A coluna do idoso: um novo desafio para o cirurgião

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 20 de julho de 2018

Cada vez mais os idosos estão cheios de vida e expectativas, desejando estar saudáveis e ativos para aproveitar o que a vida tem para lhes oferecer. Não basta mais se contentar em ficar em casa e cuidar dos netinhos, as pessoas querem usufruir das tecnologias, passear, viajar, realizar uma atividade física e até praticar uma atividade esportiva com os amigos.

Até pouco tempo, a expectativa de vida era mais baixa, mas nos dias atuais vivemos mais e merecemos ter melhor qualidade de vida.

A cirurgia de coluna no idoso sempre foi um desafio e o médico deve estar atento a diversos aspectos que envolvem o cuidado destes pacientes. Fazer uma avaliação multidisciplinar, contando com o apoio de outros profissionais como geriatra, fisioterapeuta, nutricionista, endocrinologista que estejam envolvidos em todo o processo é fundamental.

A qualidade óssea é um desafio, por isso devemos nos preocupar com a osteoporose que atinge os ossos dos pacientes idosos. O problema é mais comum nas mulheres, mas cada vez mais homens são acometidos por esta doença silenciosa. A melhora da qualidade dos ossos por meio de tratamento adequado e recomendado pela equipe ajudam muito na recuperação e consolidação da cirurgia.

Além dos ossos, devemos nos preocupar com a qualidade da musculatura e é aí que tem papel fundamental – a equipe de fisioterapia e nutrição, que visam estimular a musculatura e prepará-la para o que se seguirá após a cirurgia. Muitos grupos musculares serão exigidos para que o paciente ande e inicie a sua reabilitação o quanto antes.

Em conjunto com o trabalho pré-operatório da fisioterapia, a nutrição avalia o risco de desnutrição e auxilia no aporte de proteínas no corpo, por meio da dosagem da albumina. Uma orientação para antes e para depois do procedimento é fundamental para que a musculatura esteja hígida e saudável.

Um dos problemas que mais atinge a coluna do idoso é a estenose de canal. Quando possuem este problema muitos pacientes referem uma dor na região lombar que desce até as pernas, fazendo com que sinta fraqueza para caminhar ou sensação de cansaço nos membros inferiores, que faz com que o paciente pare para descansar. Um fato que chama atenção é que, além de parar para descansar, cada vez com mais frequência, o paciente tenha que se inclinar para frente para obter um alívio mais rápido. Estes sintomas são frequentes e podem ocorrer por uma compressão na coluna, um problema que estreita a passagem dos nervos na região da coluna, chamado de estenose do canal.

Atualmente, muitos procedimentos menos agressivos foram desenvolvidos para estes problemas na coluna. A menor agressividade por meio de cirurgias minimamente invasivas é uma opção promissora para o tratamento deste paciente tão especial, que é o idoso. Uma das novas opções cirúrgicas é realizada pela técnica chamada de XLIF.

O XLIF é uma abordagem diferente da coluna. Com esta técnica se faz uma incisão na coluna pela parede lateral do abdômen, ao invés das cirurgias tradicionais que são realizadas pela parte de trás das costas. O XLIF oferece aos cirurgiões e seus pacientes uma opção menos agressiva para a cirurgia da coluna, que vem ganhando popularidade entre os cirurgiões de coluna do mundo todo.

 

A abordagem lateral minimiza os riscos de danos sobre a musculatura e sobre os nervos da região da coluna, tornando-se uma excelente opção para os pacientes idosos que apresentam fragilidade muscular e óssea, permitindo poupar estas estruturas de uma maior agressividade e permitindo uma recuperação mais acelerada.

 

Dr. Alynson Larocca Kulcheski, ortopedista especialista em coluna

 

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Usar aquecedor de ambiente requer cuidados

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 13 de julho de 2018

As baixas temperaturas fazem com as pessoas busquem se aquecer com a ajuda de aparelhos. Mas a utilização inadequada dos aquecedores de ambiente gera riscos e pode causar problemas graves à saúde. Para que isso não ocorra é necessário tomar alguns cuidados, já que esses equipamentos podem diminuir ainda mais a umidade do ar, causando desconforto ao nariz e à garganta e agravando doenças respiratórias comuns neste período, como asma, rinite e sinusite.

Como o nome diz, o aquecedor de ambiente serve para aumentar a temperatura do local, mas toda vez que o espaço é aquecido, a umidade diminui e resseca o ar, o que pode ser prejudicial. Nem sempre o nariz consegue compensar o ar seco que é respirado e este ar acaba indo para os pulmões e causando alguns prejuízos à saúde.

Quanto ao tipo de aquecedor, vale destacar o perigo do uso de equipamentos a gás, que têm risco de vazamentos, intoxicações e até mesmo levar à morte. Além disso, algumas pessoas queimam álcool em ambientes fechados, o que pode consumir todo oxigênio do local e até causar incêndios. Além disso, os aquecedores utilizados rotineiramente – os que possuem resistência e que ficam alaranjados – esquentam muito o ambiente e têm uma tendência maior a ressecar o ar.

Já os usados em banheiros, conhecidos como desumidificador, devido à umidade do local e ao vapor do chuveiro, não apresentam risco, porém como ficam guardados e sem uso durante muito tempo armazenam poeira e ao serem ligados, devido ao seu sistema de ventilação, liberam pó, sujeira e ácaros no ambiente. Por isso, antes de usá-los, devemos fazer a manutenção do equipamento.  O aquecedor a óleo é menos prejudicial à saúde por ter um sistema de aquecimento diferente dos que são por resistência, resseca menos o ambiente.

Independente do tipo de aparelho, para evitar danos ao sistema respiratório, o ideal é que sejam colocadas toalhas úmidas ou uma bacia com água no ambiente. Além disso, precisamos ingerir bastante líquido para hidratar o corpo. Devemos seguir o mesmo raciocínio para o ar-condicionado. Caso ocorra ressecamento ou sangramento das mucosas nasais, deve-se consultar um médico. Evite a automedicação.

Outro cuidado importante é com relação ao choque térmico. Sair de um ambiente com temperatura elevada para a rua ou local mais frio, pode ser um problema, principalmente para idosos e crianças, que têm o sistema imunológico mais sensível. Pessoas com problemas cardíacos ou pressão arterial alta também devem redobrar esses cuidados. O ideal é manter o ambiente em torno de 22ºC para evitar os riscos.

 

Dr. João Luiz Carneiro, clínico geral 

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Saiba como evitar problemas causados pela trombose nas pernas

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 06 de julho de 2018

No período de férias aumentam os casos de trombose venosa, já que é nesta época do ano que ocorrem as viagens mais longas, seja de carro ou de avião. Para não atrapalhar o passeio e evitar dores de “cabeça” é indicado tomar alguns cuidados para e prevenir o problema.

A trombose venosa profunda (TVP), conhecida por trombose, é um problema causado pela formação de coágulos no interior das veias. Pode ocorrer durante ou após viagens, e está relacionada com a imobilidade prolongada e com fatores de risco do próprio viajante. O desprendimento destes coágulos pode resultar em embolia pulmonar, condição potencialmente fatal e que deve ser tratada o mais imediatamente possível.

Cada caso deve ser tratado de forma individualizada. Pessoas com idade acima dos 50 anos que vão fazer viagens com mais de seis horas de duração devem procurar um médico para uma avaliação. Existem métodos profiláticos de trombose venosa para o risco desta situação, mas o tratamento preventivo deve levar em consideração caso a caso, já que cada pessoa deve ser tratada de forma individualizada. Além disso, para pessoas que têm doenças crônicas ou histórico de trombose na família essa avaliação já deve ser feita mesmo antes dos 50 anos.

Dicas para evitar trombose nas viagens: 
1 – Enquanto aguarda o embarque caminhe;
2- Mantenha-se hidratado;
3 – Evite uma alimentação pesada antes da viagem;
4 – Não consuma bebida alcóolica, pois desidrata;
5 – Use roupas confortáveis, que não apertem;
6 – Evite ficar sem movimentar as pernas por um período muito longo.

Sintomas – Os principais sinais e sintomas da TVP são dor na perna acompanhada de edema (inchaço), vermelhidão e calor local.

Diagnóstico – Para identificar os sintomas da TVP, além da avaliação clínica do paciente, o médico faz uma ultrassonografia chamada Ecodoppler colorido venosos das pernas, para complementar o diagnóstico.

Feito o diagnóstico, o paciente será tratado da trombose, que também é prevenção da embolia pulmonar.

 

Dr. Jorge Timi, cirurgião vascular e chefe do serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital VITA Curitiba

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Aneurisma cerebral atinge 6% da população mundial

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 29 de junho de 2018

 

Imagem: Pixabay

 

Ausência de sintomas dificulta diagnóstico precoce

O aneurisma cerebral permanece como uma das principais causas do acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH), atingindo cerca de 6% da população mundial. O problema ocorre devido a um defeito na parede da artéria, local que submetido a pressão constante do sistema arterial, concorre com a formação de uma dilatação e cria uma espécie de bolha, formando o aneurisma. Como as paredes do aneurisma não têm a mesma estrutura da parede arterial normal, aumenta o risco de que a parede se rompa e provoque um sangramento dentro do crânio (aneurisma roto). Infelizmente na maioria dos casos só é diagnosticado após o sangramento, sem sintomas que possam proporcionar um diagnóstico precoce.

A melhor forma de prevenção é a busca ativa (diagnóstico precoce), onde os fatores genéticos e hábitos de vida são marcantes no desenvolvimento do aneurisma (tabagismo, diabetes, hipertensão arterial, uso de drogas). Os pacientes que possuem casos de aneurisma e AVC hemorrágico na família devem fazer um acompanhamento e busca diagnóstica com profissional especializado pois possuem eles 9,5% mais chances de ter um aneurisma.

A proporção de homens para mulheres é de 1:2, especialmente nas mulheres após os 50 anos. Além disso, mais de 90% dos aneurismas têm menos de 10 mm de diâmetro e por isso podem passar despercebidos em exames usuais.

Sintomas

Forte e repentina dor de cabeça, enjoos, vômitos, perda de consciência, formigamento, perda da força em um dos membros e desmaios são alguns dos sinais mais frequentes do rompimento de um aneurisma. Devido à gravidade da hemorragia cerebral provocada pela ruptura do aneurisma, o tratamento deve ser realizado imediatamente. Quanto mais rápido for o atendimento e tratamento por um grupo especializado, maiores são as chances para o paciente.

Tratamento

A maioria dos casos têm sido tratados por um procedimento endovascular chamado embolização. O paciente recebe uma anestesia local na virilha, onde é feita uma punção com agulha para introduzir os cateteres, microcateteres e microguias chegando ao cérebro por dentro da artéria até o aneurisma, onde serão introduzidos os “coils” (materiais metálicos parecidos com molas de platina que preenchem o aneurisma, como um novelo de lã). Preenchido o espaço, o sangue deixa de circular naquela dilatação (aneurisma) e não haverá mais pressão sobre as paredes do vaso, evitando as rupturas. O aneurisma ainda pode ser tratado com a colocação de uma prótese dentro do vaso (stents diversores de fluxo) a fim de desviar o fluxo de sangue e propiciar a progressiva trombose do saco do aneurisma. Essas são as técnicas mais modernas, mais eficazes e menos invasivas para tratar os aneurismas.

Uma das principais vantagens da técnica endovascular é curto tempo cirúrgico, média de uma hora, e em apenas dois dias o paciente já pode ir para casa, sendo que em uma semana, já pode voltar às atividades normais, sem esforços físicos. O procedimento é muito menos agressivo, já que não é necessário abrir o crânio do paciente. Minimiza-se assim, o risco de infecção hospitalar e outras complicações.

 

Dr. Gelson Koppe, médico neurorradiologista intervencionista 

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