Parkinsonismo: problema está relacionado a diversas doenças

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 05 de abril de 2019
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Ao contrário do que muitos possam pensar, o parkinsonismo se refere a um grupo de diversas doenças que apresentam sintomas semelhantes, mas que estão associadas a outros problemas neurológicos, dentre elas está a Doença de Parkinson (DP).

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. Já no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com o problema.

A Doença de Parkinson pode ter causa hereditária, mas representa a minoria dos pacientes, cerca de 15%. A grande maioria dos casos novos são episódios aleatórios do ponto de vista familiar (qualquer pessoa correrá eventualmente o risco de desenvolver a doença). É notório como o número de casos da doença vem aumentando com o passar dos anos. Essa condição será cada vez mais presente, principalmente quando se leva em consideração que a população brasileira passa por um processo natural de envelhecimento com o aumento da expectativa de vida. Sabe-se que o Parkinson é mais comum após a sexta década de vida – cerca de 1% dos indivíduos com 60 anos ou mais terão a doença – isso nos permite apontar a idade como um dos fatores de risco principais.

A doença crônica e degenerativa ocorre devido a uma redução dos neurônios com dopamina, substância química neurotransmissora responsável pelos movimentos musculares. Sem receber a dopamina, o organismo para de funcionar como deveria e os movimentos são diretamente afetados. Com essa degeneração, alguns sintomas começam a se manifestar, como os tremores – que aparecem em cerca de 70% dos pacientes; rigidez muscular; bradicinesia (termo científico para definir uma lentidão intensa para executar os movimentos); instabilidade para andar (passos curtos e arrastados), face em máscara (sem expressão), instabilidade na postura com possíveis quedas ao solo, alterações na fala e na escrita. Vale lembrar que não é necessário que a pessoa possua a combinação completa dos sintomas mencionados acima. A existência de dois ou mais desses achados já indica alguma possibilidade de estarmos diante da Doença de Parkinson ou de outra doença do grupo do Parkinsonismo e já justifica uma avaliação neurológica direta e cuidadosa.

A Doença de Parkinson é dividida em três fases: na primeira, considerada leve, o paciente é independente para as atividades; na moderada ele mantém a independência, mas necessita de ajuda para determinadas atividades; e, por fim, na avançada, quando apresenta limitação e dependência para as atividades diárias.

Dentre as opções de tratamento estão o uso de medicamentos, realização de fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, apoio de psicólogos, nutricionistas e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. Existe também a estimulação cerebral profunda, que ajuda a diminuir os efeitos do Parkinson. Mas ela só é funcional no estágio moderado da doença, para pessoas até no máximo 80 anos de idade e em casos indicados pelo neurologista.

Sintomas motores da Doença de Parkinson:

Tremores em mãos e braços;

Rigidez muscular – “travar” para executar movimentos;

Bradicinesia – lentidão intensa para executar movimentos;

Perda da expressão facial;

Desequilíbrio, instabilidade e quedas ao solo;

Redução do piscar de olhos;

Alteração na fala;

Aumento de salivação;

Micrografia, isto é, a caligrafia da pessoa se altera e as letras escritas tornam-se menores;

Incontinência urinária;

Sensação de pernas inquietas ao deitar/dormir.

Sintomas não-motores da Doença de Parkinson:

Demência;

Depressão;

Alterações no sono;

Raciocínio lento;

Hiposmia (perda parcial do olfato).

Doenças do grupo dos Parkinsonismos, que podem se parecer com a Doença de Parkinson, mas demandam tratamento diferenciado:

Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP);

Atrofia de Múltiplos Sistemas (AMS);

Doença por Corpos de Lewy (DCL);

Degeneração Ganglionar Córtico-Basal (DCB);

Complexo Parkinsonismo-Demência-Esclerose Lateral Amiotrófica.

Dr. André Dobrowolski, especialista em Neurologia

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Cirurgia pode ser opção para reduzir crises de epilepsia

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 29 de março de 2019
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Historicamente, a epilepsia traz uma bagagem de preconceitos e estigmas que envolvem questões sociais e psicológicas que vão além da medicina. Por isso, é preciso desmitificar essa doença que atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo, e cerca de três milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro que são recorrentes e geram as crises, as quais podem se manifestar com alterações da consciência ou eventos motores, sensoriais, autonômicos (por exemplo: suor excessivo, queda de pressão) ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outra pessoa.

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos (recentes ou não) sofridos na cabeça. Traumas na hora do parto, abuso de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento do problema.

Diagnóstico

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade do indivíduo ser epiléptico. Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, consequentemente, na busca do tratamento adequado.

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficit de memória. Tranquilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

As crises podem se manifestar várias vezes ao dia, em certos casos de 30 ou mais, até episódios  esporádicos, como de uma a duas ao ano . 

Cerca de 1% da população mundial (65 milhões de pessoas) tem epilepsia. Aproximadamente 80% dos casos ocorre em países em desenvolvimento. A ocorrência de epilepsia torna-se mais comum à medida que a idade avança. Em países desenvolvidos, a ocorrência de novos casos é mais frequente em crianças e idosos, enquanto que em países em vias de desenvolvimento é mais comum em crianças mais velhas e jovens adultos. Entre 5 e 10% de todas as pessoas terão uma ocorrência sem causa definida até aos 80 anos de idade, sendo a probabilidade de sofrer uma segunda crise entre 40 e 50%. Em diversas partes do mundo, é restrita ou vedada a autorização de condução a pessoas com epilepsia, embora muitas possam voltar a conduzir após determinado período sem crises.

As condições genéticas, congênitas e de desenvolvimento são na sua maioria associados a ela entre os pacientes mais jovens, tumores cerebrais são mais prováveis de ocorrer em pessoas com mais de 40 anos, traumatismo craniano e infecções do sistema nervoso central, pode ocorrer em qualquer idade.

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado. Os medicamentos antiepilépticos são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional.

Se o paciente não responder ao tratamento medicamentosos, o médico pode recorrer ao auxílio cirúrgico – este não tem como objetivo a retirada da medicação, e sim ajudar no controle de crises.

Quando realizar cirurgia de epilepsia em crianças

Se as convulsões ocorrerem em uma área do cérebro  que pode ser removida facilmente  sem causar outros danos, a cirurgia deve ser considerada.

Quando a epilepsia é causada por um tumor, cisto ou lesão, ou outro crescimento que não responde bem ao medicamento, o médico pode indicar como opção apropriada.

A operação pode remover a parte do cérebro onde as convulsões estão ocorrendo ou, às vezes, ajudar  as más correntes elétricas a não se espalharem  pelo cérebro.

A criança pode estar acordada durante a cirurgia. Com o paciente acordado, este segue alguns comandos e os cirurgiões terão certeza que as áreas importantes do cérebro não foram danificadas.

Tipos de cirurgia mais utilizados em crianças

Hemisferectomia – Envolve a remoção de quase todo o lado do cérebro responsável por causar convulsões.

Ressecção focal – Remove a porção do cérebro onde as convulsões se originam , normalmente o lobo temporal. 

Corpus calosotomia – Não remove as parte do cérebro que causa as convulsões, essa cirurgia interrompe o caminho as convulsões e confina em uma das partes do cérebro.

VNS (estimulação de nervo vago ) –   É a implantação de um aparelho que envia estímulos elétricos constantes ao cérebro por um  nervo específico,  que auxilia no controle das convulsões.

Segundo levantamento realizado na cidade de  São Paulo, a idade média dos pacientes operados  caiu de 32 para 19 anos na última década. São cada vez mais jovens as pessoas que se submetem à cirurgia de epilepsia. Em 1996, a idade média dos pacientes operados era de 32 anos. Em 2006, a média estava em 19 anos.

Dr. Silvio Machado, neurocirurgião pediátrico

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Outono: saiba quais cuidados tomar com a saúde

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 22 de março de 2019
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Com a chegada do outono surgem as alterações de temperatura responsáveis por impactar o organismo. O sistema respiratório é um dos que mais sofrem com essas oscilações. Nesta época há um aumento considerável de problemas inflamatórios e alérgicos, como: resfriado, gripe, laringite, asma, bronquite, pneumonia e bronquiolite.

É durante o outono que ocorre um acúmulo maior de poluentes devido à diminuição das chuvas e da temperatura do ar, há pouca umidade atmosférica e, consequentemente, maior nível de poluição. Esta combinação, acrescido ao fato de as pessoas permanecerem em ambientes fechados por mais tempo, prejudicam ainda mais a vida de quem convive com doenças respiratórias. Para evitar crises e melhorar a qualidade de vida é necessário, além do diagnóstico correto e precoce e evitar aglomerações, é preciso um tratamento individualizado com especialistas como pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista.

As crianças e os idosos são os que mais sofrem com a chegada do outono. Na infância o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e na melhor idade o sistema imunológico já está debilitado. Por isso, atenção, ao apresentar sinais de febre, tosse persistente e presença de catarro amarelado por um período superior a três dias, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Vale lembrar que a automedicação é uma prática não recomendada.

A gripe também é responsável por causar muito incômodo neste período. A infecção viral é causada pelo Influenza, um vírus respiratório com três tipos: A, B e C. O tipo C causa quadros clínicos leves, já o A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais. A melhor medida de prevenção é a vacinação disponível contra as quatro cepas que costumam evoluir com maior gravidade: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e dois subtipos de Influenza B. No serviço público se encontra a trivalente que comporta a proteção contra H1N1, H3N2 e um subtipo de influenza B. No serviço privado está disponível a trivalente e a quadrivalente que, além de proteger contra H1N1, evita também os dois subtipos de Influenza B. Em geral os anticorpos protetores após a vacina estão presentes entre duas a três semanas, conferindo imunidade por seis a 12 meses, desta forma exigindo vacinação anual.

Além disso, nesta época do ano há o risco de pneumonia, infecção que ocorre nos pulmões, causa febre alta, tosse, desconforto no tórax e muitos outros sintomas. Alguns tipos podem ser evitados facilmente com vacinas, como a Prevenar 13, recomendada para todas as faixas etárias. A imunização é indica principalmente para as pessoas com mais de 65 anos, por se tratar de uma doença que pode levar o idoso a óbito.

Dicas para evitar problemas de saúde no outono:

– Mantenha o organismo hidratado: apesar das temperaturas mais amenas, o ar fica seco e, por isso, o consumo de água é essencial.

– Evite permanecer em locais fechados: a proliferação de certos vírus é mais intensa nesta época do ano e ambientes fechados favorecem este processo. Deixe as janelas abertas para que o ar circule.

– Mantenha as mãos higienizadas: a prática deve ser um hábito em todas as estações do ano, já que temos contato direto com diversos objetos que podem estar contaminados, por isso é imprescindível lavar as mãos com água e sabonete, de preferência use o líquido, e sempre que possível fazer uso do álcool em gel para finalizar.

– Tenha uma alimentação balanceada: manter uma alimentação adequada e equilibrada com vitaminas e nutrientes necessários evita que o corpo fique vulnerável a contaminações.

– Cuide da pele: além de manter o organismo hidratado é importante cuidar da pele. Ela fica mais seca com a chegada do outono, o que pode resultar em rachaduras e irritações que desenvolvem alergias. Use um hidratante específico para o rosto e outro para o corpo. Além disso, evite banhos muito quentes, pois eles favorecem o ressecamento da pele.

Dra. Marta Fragoso, médica infectologista

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40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 15 de março de 2019
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40% da população apresenta algum tipo de distúrbio

A comissão da Sociedade Mundial do Sono instituiu a data de 15 de março para celebrar o Dia Mundial do Sono. A iniciativa tem a finalidade de chamar a atenção da população sobre a importância de dormir bem, já que, “uma noite mal dormida pode comprometer o desempenho das atividades diárias, pois é responsável por causar dificuldade de concentração, alterações da memória e do humor, entre outros sintomas”, afirma a médica neurologista Ester London, especialista em sono do Hospital VITA, em Curitiba.

A preocupação excessiva e a falta de sono podem aumentar o risco de hipertensão, doenças degenerativas, ansiedade e depressão. A neurologista explica que é durante o repouso que organismo volta à condição na qual iniciou o dia. “É nesse período que acontece o relaxamento muscular, redução da pressão arterial, dos batimentos cardíacos e da produção de urina”, relata.

Além disso, segundo ela, é o momento de consolidação da memória e do controle da temperatura corporal. “Diversos hormônios são influenciados pelo sono, como a insulina, que controla a glicose no sangue, a leptina, responsável pela saciedade, a grelina, responsável por estimular o apetite, e a somatotrofina, que age no crescimento”, destaca Dra. Ester.

O sono é essencial para a consolidação da memória, assim como para a saúde em geral. Embora as pessoas variem muito em suas necessidades de sono individuais, estudos mostram que o ideal são de seis a oito horas de sono por noite. Ter um sono de qualidade é ainda mais importante do que a quantidade de horas dormidas. “É preciso obedecer a demanda do corpo e dormir quando ele pede. O importante é dormir quando estiver cansado e despertar descansado”, ressalta a médica.

Dra. Ester conta que a privação de sono leva a danos secundários, isto é, dormir pouco aumenta os riscos de diabetes, hipertensão, estresse, obesidade, entre outros problemas. Levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono, como insônia, terror noturno, apneia e sonambulismo.

Sono e doenças degenerativas


Estudo recente, realizado pela Academia Americana de Neurologia, associa a falta de sono ao aumento de chance de desenvolver doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. É durante o sono que é realizada a limpeza do sistema neurológico, nesta hora ocorre a limpeza dos acúmulos da atividade celular e dos radicais livres. “A falta de descanso pode aumentar as chances de demências”, alerta Dra. Ester.

Diagnóstico

As alterações no sono podem ser identificadas com o auxílio de uma análise chamada de polissonografia. O exame também é indicado para diagnosticar a apneia, roncos, ranger de dentes (bruxismo), fibromialgia, entre outros transtornos.

A polissonografia é um exame que é realizado no Laboratório do Sono, no qual é reproduzido o ambiente de um quarto, onde o paciente passa a noite e tem o sono monitorado por um técnico, por câmeras e eletrodos que servem para medir as atividades cardíaca e cerebral, ronco, movimentos e oxigenação, e tem como objetivo monitorar o sono e avaliar diversos parâmetros. “A partir dos resultados, o médico tem as informações necessárias para tratar o problema da pessoa”, afirma a especialista.

Apneia do sono


O problema pode afetar qualquer um, inclusive crianças.  “Trata-se de uma alteração que pode acontecer durante o sono em que ocorre uma parada abrupta na respiração enquanto dorme, explica Dr. Luiz Eduardo Nercolini, otorrinolaringologista do Hospital VITA.  Pesquisas estimam que a apneia do sono afeta 4% dos homens e 2%  das mulheres entre 30 e 60 anos.

Os sintomas relacionados à apneia do sono podem ser variados como: excesso de sono durante o dia e até insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e memória, dor de cabeça pela manhã, roncos, pausas na respiração durante o sono.

Dr. Nercolini esclarece que a apneia do sono pode ocorrer por vários motivos, mas principalmente por uma falha da musculatura atrás da garganta e da base da língua em manter a passagem do ar aberta, causando uma obstrução e levando a baixa oxigenação do sangue.  “Consequentemente, o ciclo de sono é quebrado para que se reestabeleça os níveis normais de oxigenação no sangue. Isso faz com que ocorra alterações nas fases do sono e por isso surgem os sintomas”, descreve.

Os sintomas relacionados a apneia do sono podem ser variados como: excesso de sono durante o dia e até insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e memória, dor de cabeça pela manhã, roncos, pausas na respiração durante o sono.

Tratamento

Conforme o grau de apneia do paciente é necessário algum tipo de tratamento. “O método deve ser individualizado para cada caso, algumas vezes sendo necessário cirurgia (nasais, palatais, na base da língua e cirurgias esqueléticas envolvendo os ossos da face) outras vezes métodos não-cirúrgicos, como o chamado CPAP (do inglêscontinuous positive airway pressure). “O aparelho oferece ao paciente ar pressurizado por meio de uma máscara adaptada para manter a via aérea aberta”, conclui o otorrinolaringologista.

Higiene do sono


Segundo Dra. Ester, mudar alguns hábitos já é um bom caminho para melhorar a qualidade do sono. Confira as dicas:

– Procure deitar e levantar no mesmo horário todos os dias;

– Desligue os eletrônicos (celular, tablet, computador) pelo menos uma hora antes da hora de dormir;

– Leia um livro e/ou escute uma música suave para relaxar;

– À noite, prefira refeições leves;

– A temperatura do quarto deve ser suave também (no máximo, 22 º C);

– Vista um pijama confortável;

– Roupa de cama limpa também ajuda a dormir bem;

– Evite atividades físicas perto da hora de dormir (prefira os alongamentos e relaxamentos), mas não deixe de praticar exercícios físicos regularmente, ao menos três na semana. “A atividade física aeróbica é um hábito que contribui para melhorar a qualidade do sono”, enfatiza a neurologista.

– Evite ingerir bebida alcoólica ou com cafeína à noite;

– O sono é induzido pelo relaxamento e a falta de luz, então relaxe e deixe o quarto escuro para seu cérebro liberar a melatonina;– Se acordar durante a noite e não voltar a dormir, pegue um livro para ler, isso ajuda.

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