários desativados em Férias: cuidado redobrado com as crianças

Posted on janeiro 04, 2019 by Hospital VITA
(Imagem: Pixabay)

O período das férias escolares requer cuidados para evitar acidentes com as crianças. Dados apontam que 90% das lesões ocorridas podem ser evitadas se houver prevenção e se os pais atentarem para os locais que oferecem mais riscos e seguirem algumas dicas:

Afogamento

Podem ocorrer até em 2,5cm de água, por isso os baldes, vasos sanitários e banheira são perigosos. Instale cercas de isolamento em todos os lados da piscina, com no mínimo 1,5m de altura. No caso de piscina infantil, deve ser esvaziada imediatamente após o uso.

Bicicleta, skate e patins

Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos é a lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir essas lesões é usar o capacete. Esta medida de segurança pode reduzir o risco, incluindo a possibilidade de traumatismo craniano em até 85%.

Os jovens devem também usar sapatos fechados, evitar cadarços folgados ou soltos e brincar em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, fora do fluxo de carros e longe de piscinas.

Parquinhos

As lesões mais graves resultam de quedas. O risco é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo mais alto que 1,5m. Verifique se os equipamentos são apropriados para a idade dela e fique atento aos perigos como ferrugem, pregos expostos, superfícies instáveis ou quebradas.

Rua

Ensine a criança a parar na calçada ou no canto da rua e olhar para os dois lados antes de atravessar. Crianças com menos de 10 anos não devem atravessar a rua sozinhas, e quando acompanhadas de um adulto, devem ser seguradas pelo punho.

Andador

Responsável por mais acidentes que qualquer outro produto infantil destinado a crianças entre 5 e 15 meses. A maior parte das lesões resulta de quedas em escadas ou simplesmente por tropeços quando estão no andador. Algumas características físicas podem favorecer as quedas, como o tamanho e o peso da cabeça em relação ao corpo, que facilitam o desequilíbrio. A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria não recomendam o uso de andadores.

Asfixia

Ocorre, normalmente, por objetos. Por isso, é preciso evitar deixar objetivos pequenos no chão e tomar cuidado com fios e cordas ao alcance de crianças.

Intoxicações

Deve-se deixar medicamentos, produtos de limpeza e venenos trancados e fora do alcance de crianças. Além disso, recomenda-se manter esses produtos devidamente rotulados e em suas embalagens originais.

Alergia

Quando houver crianças com problemas alérgicos na residência, a recomendação é evitar ter flores, plantas, animais de estimação e outros possíveis causadores de reações alérgicas. Em caso de alergia, deve-se encaminhar a criança o mais rápido possível ao pronto-socorro e realizar o tratamento adequado seguindo apenas orientações médicas.

Queimaduras

Para evitar acidentes na cozinha, deve-se colocar protetores ao redor de objetos quentes, usar luvas antitérmicas para manusear utensílios e evitar que cabos de panelas e frigideiras projetem-se fora do fogão. Em relação às crianças, deixe-as longe da cozinha, do fogão e do ferro de passar roupas.

Choques elétricos

Deve-se colocar protetores nas tomadas para evitar acidentes com as crianças.

Sol sim, queimadura não Comentários desativados em Sol sim, queimadura não

Posted on dezembro 28, 2018 by Hospital VITA
(Imagem: Pixabay)


Ficar muito tempo na praia ou piscina exposta ao sol faz com que a pessoa corra o risco de obter queimaduras. Por isso, é necessário tomar alguns cuidados para evitar vermelhidão na pele e até a presença de bolhas, em casos mais graves.

Para prevenir queimaduras, a pessoa deve evitar ficar exposto ao sol entre os horários das 10h às 16h (quando os raios solares são mais fortes) e nunca deixar de utilizar o protetor solar, que deve ser reaplicado a cada 2 horas e ter o fator de proteção ideal para o tipo de pele: quanto mais clara a pele, maior deve ser o fator.

Caso a pele já tenha sido queimada e apresentar vermelhidão e ardência, indica-se:

  • Ao tomar banho, evitar água quente para não sentir dor e não irritar a pele;
  • Usar bastante hidratante corporal, isso aliviará a ardência e ajudará na melhora;
  • Beber bastante água;
  • Vestir roupas largas e de preferência de algodão, para manter a pele mais fresca;
  • Em caso de bolhas, não as estoure.
  • Casos mais graves devem ser encaminhados a um médico.