Diabetes afeta mais mulheres do que homens

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 26 de junho de 2017

Diagnóstico faz toda a diferença para garantir a qualidade de vida e controlar a doença

O Brasil ocupa a quarta posição na lista dos países com maior número de diabéticos, o dado é da International Diabetes Federation (IDF). Já segundo o Ministério da Saúde, o problema atinge 8,9% da população brasileira e em 10 anos o número de casos aumentou cerca de 62%. O País conta com mais de 16 milhões de pessoas com diabetes, sendo que 8 milhões de indivíduos ainda não sabem que são portadores do problema. Por isso, para conscientizar, alertar e informar a população sobre a doença, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foi criado o Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho.

A médica Hevelyn Garcia, endocrinologista do Centro VITA de Tratamento da Obesidade e Diabetes, conta que a doença acomete mais mulheres do que homens. Dados do Ministério da Saúde apontam que enquanto 7,8% dos homens foram diagnosticados com o problema, para as mulheres o índice foi de 9,9%. “A falta de controle da doença pode levar a complicações como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), de visão, no sistema nervoso, renal, pé diabético, entre outras. Além disso, pode causar impotência sexual masculina”, alerta.

A endocrinologista explica que existem diferentes tipos da doença, os frequentes são o diabetes tipo 1, que se caracteriza pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade inferior a 35 anos; e o tipo 2, que é o mais comum, é responsável por 9 em cada 10 casos e ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

O diabetes tipo 1 pode apresentar sintomas como excesso de sede, cansaço, fome exagerada, perda de peso repentina e acelerada, vontade de urinar com frequência, visão embaçada, problemas na cicatrização e, em alguns casos, dores estomacais e vômitos. Já o tipo 2, na maioria dos casos não apresenta sinais, exceto quando a glicemia está muito elevada, neste caso pode-se apresentar os mesmos sintomas do tipo 1.

Segundo Hevelyn, o que diferencia o diabetes tipo 1 do tipo 2, é que no tipo 1 o pâncreas deixa de produzir o hormônio num curto período de tempo, fazendo com que o aumento do açúcar no sangue se desenvolva de forma abrupta e agressiva. Quando a doença não é diagnosticada e tratada de forma adequada, o organismo produz as cetonas – substâncias derivadas do uso da gordura como fonte de energia, já que o açúcar não pode ser utilizado devido à falta de insulina. “Quando não existe qualquer produção do hormônio, a única forma de tratar o diabetes tipo 1 é injetar insulina”, explica a médica.

Prevenção e tratamento

O tratamento pode ser realizado por meio de remédios de uso oral e injetável (insulina). Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas é necessária em alguns casos. Associado ao uso das medicações é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Embora não exista cura para o diabetes, a doença pode ser monitorada e tratada de forma individualizada, levando em conta fatores como o tipo de diabetes, a idade do paciente e a presença de doenças associadas. “Quando o controle das glicemias é associado ao tratamento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e à parada do tabagismo, a pessoa obtém melhora da qualidade de vida, redução do risco de complicações e maior expectativa de vida”, destaca Hevelyn.

A médica explica também que, uma vez estabelecido o diagnóstico de diabetes por meio de exames laboratoriais, é importante iniciar um tratamento efetivo garantindo um controle adequado das glicemias desde o início da doença, evitando complicações crônicas. “Recomenda-se o acompanhamento médico com o endocrinologista a cada três meses para avaliação dos sintomas e dos exames laboratoriais. Além disso, controlar as glicemias é essencial para evitar os sintomas da doença. Já o uso da insulina se faz necessário em torno de 60% dos diabéticos em algum momento da evolução da doença”, conclui.

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Brasil é segundo no ranking de cirurgias bariátricas no mundo

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 23 de junho de 2017

Obesidade está relacionada a 21 doenças e pode levar à morte

O número de cirurgias da obesidade tem crescido a cada ano no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que, em 2016, houve um aumento de 7,5%, se comparado a 2015. No ano passado foram efetuados 100.512 procedimentos para redução de estômago, número este que coloca o país na segunda posição no ranking dos que mais realizam a intervenção no mundo.

Diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dificuldade respiratória e doenças cardiovasculares são alguns dos problemas que acometem os obesos. “Atualmente, 21 patologias estão associadas à obesidade e podem levar à morte. A pessoa obesa tem risco maior de morte cardiovascular do que a população em geral e quanto mais ele espera pela cirurgia, maior a chance de complicações associadas, como quadros de hipertensão, enfarte e derrames. Por isso, não se trata de uma questão estética, mas sim de qualidade de vida”, alerta o médico Giorgio Baretta, especialista em cirurgia bariátrica do Hospital VITA.

Dr. Baretta explica que para realizar o procedimento o paciente passa por uma avaliação onde são analisados os perfis psicológico e alimentar e as doenças associadas à obesidade. “Somente após esse estudo é definida a técnica que será utilizada”, esclarece.

As cirurgias bariátricas estão divididas em três técnicas: restritivas, aquelas que reduzem a capacidade do estômago, ou seja, fazem o paciente comer menos, sem mexer no intestino, chamada de sleeve gástrico; disabsortivas, que realizam um desvio do intestino; e mistas que combinam a restrição, ou seja, a redução da capacidade gástrica com o desvio do intestino, denominada de bypass gástrico ou cirurgia de Capella, que ainda é a mais executada no Brasil, na qual o estômago fica com uma capacidade em torno de 50 ml e ocorre um desvio do intestino delgado em tono de 1,5 a 2 metros.

Aprovado para ser realizado no Brasil em 2010, o sleeve gástrico vem ganhando espaço. Nos Estados Unidos, quando comparado ao bypass, já é a técnica mais praticada devido a menor incidência de complicações e por não mexer no intestino. “É uma técnica associada a uma perda menor de peso e a ocorrência maior de reganho de peso após um ano e meio ou dois de realização do procedimento. Teoricamente é uma técnica mais agradável aos olhos do paciente por não precisar mexer do intestino e tomar menos vitaminas, só que o paciente tem que estar ciente que, na maioria das vezes, ele não vai conseguir ter uma perda de peso como a que acontece com o bypass”, alerta o médico.

Dr. Baretta explica também que a técnica é indicada para paciente “comedor de volume”, que é diferente daquele que é “beliscador”, e para aqueles que não têm doença do refluxo avançada. “Geralmente é realizada em homens, porque ao contrário da mulher, comem mais volume, e em pacientes que necessitam de uma monitorização endoscópica do estômago para o resto da vida (pessoas que têm casos de câncer gástrico na família) porque não exclui parte do estômago e desta forma não interfere na realização do exame de endoscopia” descreve.

Independe da técnica optada, o paciente recebe um acompanhamento multidisciplinar (psicológico, nutricional, cardiológico) antes e após o procedimento por tempo indeterminado. “Já com o cirurgião, indica-se um monitoramento para o resto da vida”, conclui Baretta.

Doenças relacionadas à obesidade: diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronária, osteo-artrites, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação), asma grave não controlada, osteoartroses, hérnias discais, refluxo gastroesofageano com indicação cirúrgica, colecistopatia calculosa, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática, estigmatização social e depressão.

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Inverno: cuidado ao usar aquecedores de ambiente

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 21 de junho de 2017

O inverno chegou e com ele as baixas temperaturas, época em que se intensifica o uso de aquecedores de ambiente. Porém, a utilização inadequada destes aparelhos gera riscos e pode causar problemas graves de saúde. Para que isso não ocorra é necessário tomar alguns cuidados, pois esses equipamentos podem diminuir ainda mais a umidade do ar, causando desconforto ao nariz e à garganta e agravando doenças respiratórias comuns neste período, como asma, rinite e sinusite.

Como o nome diz, o aquecedor de ambiente serve para aumentar a temperatura do local, mas toda vez que o espaço é aquecido, a umidade diminui e resseca o ar, o que pode ser prejudicial. Nem sempre o nariz consegue compensar o ar seco que é respirado e este ar acaba indo para os pulmões e causando alguns prejuízos à saúde.

Quanto ao tipo de aquecedor, vale destacar o perigo do uso de equipamentos a gás, que têm risco de vazamentos, intoxicações e até mesmo levar à morte. Além disso, algumas pessoas queimam álcool em ambientes fechados, o que pode consumir todo oxigênio do local e até causar incêndios. Além disso, os aquecedores utilizados rotineiramente – os que possuem resistência e que ficam alaranjados – esquentam muito o ambiente e têm uma tendência maior a ressecar o ar.

Já os usados em banheiros, conhecidos como desumidificador, devido à umidade do local e ao vapor do chuveiro, não apresentam risco, porém como ficam guardados e sem uso durante muito tempo armazenam poeira e ao serem ligados, devido ao seu sistema de ventilação, liberam pó, sujeira e ácaros no ambiente. Por isso, antes de usá-los, devemos fazer a manutenção do equipamento.  O aquecedor a óleo é menos prejudicial à saúde por ter um sistema de aquecimento diferente dos que são por resistência, resseca menos o ambiente.

Independente do tipo de aparelho, para evitar danos ao sistema respiratório, o ideal é que sejam colocadas toalhas úmidas ou uma bacia com água no ambiente. Além disso, precisamos ingerir bastante líquido para hidratar o corpo. Devemos seguir o mesmo raciocínio para o ar-condicionado. Caso ocorra ressecamento ou sangramento das mucosas nasais, deve-se consultar um médico. Evite a automedicação.

Outro cuidado importante é com relação ao choque térmico. Sair de um ambiente com temperatura elevada para a rua ou local mais frio, pode ser um problema, principalmente para idosos e crianças, que têm o sistema imunológico mais sensível. Pessoas com problemas cardíacos ou pressão arterial alta também devem redobrar esses cuidados. O ideal é manter o ambiente em torno de 22ºC para evitar os riscos.

 

Dr. João Luiz Carneiro, clínico geral do Hospital VITA, Curitiba

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VITA Batel é pioneiro em UTI humanizada em Curitiba

Hospital VITA
Postado por Hospital VITA - 16 de junho de 2017

A unidade do Hospital VITA, localizada no bairro Batel, é a única instituição de saúde da capital a oferecer aos pacientes o serviço de UTI humanizada. Nela além de contar com 24 horas de monitoramento médico, a pessoa que está internada é acompanhada por um familiar. A modalidade de tratamento assiste o paciente além do cuidado hospitalar e acolhimento, ou seja, atinge o contexto familiar e social.

O serviço, coordenado pelo médico intensivista Dr. Rafael Deucher, dispõem de 16 UTI’s com quartos isolados, cada um com banheiro privativo. “Assim temos menor risco de delírio e menos estresse pós-traumático”, explica Deucher.

A opção não é indicada para casos graves, mas sim para aqueles que precisam de mais atenção como os pacientes de longa permanência e idosos, e não demandam internação em UTI compartilhada. “É ideal para a recuperação pós-operatória, além disso, oferece baixa taxa de infecção e contribui para a rápida recuperação”, destaca o médico.

Humanização hospitalar – De acordo com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), a prática é um processo vivencial que permeia toda a atividade do local e das pessoas que ali trabalham, dando ao paciente o tratamento que merece como pessoa humana, dentro das circunstâncias peculiares que cada um se encontra.

 

Hospital VITA Batel
Endereço: Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1.896 – Batel | Curitiba – PR
Informações: (41) 3883-8482

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