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VITA Curitiba renova certificação internacional Comentários desativados em VITA Curitiba renova certificação internacional

Posted on Abril 20, 2018 by Hospital VITA

O Hospital VITA Curitiba, localizado na Linha Verde Norte, recebeu a renovação da Certificação de Acreditação Internacional Canadense na categoria diamante. O reconhecimento foi realizado pela metodologia QMentum International (sigla canadense que significa “momento da qualidade”), aplicada em mais de 30 países, que avalia a excelência em gestão e, principalmente, a qualidade e segurança ao paciente, entendendo as necessidades da população atendida.

“A metodologia orienta e monitora os padrões de performance em qualidade e segurança assistencial, tendo como objetivo a melhoria contínua dos processos – desde a identificação dos pacientes, cadeia medicamentosa, protocolos, acolhimento, humanização e o diferencial do foco centrado no paciente como pessoa, com suas necessidades individuais respeitadas no plano terapêutico”, explica a superintendente operacional do VITA, em Curitiba, Neidamar Fugaça.

O formato adotado pela QMentum International é uma evolução da gestão da qualidade assistencial e assegura aos profissionais e usuários o padrão dos processos do hospital. A metodologia oferece ainda mais segurança a pacientes e colaboradores e avalia todos os critérios que envolvem segurança assistencial.

A análise, realizada pelos representantes da instituição canadense, envolve entrevistas, auditorias, tracers e conversas com gestores, colaboradores, pacientes, familiares, operadoras de saúde e fornecedores. O que possibilita aprofundar e verificar os resultados na prática.

“Os itens avaliados cumpriram as determinações da QMentum nível diamante e o hospital foi aprovado com excelência”, celebra Neidamar. A superintendente explica que esse resultado é fruto de um trabalho integrado que envolve todas as áreas, colaboradores e mantém o VITA Curitiba em uma lista seleta de hospitais brasileiros.

Mais informações sobre a certificação

O Instituto Qualisa de Gestão (IQG) – maior instituição acreditadora credenciada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), responsável pelo diagnóstico e certificação de mais de 400 organizações de saúde no Brasil, em parceria com a Health Standards Organization (HSO – antiga Accreditation Canada International) possibilita que as instituições de saúde brasileiras acessem padrões internacionais de excelência e inovação com oportunidades únicas de troca de expertise e de benchmarking.

A Accreditation Canada é reconhecida mundialmente, tendo mais de 50 anos de experiência em acreditação no Canadá e no mundo. Por meio do IQG oferece suporte contínuo no Brasil durante todo o processo de preparação para a certificação, fornecendo apoio para a compreensão e implementação dos padrões e requisitos necessários. Com um projeto alinhado às necessidades, ao contexto e ao momento de cada organização, trabalham para o alcance sustentável do mais alto nível da inovadora acreditação internacional – o Qmentum International.

Metodologia Qmentum – O sistema internacional de excelência orienta e monitora padrões de alta performance em qualidade e segurança. Para tanto, utiliza critérios internacionais com validação mundial. O formato está alinhado com os princípios da Governança Clínica, sendo utilizado em mais de 50 países, incluindo América do Norte, Europa, Ásia e América Latina.

​​Hérnia inguinal atinge mais homens que mulheres Comentários desativados em ​​Hérnia inguinal atinge mais homens que mulheres

Posted on Abril 13, 2018 by Hospital VITA

A hérnia inguinal é a protrusão ou saliência de um ou mais órgãos, ou parte destes, para além dos limites normais da cavidade abdominal, por meio do canal inguinal, localizado na virilha, ou a região de junção entre a coxa e a parte inferior do abdômen.

A origem da hérnia inguinal pode ser definida como multifatorial. Os aspectos anatômicos específicos de cada paciente, fatores de ordem genética, tabagismo, praticantes de atividade física extenuante, trabalho braçal forçado, obesidade, sedentarismo e aumento da pressão intra-abdominal – causada por problemas da próstata, pulmão, coração ou fígado também estão associados a ocorrência da doença.

A região inguinal é o local mais comum de ocorrência de uma herniação abdominal. E, mais de 2/3 das hérnias inguinais surgem do lado direito. O problema pode ocorrer em qualquer idade, desde recém-nascidos até idosos, sendo mais frequente nos extremos da vida quando comparados a adolescentes ou em adultos jovens. Atinge pessoas acima dos 60 anos de idade com mais frequência, sendo mais presente nos homens, em torno de 80%.

É a mais comum entre as hérnias da parede abdominal. E, estimativas do Ministério da Saúde indicam que entre 3% e 8% dos brasileiros apresentam algum tipo de hérnia na região do abdômen e cerca 75% destes casos, correspondem a hérnia inguinal.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, as hérnias da região inguinal são diagnosticadas pelo médico em avaliações clínicas e toque na região. Quando necessário, são solicitados exames de imagem complementares.

Sintomas

Nem sempre as hérnias apresentam sintomas. Além disso, podem ser visíveis o tempo todo ou somente quando o paciente faz algum tipo de esforço que aumente a pressão intra-abdominal, como tossir, ao fazer força para evacuar ou pegar algum peso. Dor local ou sensação de desconforto são comuns, principalmente após algum esforço. Na maioria dos casos, a hérnia é mais fácil de ser visualizada quando o paciente encontra-se em pé.

Quando o paciente se deita algumas hérnias retornam espontaneamente à região abdominal, fazendo com que a protuberância desapareça. Em outros casos, a hérnia precisa ser empurrada com o dedo para dentro, uma manobra chamada de redução da hérnia. Há os casos em que a hérnia nãé redutível, ou seja, mesmo quando se tenta empurrá-la para dentro do abdome, ela não se move.

As hérnias não redutíveis são chamadas de encarceradas. São aque têm o maior risco de sofrer estrangulamento. Esta é uma complicação que ocorre quando os tecidos ao redor comprimem os elementos anatômicos herniados (por exemplo segmento do intestino), provocando redução do aporte de sanguíneo para esta região, situação que pode levar à necrose do tecido envolvido.

Já a conjunção de dois fatores – grande volume do órgão deslocado (aumentando o conteúdo no saco herniário) e anel herniário estreito (que dificulta o vai-e-vem do órgão) são os casos mais delicados. Esta situação pode provocar oestrangulamento do conteúdo herniado. Isto implica na torção das alças intestinais envolvidas no processo herniário.

Esta torção pode ocasionar obstrução intestinal e desencadear cólicas abdominais intensas e dificuldade para eliminar gases e fezes. O quadro de hérnia estrangulada é considerado grave e exige cirurgia em caráter de urgência, pois a compressão dos vasos sanguíneos promove a necrose da alça intestinal e levar à ruptura.

Prevenção

Nãé possível evitar que a hérnia se desenvolva. Sendo assim, o melhor a fazer é procurar tratamento ao primeiro sinal de alterações na região inguinal e sentir que existe algum abaulamento na região inguinal.

A medicina conta com próteses que tentam evitar a progressão da hérnia. São cintas elásticas e fundas que mantêm forte pressão sobre o ponto em que há ruptura do tecido muscular, porém, essas próteses interferem na qualidade de vida dos portadores de hérnia.

Tratamento

O tratamento padrãé cirúrgico e quanto mais cedo for realizado, melhor. Já nos casos de hérnias aprisionadas (estranguladas) a cirurgia é realizada em caráter de urgência. A maioria dos pacientes fica internado no hospital por 24 horas.

Quanto à recuperação, o cirurgião conta que geralmente é pida e a maioria dos pacientes volta às tarefas diárias em poucos dias. Depende da atividade realizada por cada paciente. Em média, 15 dias são suficientes para retorno às funções cotidianas. O ideal é que o paciente evite ficar muito tempo deitado ou sentado e procure andar várias vezes ao dia. Nãé necessário fazer dieta, a pessoa pode ingerir qualquer tipo de alimento sólido e líquido.

Qualquer outro recurso para o tratamento da hérnia que não seja a cirurgia será apenas para atenuar os sintomas.

 

Dr. Rodrigo Ferreira Garcia, cirurgião geral e do aparelho digestivo

“Parkinsonismo” se refere a um grupo de diversas doenças Comentários desativados em “Parkinsonismo” se refere a um grupo de diversas doenças

Posted on Abril 06, 2018 by Hospital VITA

Doença de Parkinson é a mais frequente e mais conhecida delas (Pixabay)

 

Ao contrário do que muitos possam pensar, o parkinsonismo se refere a um grupo de diversas doenças que apresentam sintomas semelhantes, mas que estão associadas a outros problemas neurológicos, dentre elas está a Doença de Parkinson (DP).

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. Já no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com o problema.

A Doença de Parkinson pode ter causa hereditária, mas representa a minoria dos pacientes, cerca de 15%. A grande maioria dos casos novos são episódios aleatórios do ponto de vista familiar (qualquer pessoa correrá eventualmente o risco de desenvolver a doença). É notório como o número de casos da doença vem aumentando com o passar dos anos. Essa condição será cada vez mais presente, principalmente quando se leva em consideração que a população brasileira passa por um processo natural de envelhecimento com o aumento da expectativa de vida. Sabe-se que o Parkinson é mais comum após a sexta década de vida – cerca de 1% dos indivíduos com 60 anos ou mais terão a doença – isso nos permite apontar a idade como um dos fatores de risco principais.

A doença crônica e degenerativa ocorre devido a uma redução dos neurônios com dopamina, substância química neurotransmissora responsável pelos movimentos musculares. Sem receber a dopamina, o organismo para de funcionar como deveria e os movimentos são diretamente afetados. Com essa degeneração, alguns sintomas começam a se manifestar, como os tremores – que aparecem em cerca de 70% dos pacientes; rigidez muscular; bradicinesia (termo científico para definir uma lentidão intensa para executar os movimentos); instabilidade para andar (passos curtos e arrastados), face em máscara (sem expressão), instabilidade na postura com possíveis quedas ao solo, alterações na fala e na escrita. Vale lembrar que não é necessário que a pessoa possua a combinação completa dos sintomas mencionados acima. A existência de dois ou mais desses achados já indica alguma possibilidade de estarmos diante da Doença de Parkinson ou de outra doença do grupo do Parkinsonismo e já justifica uma avaliação neurológica direta e cuidadosa.

A Doença de Parkinson é dividida em três fases: na primeira, considerada leve, o paciente é independente para as atividades; na moderada ele mantém a independência, mas necessita de ajuda para determinadas atividades; e, por fim, na avançada, quando apresenta limitação e dependência para as atividades diárias.

Dentre as opções de tratamento estão o uso de medicamentos, realização de fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, apoio de psicólogos, nutricionistas e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. Existe também a estimulação cerebral profunda, que ajuda a diminuir os efeitos do Parkinson. Mas ela só é funcional no estágio moderado da doença.

 

Sintomas motores da Doença de Parkinson:

​​​Tremores em mãos e braços;

Rigidez muscular – ​“travar” para executar movimentos;

Bradicinesia – lentidão intensa para executar movimentos;

Perda da expressão facial;

Desequilíbrio, instabilidade e quedas ao solo;

Redução do piscar de olhos;

Alteração na fala;

Aumento de salivação;

Micrografia, isto é, a caligrafia da pessoa se altera e as letras escritas tornam-se menores;

Incontinência urinária.

Sintomas não-motores da Doença de Parkinson:

Demência;

Depressão;

Ansiedade;

Alucinações;

Alterações no sono;

Raciocínio lento.

 

Doenças do grupo dos Parkinsonismos, que podem se parecer com a Doença de Parkinson, mas demandam tratamento diferenciado:

Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP);

Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS);

Doença por Corpos de Lewy (DCL);

Degeneração Ganglionar Córtico-Basal (DCB);

Complexo Parkinsonismo-Demência-Esclerose Lateral Amiotrófica.

 

Dr. André Dobrowolski, especialista em Neurologia 

​​​​Dores na coluna e no pescoço: o motivo pode estar na palma da mão Comentários desativados em ​​​​Dores na coluna e no pescoço: o motivo pode estar na palma da mão

Posted on Março 30, 2018 by Hospital VITA

Uso inadequado de smartphones e tablets podem causar incômodos e prejudicar a qualidade de vida​

Queixas de dores na região do pescoço e na coluna cervical estão cada vez mais frequentes. Segundo o ortopedista Álynson Larocca Kulcheski, especialista em coluna do Hospital VITA, em Curitiba, um fato que vem chamando atenção dos médicos é o uso muito frequente do celular e de tablets. “Durante muito tempo o vilão foi o computador e agora passou para estes aparelhos”, destaca.

O médico explica que a cabeça humana pesa aproximadamente 5 kg, mas como o pescoço se movimenta muito, o peso gerado sobre a coluna cervical aumenta e acarreta muito impacto. Em um ângulo de flexão do pescoço (cabeça para baixo) de aproximadamente 15 graus, o peso é de pouco mais de 10 kg, a 30 graus é 18 kg, a 45 graus praticamente duplicada e chega a 22 kg, e a 60 graus alcança o peso de 27 kg. “Esse é o peso atingido ao se olhar para um smartphone, ação realizada por milhões de pessoas durante horas todos os dias”, ressalta o especialista. Ao longo do tempo essa má postura, também chamada de “pescoço de texto,” pode levar a um desgaste e lesões na coluna cervical, acelerando a degeneração e trazendo consequências à saúde.

 Atualmente é muito comum olharmos ao nosso redor e observarmos que todos ficam com a cabeça para baixo de olho nas mensagens de texto, aplicativos e jogos de celulares. As pessoas utilizam o celular de duas a quatro horas por dia em posição inadequada: curvados, lendo e-mails, enviando textos, acessando sites e redes socais. “Isso significa 700 a 1.400 horas por ano em que as pessoas colocam pressão sobre os discos da coluna e a musculatura que a envolve. O que nos preocupa é o uso cada vez mais frequente por crianças e jovens”, alerta o ortopedista.

Ao longo do tempo, esta posição faz com que a cabeça se incline para a frente, aumentando o peso sobre as articulações da coluna, determinando uma inversão da curvatura normal no pescoço.

Mandar mensagens é uma forma de comunicação que vem se tornando cada vez mais popular. Por isso, o médico destaca que é importante que as pessoas, independentemente da idade, mantenham uma boa postura para ter uma coluna saudável e prevenir possíveis problemas. Quando as medidas de prevenção não são seguidas e o tratamento conservador com medicação, fisioterapia e reabilitação física não obtêm o resultado desejado, opta-se pelo procedimento cirúrgico. “Alguns casos merecem maior atenção e são tratados com a realização de cirurgia precoce, é o caso da dor intensa intratável, isto é, quando há déficit motor acentuado (sinais neurológicos) com perda de força, exemplifica Kulcheski.  Ele conta que várias técnicas são utilizadas para o tratamento cirúrgico, dependendo de cada caso e grau de mobilidade e degeneração dos discos da coluna cervical.

Segundo o especialista, uma alternativa para discos com boa mobilidade e em que não há avançado grau de degeneração são as próteses de disco cervical (implantes que permitem a manutenção de mobilidade no segmento operado), diminuindo a sobrecarga dos níveis cervicais próximos ao local da cirurgia. “Hoje em dia é considerado o padrão de tratamento para procedimentos de hérnia de disco realizadas no Estados Unidos em até dois níveis e os resultados alcançados na experiência clínico-cirúrgica são muito satisfatórios”, complementa.

Outra alternativa menos invasiva é a cirurgia realizada por videoendoscopia, em que se utiliza uma câmera de vídeo para visualizar as estruturas nervosas. Esta técnica é muito difundida para o tratamento das doenças da coluna lombar e recentemente teve ampliada sua utilização para a coluna cervical. O médico explica que por esta técnica a musculatura é preservada e o tempo para recuperação é menor, proporcionando alta hospitalar precoce e retorno mais rápido às atividades de trabalho e a pratica esportiva.

“Existem alternativas diversas e eficazes no tratamento cirúrgico da hérnia de disco cervical, cada caso deve ser avaliado pelo médico, mas o mais importante é a prevenção e os cuidados para manter a saúde da coluna e prevenir dores, complementa o ortopedista.